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Sexta-feira, Janeiro 30, 2004
Posted
11:29 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Liga de Basquete realiza Torneio de Trios no Zerão
A Liga Metropolitana de Basquete de Londrina (LMB) estará promovendo nos dias 31/01 e 01/02 (Sábado e Domingo) o IV Torneio de Basquetebol em Trios do Zerão, evento que acontecerá dentro das atividades do Verão no Zerão. O Torneio será realizado em 4 categorias : A ¿ Adulto, acima de 18 anos (nascidos até 1986), B ¿ Cadete, até 17 anos (nascidos até 1987), C ¿ Infantil, até 14 anos (nascidos até 1990) e D ¿ Pré mirim, até 12 anos (nascidos até 1992), tanto no masculino quanto no feminino. O Basquetebol em trios é disputado em apenas meia quadra, durante 10 minutos ou até uma das equipes fazer 21 pontos e ser declarada vencedora, sendo jogado 3 participantes contra 3. Os 3 primeiros colocados de cada categoria receberão medalhas como premiação e, durante o evento, acontecerá também a competição de arremesso de 3 pontos em todas as categorias. As inscrições poderão ser feitas até o dia 30/01 (Sexta feira) pelo telefone 3344-0733 (LMB) com Daniel ou 9996-1329 com Marival Junior, e cada trio deverá levar 3 Kg. de alimentos não perecíveis para doação posterior a instituições de caridade.
Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da LMB
Posted
11:28 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
LONDRINA SELECIONA ATLETAS PARA FORMAR EQUIPE DE BASQUETE FEMININO
A cidade de Londrina está recrutando atletas de Basquetebol Feminino Adulto (nascidas até 1987) para a formação da equipe para as competições do ano de 2004, que serão os Jogos Abertos Brasileiros (provavelmente em Maio em Caxias do Sul), Jogos Abertos do Paraná (Setembro em Foz do Iguaçu) e Jogos da Federação Paranaense de Basketball. Para isso, a atleta deverá entrar em contato com o técnico TIM (43) 3154-8603/9122-0645 ou com Marival Junior (43) 3344-0733/9996-1329 ou enviar um e-mail para lmb2003@pop.com.br contendo os seguintes dados :
Nome completo, apelido, endereço com telefone, data de nascimento, altura, posição, equipes por onde atuou (com ano de atuação), e-mail para contato (currículo básico).
As pré selecionadas serão avisadas previamente por e-mail ou por telefone para realizar um teste nos dias 6,7 e 8 de fevereiro (6ª, Sábado e Domingo) sendo que terão apenas que vir para cidade pois o alojamento e as refeições serão por conta da equipe (apenas as pré selecionadas).
Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Posted
11:18 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Entrevista com Ricardo Probst, reboteiro do Nacional 2003
Ricardo Probst, 27 anos, ainda jovem mas que tem uma experiência de um veterano. Atualmente está em Londrina e vai fazendo bem o seu trabalho. No Nacional do ano passado, foi um dos três jogadores que conseguiu um triple-double (2 dígitos em três fundamentos) e o líder em rebotes. Aproveitando a vinda dele ao Rio de Janeiro para jogar contra o Flamengo, o coordenador do Diário do Basquete conversou com o jogador e saiu uma entrevista como se verifica abaixo:
Diário do Basquete: Fale um pouco da sua trajetória no basquete desde as categorias de base, em quais equipes atuou, quais campeonatos disputou.
Ricardo Probst: Comecei em Blumenau aos 7 anos no Ipiranga, onde joguei até os 18 anos. Em 1995 fui disputar o Campeonato Nacional por Joinville. Depois joguei em Rio Claro, Palmeiras, Franca, Bauru, Corinthians do Sul, Casa Branca, Unit e agora estou no segundo ano em Londrina. Já fui Seleção Brasileira Sub-22 em 96 e Seleção Adulta em 97.
Diário do Basquete: Qual seu grande ídolo no basquete ou um jogador que tivesse se espelhado?
Ricardo Probst: Michael Jordan é meu ídolo. Mas me espelhei em algumas pessoas, como o Patterson e o Chuí, pela dedicação aos treinos e jogos, pela técnica, liderança, humildade, honestidade e companheirismo.
Diário do Basquete: Essa já é a sua segunda temporada em Londrina? Como é a relação da diretoria com os jogadores? Qual é o nível de estrutura oferecido?
Ricardo Probst: A relação dos atletas com a diretoria é de forma transparente e direta. Eles sempre acompanham os treinos/jogos. A estrutura é boa, faltam algumas coisas lógico, como em quase todos os times, não há sobra de dinheiro.
Diário do Basquete: O que o basquete paranaense tem de tão atrativo que seduz o jogador a deixar o basquete paulista, sabendo que a principal competição é praticamente o nacional?
Ricardo Probst: Tem o time, a torcida, a cidade, e aqui eles oferecem tudo o que você e o time precisam para crescer para a próxima temporada e isso vale o sacrifício de ficar quase 6 meses só treinando. Mas dá saudades ver o paulista pela TV...
Diário do Basquete: Defina o jogador Ricardo.
Ricardo Probst: Sou voluntarioso, gosto de treinar, de marcar e de atacar. E sou também muito crítico e exigente comigo mesmo.
Diário do Basquete: Londrina começou bem o campeonato. Quais são as equipes favoritas para disputarem o título do nacional 2004?
Ricardo Probst: Os favoritos: Unit e COC, correndo por fora estão: Londrina, Minas, Ajax, Campos, Uniara e Corinthians-Mogi.
Diário do Basquete: Londrina sempre teve uma das melhores médias de público dos campeonatos nacionais, as equipes que vão jogar aí sabem a força que a torcida tem, o que representa a torcida de Londrina para os jogadores?
Ricardo Probst: A torcida com certeza é o 6º jogador, pois nos motiva a entrar em quadra com mais determinação, empenho e garra. Apesar de que ano passado ganhamos mais fora de casa.
Diário do Basquete: O time do Londrina surpreendeu na temporada passada e ficou em quinto lugar (melhor classificação da equipe), qual é a meta dos jogadores, comissão técnica e diretoria para esse campeonato que se inicia? Você acha que o Londrina tem condições de ser campeã nacional? Qual o segredo da equipe?
Ricardo Probst: O principal objetivo é ficar entre os 4 primeiros. O Londrina tende a crescer muito durante o campeonato. E o segredo da equipe? Segredos são feitos para não serem revelados...(risos)
Posted
11:18 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
COLUNA DO JOSE MEDALHA
Ao iniciar a minha participação como colunista deste Diário, gostaria de agradecer ao convite do editor Bruno Lima que tem se revelado um apaixonado pelas coisas corretas do basquetebol brasileiro e pedir escusas ao leitores pelo atraso na publicação da coluna que por motivos alheio a vontade do ser humano tornou-se impossível a publicação na terça-feira conforme aqui divulgado. Mas na próxima semana a coluna vai sair na terça-feira.
Essa paixão envolve a sua grande contribuição ao instituir e manter este espaço on line, tão útil, moderno e necessário.
O basquetebol mudou muito nos últimos anos. Necessita de muitas mudanças ainda . Uma delas é a discussão ampla e irrestrita de idéias, conceitos, estrutura e apoios, de forma isenta de desapegada a compromissos e favores. Nos dias atuais a mídia virtual é uma das grandes propulsoras dessas mudanças e o Diário do Basquete é um grande exemplo de como elas podem ser atingidas e conhecidas por todos indistintamente.
Vou procurar dar a minha contribuição, discutir as coisas do basquetebol, valendo-me da minha experiência, conhecimento, amor e metas a serem obtidas como um dos integrantes desta grande família. Uma coisa os visitantes deste site podem ter certeza. O que eu escrever semanalmente aqui sairá da minha cabeça. É o MEU ponto de vista, sujeito a criticas favoráveis e desfavoráveis. Mas será o MEU. Este é um conceito filosófico que sempre assumi, ao longo de toda a minha carreira e que recomendo principalmente aos técnicos. Prefiro errar com a minha cabeça do que arrepender-me de ter errado com a cabeça dos outros.
Completado o aquecimento, vamos ao jogo....
1. Não foi surpresa para mim a vitoria da UNIMED Americana no 5º e decisivo jogo diante do time de Ourinhos, na final do Nacional Feminino. Mesmo atuando contra uma equipe tida como mais forte individualmente( e talvez mais cansada, segundo análise do Melchiades, Folha de São Paulo, 27 de janeiro), o técnico Paulo Bassul soube como preparar o seu conjunto para uma batalha final e sair vencedor. A sua postura, disciplina, competência e apego,mais uma vez deram-lhe merecidos frutos, refletidos no comportamento da sua equipe.
Tive uma convivência com o Paulo Bassul em um projeto da ULBRA na primeira Liga Nacional Feminina. Já antevia o seu sucesso em razão da maneira como esse profissional encara a sua missão de treinador. Bassul é o protótipo do técnico moderno. Atualizado, detalhista, dedicado, controlado emocionalmente, motivador e, acima de tudo, ciente do que pode conquistar e luta para obter.
2. Teve início mais um Campeonato Nacional Masculino neste ultimo domingo. Cercada de grande expectativa por parte de técnicos e atletas, a primeira rodada, ou semana, apresentou resultados normais no meu ponto de vista, com duas exceções: a derrota do Corinthians Mogi em Blumenau e a vitória da ULBRA diante do Universo-DF.
Parabéns ao técnico Sergio Carneiro do Blumenau por ter obtido um resultado altamente expressivo com muito pouco tempo para ajustar a sua equipe com a introdução dos estrangeiros Charles Byrd e Emeka Okenwa, cujas atuações foram fundamentais na vitória.
Tambem o norte-americano Gallen Vondell da ULBRA foi outra figura de destaque na vitória do time dirigido por Ricardo Mancuso em sua estréia fora de casa. A derrota do Universo -DF deve ter deixado muita gente frustrada em Brasília, pois a equipe já parecia, em razão de suas recentes contratações, um time respeitável e promissor. O tempo dirá se a química desejada pelo técnico Milton Setrini será obtida com suficiente nível para recuperação.
3. Nos demais jogos, destacaria o bom resultado do Londrina que teve um dos mais difíceis adversários pela frente e fez a sua lição de casa derrotando o Uniara. Tambem méritos ao Minas Tênis Clube que aproveitou o momento de reformulação de Franca e já mostra a que veio nesta competição. COC Ribeirão Preto, um dos favoritos, Segue a marcha invicta em casa, como Flamengo, Unit e Ajax também cumprindo a sua lição de casa batendo respectivamente, Paulistano, Campos, Tijuca e novamente Ulbra (Ajax nesta segunda feira).
4. Foi só o início. Muita água vai rolar sob a ponte e com ela certamente rolarão outros anseios e objetivos ao longo dos próximos quatro meses. É por ai.....
Jose Medalha
Fonte : diariodobasquete.com
Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
Posted
11:24 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Basquete brasileiro precisa da Liga. Para sobreviver!
Por Juarez Araújo - 27/01/2004
O ano de 2004 começou como foi o de 2003. O COC/RIbeirão conquistando o tricampeonato Paulista Masculino, como no ano anterior foi bi. Sem nenhuma surpresa. Afinal era o grande favorito mesmo, graças ao bom investimento nos jovens talentos e o bom trabalho do técnico Lula Ferreira. Acaba o Paulista vem a Liga Nacional.
E para variar, sem medo de errar, o time de Ribeirão Preto é novamente o grande favorito para conquistar o título pelo segundo ano consecutivo. Depois vem Unit/Uberlândia, com Hélio Rubens Garcia no comando, e em terceiro o Universo/Ajax. A Uniara já não figura mais como favorito.
A Liga Nacional deste ano foi lançada em São Paulo para poucos convidados. Tabela, regulamento, disposições gerais, jogos da TV... Parece tudo simples, tudo ajeitado, tudo organizado. E quem acompanha bem o basquete sabe que não é bem assim. Longe de ser o ideal. Falta imaginação, falta criatividade, falta planejamento dos dirigentes, em especial, da CBB. Falta criatividade até no lançamento da competição.
Aproveitando-se da mesmice de sempre dos dirigentes, e sem o profissionalismo que merece o basquete, aparecem aqueles aproveitadores de ocasiões, como já ocorreram em outras oportunidades. Clubes, patrocinadores entrando e saindo sem nenhum respeito ao esporte. Falta, sim, urgentemente uma Liga Profissional, totalmente independente, moderna e sem os costumeiros vícios. Com um regulamento sério e severo para todos. E não com multas para uns e vistas grossas para outros. Como é a atual.
Enquanto o Grupo Universo monopoliza boa parte do basquete nacional, patrocinando nada menos que cinco equipes ¿ Universo/Minas, Unit/Uberlândia, Universo/Goiás, Universo/Brasilia e Universo/Campos, o movimento de se fazer uma Liga Profissional Independente, fica sempre na intenção, sendo que na realidade é a solução para acabar de uma vez por toda o amadorismo que ainda predomina fora das quadras.
Não é mais admissível, no basquete de hoje, em um país com dimensões continentais como o Brasil, ainda não ter tal Liga totalmente profissionalizada, organizada, independente, tendo como sócios os clubes, e dando as melhores condições ao torcedor, patrocinador e TV. Fazendo do jogo, um espetáculo e não um simples jogo de uma longa tabela. Não é admissível ainda no Brasil não ter uma Assossiação de Jogadores, Árbitros e Técnicos, com poder de reivindicar e lutar pelos direitos de cada segmento.
O espetáculo basquete, no Brasil, nunca teve os dirigentes que ele merecesse. Muito menos agora. E para variar, a entrada da RedeTV, passou a ser a maior conquista que o esporte poderia conseguir, esquecendo que a mesma rede não vai para boa parte do país. É isso aí. Doa a quem doer.
De bandeja
¿ O ex-técnico José Medalha continua em plena campanha para lançar uma chapa de oposição à presidência da Confederação Brasileira de Basquete. E não se cansa de avisar: "Estou escrevendo semanalmente no site (www.mudacbb.com.br) a minha opinião sobre o decálogo de compromisso de mudança, considerado a frase do ano pelo jornal Folha de Sao Paulo", escreve. Medalha vem recebendo apoios e promete neste ano lançar oficialmente sua candidatura às eleições de 2005 na CBB.
¿ A empresa Soresport do Brasil, uma filial da Soresport da Espanha, está vibrando com a possibilidade de o armador Marcelinho Huertas, do Paulistano, ser convidado para jogar na NBA. Um dos diretores da empresa, Vinicius Fontana, esteve em São Paulo para conversar com o jogador e os pais dele. "Estamos esperando contato para viabilizar a ida do Marcelinho para a NBA", disse Vinicius. E em uma semana a agência acertou a volta de Gílson Júnior para o COC/Ribeirão.
¿ Escrevi no ano passado que LeBron James e Carmelo Anthony estavam liderando a vendagem de camisetas da NBA. A NBA divulgou também que Michael Jordan continua sendo a camisa mais procurada no Brasil, seguido por Kobe Bryant (Lakers) e o brasileiro Nenê Hilário (Nuggets). Atualmente são oferecidas no Brasil 16 camisas de diferentes jogadores e mais cinco jogadores serão adicionados em 2004. O ponto campeão de venda é a Brazolin Sports, no Shopping Center Light, além da Centauro e lojas dos shoppings.
¿ Conversei demoradamente com o ala Fernando Minuci, do time de Franca. Ele voltou a jogar por amor ao basquete. Estava treinando para se sentir totalmente recuperado de uma cirurgia no joelho. Recebeu o convite para jogar e aceitou. Logo virou titular do time de Franca, ao lado de Chuí. "Minha pretensão é seguir no basquete, mas como um supervisor. Nem pensava em jogar a Liga Nacional", disse o prudentino que é um dos ídolos do basquete francano, ao lado do também ala Chuí.
¿ Por sinal, Chuí, que no último dia 23 de novembro completou 40 anos, completou, uma semana depois, nada menos que mil partidas com a camisa de Franca. Marco Aurélio Pegolo dos Santos, o Chuí, já é o jogador que mais vestiu a camisa de Franca em todos os tempos. Parabéns Chuí. Você merece as homenagens feita por Franca. O jogador ajudou Franca a ganhar 5 brasileiros, 3 paulistas e 3 Copas Américas.
¿ A equipe da brasileira Iziane Castro, o Phoenix Mercury, ganhou a escolha no próximo draft da WNBA, ganhando assim o direito de fazer a primeira escolha em abril de 2004. O Washington Mystics, onde joga Helen Luz, terá a segunda escolha. Depois irão escolher as equipes do Indiana Fever, o San Antonio Silver Star, New York Liberty e o Seattle Storm.
¿ Recentemente, o site www.nba.com/brasil fez uma enquete para saber qual equipe o torcedor gostaria de ver jogando no Brasil. O Los Angeles Lakers ganhou disparado, com 61% das preferências, seguido pelo Denver Nuggets, do brasileiro Nenê Hilário, com 23%. Em terceiro lugar, o San Antonio Spurs, com apenas 7%.
Juarez Araújo ¿ É apresentador dos programas Hora do Basquete e 4-2-4 (esporte em geral) no canal 18, da TVACanal de São Paulo. Estava triste com a ausência do basquete em Atenas e com uma das vagas ficando justamente para a Argentina. E agora também no futebol. E lá estava a Argentina com uma vaga. Ou melhor, campeã do torneio. Juarez já pensa em se mudar para a Oceania e se naturalizar australiano.
Fonte : aol.com.br
Posted
11:23 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Flamengo se mantém invicto no Nacional de basquete
Rubro-negro vence o Londrina e divide a liderança da competição com o Universo/Ajax
LANCEPRESS!
Jogando no ginásio da Gávea, o Flamengo derrotou o Londrina 89 a 78 (45 a 40 no primeiro tempo) e chegou à terceira vitória em três partidas no Campeonato Nacional de basquete masculino. O destaque da partida foi o armador Arnaldinho, do Flamengo, cestinha com 26 pontos. O ala Leandro Salgueiro, com 15 pontos, e o pivô Gema, com 23, também tiveram boa atuação. Com o resultado, o clube carioca divide a liderança com o Universo/Ajax. O Londrina é o sexto colocado, com duas vitórias e uma derrota.
A partida foi bastante disputada nos três primeiros quartos, com as duas equipes se revezando na liderança do marcador. No entanto, nos minutos finais do período decisivo, o Flamengo aproveitou vários erros do adversário para conseguir abrir no placar. O técnico Emmanuel Bomfim voltou a elogiar o empenho dos jogadores, na partida que ele considerou a mais difícil para o time rubro-negro até o momento.
- A gente já sabia que a partida seria difícil. O jogo foi brigado os quatro quartos e no final ganhou quem teve mais coração. A vitória foi linda - disse Bomfim.
O Flamengo tentará manter a invencibilidade no Nacional no próximo sábado contra o URB/Adeblu (SC), às 11h, no ginásio do Tijuca. Já o Londrina vai à São Paulo enfrentar o Paulistano/UNIFMU no domingo, às 10h.
Fonte : Lancenet.com.br 29/01/2004
Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
Posted
9:32 AM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Londrina/TIM bate Corinthians/Mogi
Equipe de Ênio Vechi reage no minuto final e consegue segunda vitória no Nacional de Basquete
Thiago Mossini
Reportagem Local
Que sufoco! Num jogo dramático e muito equilbrado do primeiro ao último segundo, o Londrina/TIM derrotou o Corinthians/Mogi, por 75 a 73, ontem, no Moringão, pela segunda rodada do Nacional de Basquete. A equipe londrinense volta a jogar nesta sexta-feira, no Rio, diante do Flamengo.
A versão de basquete do Timão permaneceu à frente do placar durante quase todo o jogo. A equipe londrinese começou com muitos erros de ataque e os paulistas dominavam os rebotes. O técnico Ênio Vecchi pediu tempo e consertou as falhas, fazendo com que o time equilibrasse a partida. O primeiro quarto terminou 18 a 16 para os corinthianos.
Assim como no jogo contra o Uniara/Araraquara, a equipe londrinense fez um péssimo segundo quarto, com muitos erros no setor ofensivo. O time jogou grande parte do período sem os dois pivôs especialistas, com isso, sobraram as tentativas de arremessos de longa distância, a maioria deles sem sucesso, com os rebotes ficando grande parte com o time paulista, que abriu seis pontos de vantagem no marcador ao fim do primeiro tempo: 36 a 30.
O time londrinense voltou melhor para o terceiro quarto, equilibrando o jogo, mas sempre com os visitantes à frente. Após um toco do ala Lewis no pivô Josuel seguida de outra cesta de Mineiro o time virou o jogo, em 49 a 48. Mas, como durante quase todo o jogo, o time não conseguia manter o ritmo e permitia que os paulistas voltassem à frente e o quarto terminou 59 a 53 para o adversário.
No último quarto o Londrina/TIM voltou decidido a virar o jogo, mas esbarrava na experiência do pivô Josuel, 33 anos, 2m07, segundo jogador que mais atuou na história do Nacional, com 381 partidas.
Até que faltando pouco mais de um minuto, a estrela do armador Hélio começou a brilhar. Com uma cesta de três o jogador virou a partida (72 a 70). Os corinthianos empataram e novamente Hélio colocou o Londrina na frente: 74 a 72. Os paulistas fizeram mais um ponto e ainda tinham um ataque, que Fúlvio converteu, mas fazendo falta de ataque, faltando cinco segundos para o fim do jogo. Hélio ainda teve tempo para converter mais um lance livre e fechar o placar em 75 a 73. O atleta foi o cestinha novamente com 17 pontos. O pivô Murilo tampém fez 17 pontos e pegou 11 rebotes, fazendo um ''double-double''.
''Vencemos na raça e na determinação'', resumiu o pivô Coloneze.
Confira os outros resultados: na segunda-feira, Universo/Ajax 92 x 73 Ulbra; ontem, Unit/Uberlândia 82 x 66 Universo/BH/Minas; Universo/Brasília 106 x 86 Tijuca/Del Valle; COC/Ribeirão 92 x 102 Uniara/Araraquara; Universo/Ajax 77 x 76 ACF Campos/Universo; e Franca 93 x 85 Liberty Seguros/Casa Branca.
Fonte : Folha de Londrina ¿ 28/01/2004.
LONDRINA/TIM 75 X 73 CORINTHIANS-SP
No sufoco, mas valeu!
JAIME KASTER
Foi no sufoco, mas o torcedor agradeceu. Mais uma vitória do Londrina/TIM no Campeonato Nacional de Basquete de 2004, a segunda no ano. Foi ontem à noite, em um Moringão que recebeu mais de 2 mil torcedores, sobre o time de estrelas do Corinthians/Mogi (SP), por 75 a 73. Uma vitória sofrida, complicada e em alguns momentos o torcedor ficou com o coração saindo pela boca. Mas que valeu pelo esforço e pela raça da equipe na defesa. Um resultado que manteve, por enquanto, os 100% de aproveitamento do time na competição. E foram providenciais essas vitórias em casa logo na largada do campeonato, já que agora a equipe sai para fazer três jogos fora: amanhã, contra o Flamengo, no Rio, domingo contra o Paulistano, e terça, contra o Casa Branca (SP).
Foi um jogo em que as duas equipes erraram muito no ataque e nenhuma conseguiu abrir grande vantagem sobre a outra, deixando a partida indefinida até o último segundo. As emoções, como não podiam deixar de ser, ficaram para o último quarto. Quando faltavam 2 minutos, o placar indicava 72 a 70 para o time da casa. Um minuto mais tarde, 74 a 72. Daí, com 55 segundos, o Corinthians teve dois lances livres, com Rogério, que só converteu um (74 a 73). Na seqüência, o armador londrinense Hélio, numa subida ao ataque, escorregou debaixo da cesta e os paulistas ganharam a posse de bola, faltando apenas 35 segundos. O adversário, porém, errou um passe e o Londrina recuperou a bola, que foi lançada para o americano Greg Lewis, sozinho, liquidar o jogo com uma enterrada. Mas ele errou de forma incrível. A tensão se manteve e o torcedor continuou roendo as unhas.
Com mais uma posse de bola para o Corinthians, faltando 15 segundos, o time visitante, pressionado pelo barulho da torcida e a marcação forte do Londrina, não conseguia fazer jogadas. Foi quando o armador Fúlvio cometeu uma falta de ataque em Alfredo, restando apenas 5 segundos. Com nova falta, Hélio foi para dois lances livres e converteu apenas um: 75 a 73. Na última saída de bola dos paulistas, a marcação continuou implacável e os jogadores do Corinthians nem conseguiram subir para a cesta. O cronômetro zerou a galera explodiu em festa. Um jogo decidido com a superação do time da casa no último quarto, já que os três primeiros períodos foram vencidos pelo Mogi (1º - 18 a 16, 2º - 36 a 30, e 3º - 59 a 53).
FLAMENGO - Sem tempo para descanso, o Londrina já viaja hoje às 19h para o Rio, onde jogará amanhã, às 19h, contra o Flamengo, no Ginásio da Gávea. O jogo estava marcado para sexta, às 20h, mas foi antecipado pela CBB a pedido da equipe carioca.
Fonte : Jornal de Londrina ¿ 28/01/2004
Segunda-feira, Janeiro 26, 2004
Posted
11:44 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Liga de Basquete realiza Torneio de Trios no Zerão
A Liga Metropolitana de Basquete de Londrina (LMB) estará promovendo nos dias 31/01 e 01/02 (Sábado e Domingo) o IV Torneio de Basquetebol em Trios do Zerão, evento que acontecerá dentro das atividades do Verão no Zerão. O Torneio será realizado em 4 categorias : A ¿ Adulto, acima de 18 anos (nascidos até 1986), B ¿ Cadete, até 17 anos (nascidos até 1987), C ¿ Infantil, até 14 anos (nascidos até 1990) e D ¿ Pré mirim, até 12 anos (nascidos até 1992), tanto no masculino quanto no feminino. O Basquetebol em trios é disputado em apenas meia quadra, durante 10 minutos ou até uma das equipes fazer 21 pontos e ser declarada vencedora, sendo jogado 3 participantes contra 3. Os 3 primeiros colocados de cada categoria receberão medalhas como premiação e, durante o evento, acontecerá também a competição de arremesso de 3 pontos em todas as categorias. As inscrições poderão ser feitas até o dia 30/01 (Sexta feira) pelo telefone 3344-0733 (LMB) com Daniel ou 9996-1329 com Marival Junior, e cada trio deverá levar 3 Kg. de alimentos não perecíveis para doação posterior a instituições de caridade.
Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da LMB
Posted
11:43 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Londrina/TIM vence Uniara na estréia
Em partida muito equilibrada, decidida no minuto final, time de Ênio Vecchi venceu a Uniara/Araraquara por 76 a 70
Thiago Mossini
Reportagem Local
Não foi uma apresentação de gala, mas foi o suficiente para conseguir a vitória. Após muito sufoco e com muita garra, o Londrina/TIM venceu o Uniara/Araraquara por 76 a 70, ontem, no Moringão, e estreiou com a mão direita no Campeonato Nacional de Basquete.
A equipe do técnico Ênio Vecchi começou a partida um tanto nervosa, abusando das faltas. Em menos de quatro minutos do primeiro quarto já havia estourado o limite de cinco faltas coletivas.
Sem conseguir as infiltrações no garrafão paulista, o time abusava dos tiros de longa distância e errava muito. O ala/pivô Greg Lewis entrou no fim do período e deu novo ânimo à equipe, que terminou o primeiro quarto na frente: 19 a 15.
O Londrina/TIM voltou muito mal para o período seguinte, comentendo muitos erros no ataque, até que um toco de Lewis, seguido de uma enterrada do armador Hélio acordaram o time, que abriu seis pontos, mas não conseguiu segurar o placar até o fim do primeiro tempo: 34 a 32 para o Uniara.
A equipe voltou melhor para o terceiro quarto e a partida ficou muito equilibrada, com as duas equipes se alternando à frente do marcador. O período terminou com os londrinenses na frente: 50 a 49.
Para o último e decisivo quarto o Londrina/TIM veio determinado a conseguir a vitória, abrindo quatro pontos no placar. Mas quase uma irresponsabilidade estraga a vitória que começava a se desenhar. A dois minutos do fim, umtorcedor, conhecido como Paulinho, que durante todo o jogo provocou o técnico Tonzé, do Uniara, atirou um copo com água no banco do time paulista, o que resultou em duas cobranças de lances livres e posse de bola para o Uniara.
Com isso, o time do pivô Pipoka, que por muitos anos defendeu a seleção brasileira, na geração de Oscar, encostou no marcador. Foi aí que apareceu a estrela do recém-chegado ala Alfredo. O jogo estava empatado em 68 a 68 e ele arriscou um arremesso de longa distância. A bola caiu e o Londrina/TIM abriu três pontos de vantagem. A partir daí, passou a administrar o placar até o tempo esgotar.
''Tivemos uma evolução muito grande em relação à Centro Sul e é daqui para melhor. Terça-feira (amanhã) temos outra parada dura'', afirmou o armador Hélio, cestinha da partida com 24 pontos. Pelos lados do Uniara o destaque foi Rodrigo, com 16 pontos, sete rebotes e cinco assistências.
''O time mostrou determinação, soube superar o momento difícil no primeiro tempo e na falta técnica, os jogadores resolveram ganhar o jogo'', avaliou Vecchi.
Amanhã, às 20 horas no Moringão, o Londrina/Tim pega o Corinthians/Mogi, que perdeu na estréia para o Adeblu, por 91 a 89, em Blumenau.
Fonte : Folha de Londrina ¿ 26/01/2004.
NACIONAL DE BASQUETE
Vitória na estréia
Londrina/TIM começou bem no campeonato, batendo o Uniara por 76 a 70. Amanhã, time pega o Mogi
AURÉLIO CARDOSO
A expectativa quanto à estréia do Londrina/ TIM na 15ª edição do Campeonato Nacional de Basquete Masculino se transformou em um alívio quando o árbitro deu por encerrada a partida contra o Uniara (SP) no Ginásio Moringão. A vitória do time londrinense por 76 a 70 mostrou que o time comandado por Enio Vecchi tem poder de reação, um ponto positivo em campeonato longo como o Nacional.
O jogo equilibrado só foi definido no final, quando o Londrina/TIM soube aproveitar as chances de finalizar, marcar os pontos para se manter à frente no marcador e esperar as faltas dos adversários, construindo o placar definitivo. Amanhã, o time volta à quadra do Moringão para enfrentar o Corinthians/Mogi, que ontem perdeu para o URB/Adeblu por 91 a 89, em Blumenau (SC).
¿Contra o Mogi, que é um time experiente, bem estruturado, vem de uma final do Paulista (perdeu a final para Ribeirão Preto), teremos que consertar alguns erros cometidos hoje (ontem), como a transição ataque-defesa. Tudo para tentar uma nova vitória, o que nos deixaria bem no início do campeonato¿, analisou Enio Vecchi após a partida.
O JOGO ¿ O jogo foi equilibrado desde o apito inicial, com o primeiro quarto com vantagem para Londrina: 19 a 15. No segundo quarto, o time da casa conseguiu abrir uma vantagem de 6 pontos (32 a 26), mas o técnico da Uniara, Tom Zé, pediu tempo, chamou a atenção de seu quinteto e conseguiu reverter o placar, fechando em 34 a 32.
Essa reação do adversário preocupou a todos no Moringão. Para a segunda metade do jogo, a determinação em evitar essa tendência foi a tônica da conversa entre jogadores e comissão técnica. E deu resultado.
O time voltou mais ligado no jogo e não deixou manter a vantagem. E assim, foi para cima, tocou melhor a bola e os arremessos saíram na hora certa, contribuindo para a virada no placar: 57 a 55.
Com um bom aproveitamento nos lances livres e nas jogadas embaixo do garrafão, o ala/pivô americano Greg Lewis contribuiu para que o time reequilibrasse o jogo, marcando 14 pontos, dos quais 6 em lances livres (do total de 7 arremessos), além de 7 rebotes. Mas um ¿lance¿ que poderia mudar a história do jogo não aconteceu dentro de quadra, e sim, fora dela. Um torcedor (Paulinho) jogou um copo de água no banco de reservas e o árbitro da partida, Enaldo Souza, marcou falta técnica: dois lances livres para Uniara e mais a posse de bola. Faltavam menos de 3 minutos para o final e o placar marcava 64 a 62 para o Londrina/TIM.
Felizmente, essa atitude equivocada - e isolada - do torcedor, acabou inflamando ainda mais o ânimo dos jogadores, que souberam administrar a posse de bola e vencer em 76 a 70. O cestinha do jogo, o armador Hélio, com 24 pontos (9 em arremessos de 3 pontos), conta como viu a vitória. ¿Foi um jogo igual e conseguimos o objetivo, que era começar bem o campeonato, pois tem muita coisa pela frente ainda¿.
Fonte : Jornal de Londrina ¿ 26/01/2004.
Domingo, Janeiro 25, 2004
Posted
3:07 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Expansão tenta fugir do balão de ensaio
Por Marta Teixeira
Com um estado a mais na competição, o Campeonato Nacional masculino de basquete começa a ser disputado neste domingo, reunindo 16 equipes. A nova praça na competição é Brasília, representada pelo Universo/DF. O sul também reserva surpresas com o URB/Adeblu, conquistando a vaga por Santa Catarina.
A equipe brasiliense, mais uma ligada à rede de ensino Salgado Filho (Universo, que patrocina diretamente três equipes ¿ Unit, Ajax e Brasília - e é parceiro em outros dois ¿ Minas e Campos), conseguiu sua classificação através da Supercopa Brasil. Os catarinenses desbancaram o Bandeirante, que representou o estado nas duas últimas edições do torneio. As novas caras no Nacional, simbolizam o movimento de expansão das fronteiras da modalidade, que ultrapassaram os limites de São Paulo, Rio de Janeiro e, mais recentemente, Minas Gerais.
Paraná e Goiás firmaram-se como novos centros, enquanto Brasília tenta resgatar uma tradição que andava esquecida, mas rendeu ao país nomes como o Mão Santa Oscar - que tomou gosto pelo esporte jogando no Unidade Vizinhança -, Santa Catarina, terra de uma das sensações da nova geração de talento, o pivô Tiago Splitter, tenta trilhar um novo caminho. "Esta é a primeira temporada da nova estrutura (do clube). Estamos trabalhando com todas as categorias e nosso objetivo é massificar novamente o basquete na cidade", explica o técnico Sérgio Cardoso, que busca em projetos recentes o exemplo de eficiência.
"A gente pega como exemplo cidades fora de São Paulo como Uberlândia, Londrina, Ulbra, Casa Branca. Projetos que se solidificaram", explica.
Programa de longo prazo também é o ideal da Ulbra, como explica o técnico e supervisor da equipe Ricardo Mancuso. Para ele, não adianta a equipe surgir do nada e em um ano fazer um investimento tremendo no time principal e parar o trabalho por aí. A prioridade tem de ser crescer com constância para chegar ao nível que o clube tem hoje em esportes como vôlei e futsal: com tradição na camisa e apelo junto à torcida.
Nacional de longo prazo
A preocupação em fugir dos balões de ensaio ¿ equipes que surgem com força total em um momento e depois desaparecem ¿ faz com que o técnico do Corinthians/Mogi, Carlos Alberto Rodrigues, defende um Nacional de longo prazo. "Sempre defendi que o Nacional poderia começar em setembro e terminar na época que termina hoje (junho). Nas primeiras fases teria um jogo por semana e os estaduais poderiam seguir como são hoje, com jogos em outro dia", explica.
Para Carlão, o modelo, que é utilizado atualmente na Europa ¿ as equipes disputam simultaneamente os campeonatos nacionais e a Euroliga, além de outros torneios mais rápidos, como a Copa do Rei na Espanha -, seria uma maneira de comprometer equipes com um projeto duradouro.
"Garantiria estabilidade de emprego e não teríamos equipes que ficam seis meses sem gastar e depois correm atrás de jogadores que nós formamos. O que acaba prejudicando o trabalho dos outros e São Paulo acaba sendo o grande prejudicado", diz o treinador.
Carlão usa ainda o argumento mercadológico para fundamentar sua idéia. "Um Nacional mais longo também garantiria mais visibilidade aos patrocinadores como acontece no mundo inteiro. (O torneio) seria muito mais disputado e garantiria estabilidade acima de tudo" .
Mas para o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, tal proposta não é viável. "Temos campeonatos estaduais fortes e que merecem continuar assim. Já temos um calendário", diz.
Já a preocupação sobre a constância dos projetos de basquete não é exclusividade paulista. O técnico do Tijuca/Del Valle, Roberto de Almeida, o Betinho, faz questão de ressaltar que a proposta da equipe vai na contramão do que foi feito no Rio temporadas atrás. "Fizeram trabalho em cima de grandes nomes e tiveram a imagem diminuída por não pagar". O preço pela técnica de trabalho foi uma crise profunda, que levou à extinção de algumas equipes tradicionais. Agora, ele garante que a mentalidade é outra com enfoques diferenciados nas equipes que vão representar o estado no Nacional. "A gente precisa massificar o basquete do Rio. Campos é um time de cidade, Flamengo, de massa e o Tijuca é um clube social, que permite uma redução de custo".
Mas a massificação, que também é o foco de Carneiro em Santa Catarina, exige cuidados para resultado. "O basquete precisa de duas coisas: massificar, unindo quantidade com qualidade, e profissionalismo. Temos três pólos bem estruturados, mas profissionalismo tem que envolver mais dinheiro", avisa.
Em contrapartida à entrada de mais uma região no Nacional, São Paulo perdeu uma de suas vagas e terá apenas seis representantes. Isso fez com que a briga por um lugar no Nacional ficasse mais acirrada no mais disputado campeonato estadual do país.
"Com uma vaga a menos as dificuldades aumentaram bastante", diz o técnico do Liberty Seguros/Casa Branca, Marco Antônio Aga. A prova foi que a última vaga paulista no torneio só foi definida na última rodada de classificação do estadual. "Agora vamos para a Liga que é uma competição muito forte. No Paulista tínhamos quatro favoritos e nove times na briga. Agora, serão dez favoritos e seis times na briga".
A dança das cadeiras
A edição 2004 do Campeonato Nacional masculino de basquete não tem como única novidade o surgimento de núcleos do esporte fora do eixo São Paulo-Rio e, mais recentemente, Minas Gerais. Equipes tradicionais do torneio também vão para a disputa com novidades.
Apontado como um dos favoritos, o Universo BH/Minas é um dos que passou pela maior transformação. Dos cinco titulares da temporada passada ficou apenas o pivô Aylton. "A gente sabe que vai ser difícil. O minas de uma profunda reformulação", diz o técnico Flávio Davis Furtado.
Outro quadrifinalista de 2003 também mexeu no grupo. O Uniara/Araraquara perdeu três jogadores, o pivô Adriano, que foi para o Flamengo, o armador Ricardo Giannechini, que deve ir para Franca, e o pivô André Bambu, que fechou com o Universo/Goiás. O único reforço é o armador norte-americano Courtney Eldridge.
A saída mais comprometedora é, sem dúvida, a de Bambu que era titular. Para o seu lugar existe a possibilidade de Araraquara contratar um norte-americano. "Vai depender do resultado da ressonância do Edvaldo", explica o técnico Tom Zé. "Se não precisar fazer artroscopia, o time é esse mesmo".
As mudanças de última hora não preocupam Tom Zé, que pretende usar jogadores das categorias de base para as substituições. "Com certeza vamos começar mais fortes que no ano passado porque os meninos já têm um ano de experiência", diz, referindo-se à formação da temporada passada que também mudou às vésperas da competição.
Fora do grupo principal as mudanças também foram grandes. Retornando ao nacional depois de cinco anos, o Tijuca reforçou seu grupo em relação ao Estadual. A equipe que desbancou o Vasco da Gama na luta pela terceira vaga carioca (as outras ficaram com Campos e Flamengo, respectivamente, campeão e vice) trouxe seis reforços, o principal deles o armador Ricardinho (ex-Vasco). Do alvinegro vieram também Wagner e Maicon. No Flamengo, o técnico Roberto de Almeida, o Betinho, foi buscar Douglas e Marcelão. O último reforço foi Luís Fernando Helminsky (ex-São Caetano).
Quem também vai tentar a volta por cima depois de um desmanche é o Liberty/Casa Branca, que perdeu cinco jogadores do Estadual. "Perdemos cinco por problemas financeiros. Todos ficariam até o final da temporada, mas receberam ótimas propostas e não temos o direito de atrapalhar", diz o técnico Marco Antônio Aga.
Do grupo que conquistou o oitavo lugar no Paulista ficaram apenas Té, Murilo Jordão, Acari, Daniel Amaral e Paulinho Cheidde. Os reforços vieram de fora. "Contratamos dois armadores: Alê (ex-São Caetano), Cauê (ex-Santos), os alas Fischer (ex-Hebraica) e Gustavo (ex-Unit), Atílio e Rapa (ex-Limeira). "O time ainda estuda a contratação de outros dois reforços: um pivô e um ala.
Quem também buscou reforços fora de casa foram os catarinenses do URB/Adeblu. Eles contrataram o veterano ala norte-americano Charles Byrd e o pivô Emeka Okewa, que estréia no Brasil.
Na sexta-feira, a temporada de anúncio de reforços chegou ao fim com a contratação do armador Demétrius e do ala Marquinhos pelo Corinthians/Mogi.
Nacional sem Olimpíada
A temporada do basquete brasileiro não vai ser completa em 2004. Em agosto, quando todas as atenções estiverem voltadas para os Jogos Olímpicos de Atenas, os jogadores nacionais terão de acompanhar o torneio apenas pela televisão.
Mas para os técnicos do Nacional, isso só acrescenta valor à competição.
O técnico Aluísio Ferreira, o Lula, responsável pela seleção brasileira e pelo time do COC/Ribeirão acha que, até por não estar nas Olimpíadas o Nacional tem de ser mais valorizado.
Principal vitrine dos atletas que sonham em chegar à seleção, o torneio também recebe distinção especial do técnico Flávio Davis Furtado, responsável pelo Universo BH/Minas. "São duas coisas separadas. Nosso campeonato tem vida própria, dá ritmo, revela novos jogadores", destaca.
A luta por uma oportunidade no próximo ciclo olímpico acaba sendo o grande motivador para quem está na quadra. "Há muita expectativa, até porque temos o Sul-americano este ano", lembra Flávio Davis. "Iniciamos um novo ciclo. Demos o primeiro passo no ano passado. Fica um gostinho de que podia estar lá (Atenas), mas será que o Nacional perde o interesse por não estar? Não. Se coloca muito o foco em uma única competição. Temos que trabalhar para tudo".
Se não carimbou o passaporte para os Jogos Gregos, a seleção brasileira não ficará totalmente fora do circuito internacional. Em julho, a equipe disputa o Sul-americano no Rio de Janeiro. "Vamos enfrentar a Argentina completa", diz Grego.
Depois, a equipe ainda participa do torneio Super Four e encara Espanha e Grécia no Torneio Acrópoles, na Grécia. Tudo já de olho no próximo Mundial.
Novidades na competição
Ficar restrita às transmissões em canal por assinatura era uma das grandes queixas de quem disputava o Campeonato Nacional masculino de basquete. Em 2004, o problema foi solucionado com o contrato feito com a Rede TV, emissora de sinal aberto que transmite para todo o país. A rede vai transmitir um jogo por semana, sempre nos domingos, às 11 horas. A Sportv mantém a cobertura tradicional do torneio no canal fechado.
O Nacional também apresenta novidades na parte de estatísticas. Nesta edição haverá 65 rankings, incluindo um de eficiência, que classificará o melhor jogador por partida, semana e fase, atendendo a uma solicitação antiga das equipes.
Para o presidente da CBB, Grego, o 15º Nacional vai provar que há razões para crescer o otimismo em relação ao desenvolvimento do basquete. "Vamos ter uma competição com 15 cidades diferentes e 32 patrocinadores ¿ entre eles seis prefeituras, um governo estadual, 14 empresas privadas e seis fornecedores. Temos porque ficar mais otimistas. O produto basquete está crescendo", comemora.
Confira a programação completa da primeira rodada de jogos do Nacional:
11 horas ¿ Universo/Ajax x Tijuca/Del Valle ¿ Ginásio do Rio Vermelho (Rede TV )
COC/Ribeirão Preto x Liberty Seguros/Casa Branca ¿ Ginásio da UNICOC
11h30 ¿ Flamengo/Petrobras x Paulistano/UNIFMU ¿ Ginásio do Tijuca (Sportv)
15h30 ¿ Unit/Uberlândia x ACF Campos/Universo ¿ Ginásio do Uberlândia (Sportv)
17 horas ¿ Universo/DF x Sport Ulbra ¿ Ginásio da ASCEB
18 horas ¿ Franca Basquete x Universo BH/Minas ¿ Ginásio Pedrocão
Londrina/TIM x Uniara/Araraquara ¿ Ginásio Moringão
URB/Adeblu x Corinthians/UMC ¿ Ginásio Galegão
Fonte : gazetaesportivanet.com.br
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3:03 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
MELCHIADES FILHO (Editor de esporte da Folha de SP)
Conta outra
Nezinho supera a marcação de Fúlvio. Contorna o socorro de Rogério. Na zona pintada, acha o espaço e enfia milimetricamente a bola por entre os braços de Brent e Josuel. Tiagão recebe o passe sozinho sob a tabela e faz a bandejinha. Dois pontos.
Nezinho dribla à frente de Fúlvio. Dá o bote, nova infiltração. Dessa vez, a defesa de Mogi gira a cobertura com efeito. Vários corpos bloqueiam o caminho para a cesta. O armador engasga. Quase no estouro, recua a bola para Tiagão. O pivô, que já se preparava para deter o contra-ataque adversário, não titubeia. Do alto do garrafão, manda o pombo sem asas... que cai de chuá. Mais dois pontos para o Ribeirão Preto.
A primeira assistência Nezinho construiu com rapidez, técnica e visão. Deixou tudo fácil; a cesta virou obrigação para o colega. No segundo lance, ao massagear a bola e entregá-la na fogueira, conspirou contra o próprio ataque. Dada a improbabilidade do acerto do arremesso, pode-se dizer que Tiagão retribuiu o presente, garantindo a assistência.
É interessante constatar que coube justamente ao basquete, esporte que cintila porque não se repete, consagrar um modelo de análise que ignora nuances. Na resenha estatística utilizada geralmente para radiografar a atuação de uma equipe ou jogador, não há distinção entre o brilhante e o medíocre. As duas assistências do armador do tricampeão paulista valem a mesma coisa. As cestas do pivô também.
Por isso a leitura linear dos chamados "boxscores" há algum tempo não sacia os basqueteiros. Alguns, afoitos, passaram a atribuir "pesos" distintos a cada fundamento (um desarme equivale a dois rebotes defensivos, por exemplo), inventando fórmulas que não se sustentam, dada a subjetividade dos critérios.
Outros, mais atentos, como Dean Smith, técnico que lançou Michael Jordan na Universidade de North Carolina, concluíram que o raio X numérico de um jogo ou atleta deve partir da soma de análises particulares de cada lance. Não basta conhecer a média de assistências de Nezinho; é preciso saber de onde e como elas nascem -e qual é o mérito dele. O problema é que o trabalho "play by play" demanda enorme estrutura de coleta/cruzamento. Na zilionária NBA, apenas o Seattle e o Dallas encaram a conta. Na WNBA, só o Charlotte. Por razões óbvias, o Brasil bóia nessa discussão. O próximo Brasileiro masculino, que a CBB lança hoje e abre no domingo, anuncia como novidade exatamente uma radiografia linear de estatísticas, o "ranking da eficiência": some pontos, rebotes, assistências, tocos e bolas roubadas e subtraia arremessos errados, lances livres errados e "turnovers".
Quer dizer que tal fórmula -apelidada de "birdies", analisada aqui em 2000 e convertida em atração do site da NBA em 2002- é perda de tempo?
Não. Ela proporciona leituras, ainda que superficiais, de volume de jogo. E, mais importante, ao iluminar outros fundamentos, pode sacudir uma crônica (imprensa e torcida) acostumada a só cultuar a cesta. Faça as contas!
Ábaco 1
A CBB premiará quem se destacar no novo ranking de eficiência.
Ábaco 2
A coleta de dados e sua oferta online (www.cbb.com.br) exigem dois estatísticos e um digitador em cada partida. Desde 1990, foram coletados 2.541 "boxscores" do Nacional masculino. Em 2003, eles atraíram 129.131 internautas por rodada.
Ábaco 3
Segundo o coordenador Lauro Araújo, o serviço estatístico luta para padronizar critérios de anotação, garantir condições de trabalho em todos os ginásios e conferir súmulas da arbitragem. Cerca de 10% dos jogos são refeitos na CBB para identificar focos de problema.
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3:02 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
NACIONAL DE BASQUETE
Começa a batalha
De olho nos playoffs, Londrina/TIM inicia hoje sua caminhada no Nacional 2004. Estréia será contra a Uniara (SP), às 18h
JAIME KASTER
Depois de sete meses, a bola vai subir de novo, no Moringão, para uma partida do Campeonato Nacional de Basquete Masculino. Hoje é a estréia do o Londrina/TIM na 15ª edição do Brasileiro, que terá a participação de 16 equipes. A rodada de abertura iniciará às 11h, com duas partidas, e terá mais seis no decorrer do dia (confira no quadro). Às 18h será a vez do Londrina mostrar a sua cara ao torcedor e dar uma demonstração do que poderá almejar neste campeonato ¿ em 2003 terminou em 5º lugar.
A estréia do time de Enio Vecchi será contra a Uniara, de Araraquara (SP), 6ª colocada no último Nacional e 4ª no Paulista 2003, que terminou no domingo passado. ¿Sabemos que será um jogo duro, porque eles vêm num ritmo forte, mas temos que aproveitar a vantagem de jogarmos em casa para sairmos com um bom resultado¿, disse o técnico.
Questionado se o fato do time estrear com vitória já o ajudaria a embalar no campeonato, Vecchi foi comedido: ¿É claro que a gente sempre quer ganhar, mas às vezes uma vitória na estréia até desconcentra e relaxa a equipe para a seqüência do campeonato. No ano passado ocorreu o contrário. Perdemos para o Minas no primeiro jogo [em casa, por 90 a 72] e aquilo até foi bom, porque fez o time acordar. Daí, logo na segunda partida, nos recuperamos diante do Pinheiros e então a equipe se soltou¿, lembrou o treinador.
Com base nos trabalhos realizados ao longo da semana no Canadá e no Londrina Country Club (a quadra do Moringão esteve interditada para os preparativos para a formatura da UEL, ontem à noite), Enio Vecchi garante que a equipe entrará hoje diferente de como entrou nos jogos da Copa Centro-Sul, quando sofreu três derrotas. O time demonstrou nervosismo em uns momentos, e apatia em outros.
O técnico aposta que os até recém-contratados, como o ala Alfredo e o armador Daniel, ¿com certeza estarão bem melhores no domingo (hoje) do que estiveram naquelas partidas¿. ¿Sabemos do potencial deles e de como jogavam bem contra nós, como eram difíceis de ser marcados. O Alfredo, por exemplo, desequilibrava algumas partidas. Só o que falta a eles é uma seqüência de jogos para se soltarem com a equipe¿.
O armador Hélio também demonstra otimismo: ¿Vamos jogar de uma forma diferente contra a Uniara, com mais vibração¿, disse ele, no meio da semana. O outro armador, Daniel, que ainda busca entrosamento com o grupo, também aposta numa recuperação. ¿Nesta semana de treinamentos, revimos alguns erros cometidos e vamos corrigir. Quanto à melhoria na parte técnica, ela vai vir durante o campeonato¿, disse ele, que já está se recuperando de uma luxação em um dos dedos da mão esquerda.
SEMIFINAL - Quanto à expectativa para o campeonato, Enio Vecchi reconhece que o time, ¿teoricamente¿, está mais forte do que em 2003. ¿Ano passado apostamos numa base jovem [média de 22 anos], que surpreendeu. Este ano, mantivemos essa base e contratamos jogadores experientes, como o Alfredo e o Daniel, que deverão passar maturidade à equipe. Nossa meta é ir crescendo ao longo da competição e buscarmos uma vaga na semifinal.¿
Fonte : Jornal de Londrina 25/01/2004
Posted
3:01 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Um técnico, dois estilos
Fernando Santos
fernandos@lancenet.com.br
A Seleção precisa do ¿Lula Tribeirão¿
Algo estranho acontece quando um técnico vitorioso no clube passa para o comando da Seleção Brasileira. Não só no futebol, mas também no basquete. É como se fosse uma outra pessoa, totalmente diferente.
Já aconteceu com gente importante, como Edvar Simões e, recentemente, com Hélio Rubens. Agora, esse vírus da mutação parece contagiar também o Lula, de Ribeirão.
Na ¿Califórnia Brasileira¿, ele comanda o clube de maior sucesso no basquete nacional nos últimos anos. Não só uma equipe vencedora, como também responsável por revelar uma jovem safra de promissores jogadores.
O ¿Tribeirão¿, apelido dado pelo editor-assistente desde LANCE! Dani Blaschkauer no tri paulista, é um time vibrante. Dá gosto de ver e de torcer. Bem diferente das últimas apresentações da Seleção, também treinada por Lula.
Pode-se supor que o técnico tenha no clube uma liberdade e um poder de decisão maiores. Com isso, tem mais espaço para trabalhar. Sem contar que o tempo dedicado ao clube é enormemente maior. Na Seleção, os períodos de treinamento são menores, e nem sempre com a presença de todos os jogadores convocados.
É bem provável que as limitações de tempo e de autonomia na Seleção prejudiquem o treinador. Está, então, na hora de mudar essa estrutura. Se a competência do técnico é baseada no que ele produz no clube, então a Seleção precisar oferecer as mesmas condições. Para o bem do técnico e da própria Seleção.
Fonte : www.lancenet.com.br
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