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Quinta-feira, Março 11, 2004
Posted
3:13 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
LIGA METROPOLITANA DE BASQUETE DE LONDRINA
TORNEIO INÍCIO - LMB 2004
BASQUETELONDRINA. BLOGGER.COM.BR
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
SEXTA FEIRA (12/03/2004)
JOGO 01 - 14:00 - Q1 - CLB X CLB C Ch. B Cat. YM
JOGO 03 - 14:30 - Q1 - AREL X Apucarana Ch A Cat. YM
JOGO 05 - 15:00 - Q1 - CLB C x Apucarana B Ch B Cat. YM
JOGO 07 - 15:30 - Q1 - AREL X Londrina Ch A Cat. YF
JOGO 09 - 16:00 - Q1 - Apucarana B X CLB B Ch B Cat. YM
JOGO 11 - 16:30 - Q1 - Londrina X Cambé Ch A. Cat. YF
JOGO 13 - 17:00 - Q1 - Iate X AREL Ch. A Cat. YM
JOGO 15 - 17:30 - Q1 - Cambé X AREL Ch. A Cat. YF
JOGO 17 - 18:00 - Q1 - Apucarana A X Iate Ch. A Cat. YM
JOGO 19 - 18:30 - Q1 - AREL X Iate Ch. A Cat. MM
SEXTA FEIRA (12/03/2004)
JOGO 02 - 14:00 - Q2 - AREL X Londrina CH. Un. MF
JOGO 04 - 14:30 - Q2 - Iate X CLB A Ch. A Cat. MM
JOGO 06 - 15:00 - Q2 - AREL X CENG Ch. A Cat. MM
JOGO 08 - 15:30 - Q2 - CLB B X Apucarana Ch. B Cat. MM
JOGO 10 - 16:00 - Q2 - CLB A X CENG Ch. A Cat. MM
JOGO 12 - 16:30 - Q2 - CENG X Iate Ch. A Cat. MM
JOGO 14 - 17:00 - Q2 - Iate X LBC Ch. Un. Cat. JM
JOGO 16 - 18:00 - Q2 - AREL X CENG Ch. A MnM
JOGO 18 - 18:30 - Q2 - CLB A X AREL Ch. A Cat. MM
JOGO 20 - 19:00 - Q2 - CENG X Iate Ch. A Cat. MnM
JOGO 21 - 19:30 - Q2 - AREL X CENG Ch. Un. Cat. MnF
SÁBADO (13/03/2004)
JOGO 23 - 08:00 - Q1 - CLB B X Arapongas Ch. B Cat. MM
JOGO 25 - 08:30 - Q1 - CLB X Santa Mariana/CEFET CP A Ch. C Cat. YM
JOGO 27 - 09:00 - Q1 - Apucarana X Arapongas Ch. B Cat. MM
JOGO 29 - 09:30 - Q1 - CLB B X Maringá Ch. D Cat. YM
JOGO 31 - 10:00 - Q1 - Col. Geração X CLB A Ch. C Cat. YM
JOGO 33 - 10:30 - Q1 - Santa Mariana/CEFET CP C X CLB B Ch. D Cat. YM
JOGO 35 - 11:00 - Q1 - Maringá X Santa Mariana/CEFET CP B Ch. D Cat. YM
JOGO 37 - 11:30 - Q1 - Santa Mariana/CEFET CP A X Col. Geração Ch. C Cat. YM
JOGO 39 - 12:00 - Q1 - Santa Mariana/CEFET CP B X Santa Mariana/CEFET CP C Ch. D Cat. YM
JOGO 41 - 14:00 - Q1 - Maringá X Col. Geração Ch. B Cat. YF
JOGO 43 - 14:30 - Q1 - LBC X Maringá CH. Un. Cat. JM
JOGO 45 - 15:00 - Q1 - Cambé X Londrina CH. Un. Cat. MF
JOGO 47 - 15:30 - Q1 - 2º Grupo A X 2º Grupo B Dec. 3º/4º Cat. MM
JOGO 49 - 16:00 - Q1 - 1º Grupo A X 1º Grupo B Dec. 1º/2º Cat. MM
JOGO 51 - 16:30 - Q1 - 1º Grupo A X 1º Grupo C SF Cat. YM
JOGO 53 - 17:00 - Q1 - 1º Grupo B X 1º Grupo D SF Cat. YM
JOGO 55 - 17:30 - Q1 - Maringá X Iate CH. Un. Cat. JM
JOGO 57 - 18:00 - Q1 - Perd. Jogo 51 X Perd. Jogo 53 Dec. 3º/4º Cat. YM
JOGO 59 - 18:30 - Q1 - Venc. Jogo 51 X Venc. Jogo 51 Dec. 1º/2º Cat. YM
SÁBADO (13/03/2004)
JOGO 22 - 08:00 - Q2 - Iate X AREL Ch. A Cat. MnM
JOGO 24 - 08:30 - Q2 - CLB X Arapongas Ch. B Cat. MnM
JOGO 26 - 09:00 - Q2 - CENG X Col. Geração Ch. Un. Cat. MnF
JOGO 28 - 09:30 - Q2 - Col. Geração X CLB Ch. B Cat. MnM
JOGO 30 - 10:00 - Q2 - Col. Geração X AREL Ch. Un. Cat. MnF
JOGO 32 - 10:30 - Q2 - Arapongas X Col. Geração Ch. B Cat. MnM
JOGO 34 - 11:00 - Q2 - Londrina X Santa Mariana/CEFET CP Ch. Un. Cat. MF
JOGO 36 - 11:30 - Q2 - Apucarana X Col. Geração Ch. B Cat. MM
JOGO 38 - 12:00 - Q2 - Santa Mariana/CEFET CP X AREL Ch. Un. Cat. MF
JOGO 40 - 14:00 - Q2 - AREL X Cambé Ch. Un. Cat. MF
JOGO 42 - 14:30 - Q2 - 2º Grupo A X 2º Grupo B Dec. 3º/4º Cat. MnM
JOGO 44 - 15:00 - Q2 - 1º Grupo A X 1º Grupo B Dec. 1º/2º Cat. MnM
JOGO 46 - 15:30 - Q2 - Santa Mariana/CEFET CP X Cambé Ch. Un. Cat. MF
JOGO 48 - 16:00 - Q2 - Arapongas X Col. Geração Ch. B. Cat. MM
JOGO 50 - 16:30 - Q2 - Col. Geração X Maringá Ch. B Cat. YF
JOGO 52 - 17:00 - Q2 - Col. Geração X CLB B Ch. B Cat. MM
JOGO 54* - 17:30 - Q2 - Col. Geração X Maringá Ch. B Cat. YF
JOGO 56 - 18:00 - Q2 - 2º Grupo A X 2º Grupo B Dec. 3º/4º Cat. YF
JOGO 58 - 18:30 - Q2 - 1º Grupo A X 1º Grupo B Dec. 1º/2º Cat. YF
Categorias
MnF - Mini Feminino
MnM - Mini Masculino
MF - Mirim Feminino
MF - Mirim Masculino
YF - Infanto Feminino
YM - Infanto Masculino
JM - Juvenil Masculino
Quarta-feira, Março 10, 2004
Posted
3:15 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Má fé ou palhaçada....É o basquete amador armando suas trapalhadas
Por Juarez Araújo - 18:36 - 05/03/2004
No dia 27 de janeiro deste ano, fiz um comentário sobre a urgência de uma Liga totalmente profissional no Brasil. E um dos tópicos era: sem o profissionalismo que merece o basquete, aparecem aqueles aproveitadores de ocasiões, como já ocorreram em outras oportunidades. Clubes, cidades, patrocinadores e dirigentes entrando e saindo sem nenhum respeito ao esporte. Falta, sim, urgentemente uma Liga Profissional, totalmente independente, moderna e sem os costumeiros vícios. Com um regulamento sério e severo para todos. E não com multas para uns e vistas grossas para outros. Como é a atual. Amigo internauta, é só acessar as colunas anteriores que lá estará nosso comentário. E vem a prova do crime.
Aqui vai mais uma amostra desse amadorismo arcaico. Antes do jogo entre Tijuca e Paulistano, o técnico do time paulista não havia sequer recebido um comunicado que o jogador Jefferson William havia sido suspenso por uma partida. Chegou ao ginásio, colocou as carteirinhas nas mãos do representate e e os jogadores o aquecimento como de costume. Jefferson é titular da equipe e também estava escalado para começar a partida. Minutos antes do jogo o treinador recebeu a notícia que o jogador estava suspenso por uma partida. E foi justamente o treinador do Paulistano que comunicou o representante da CBB para tirar o nome dele da súmula. Um absurdo Depois do jogo, ao retornar ao hotel onde a delegação estava hospedada, José Netto, o técnico do Paulistano, abriu o e-mail dele computador. E lá estava na caixa a mensagem sobre a suspensão de Jefferson. Ele saiu do hotel às 16h30. A notificação chegou às 16h33. Até ai tudo bem. Mas o representate não estar sabendo da suspensão é duvidar que a CBB estava ajeitando a cama para o time paulista. Não fosse avisado, Jefferson entraria em quadra, o Paulistano perderia o ponto de participação e também o jogo de volta por WO.
Realmente é lamentável no Nacional do Busão, demorar 10 dias para tomar uma decisão e só ser anunciada horas antes do jogo, sem dar a chance ao clube de convocar um substituto. É por esses abusos do poder, já que ninguém do Paulistano pode falar devido a lei da murdaça é que o basquete brasileiro se encontra no atual estágio.
Pois vamos ao ponto inicial da suspensão de Jefferson William para você amigo internauta entender bem o caso. No jogo do dia 17 de fevereiro, em Blumenau-SC, na ocasião da partida entre Blumenau e Paulistano, o jogador do Paulsitano/UniFMU recebeu da arbitragem de Cristiano Maranho e Enaldo de Souza a eliminação da partida pelo número de faltas. Jefferson reclamou que não havia feito a quinta falta e sim, a quarta. Não adiantou. Segundo o relatório, o jogador a ofendeu. Pegou uma partida de suspensão. No mesmo jogo, Emeka Okenwa, do Blumenau, ao ser substituido chutou uma cadeira que foi parar no meio da torcida, o mesmo ocorrendo com Byrd, que quase atinge uma criança. Para ambos, apenas uma advertência. Ao jogador do time paulista, além de uma partida, multa de 500 reais.
Na mesma rodada, em Mogi das Cruzes, após o término da partida em que o Corinthians/Mogi perdeu para a Uniara/Araraquara, o diretor do time local, Cláudio Costa, atual 1º Vice-presidente da Federação Paulista de Basquete, partiu em direção aos árbitros, chamando um deles de mau caráter e mau intencionado. Conforme relatório do representante e dos árbitros, o dirigente, aos gritos, ainda deu murros na porta do vestiário da arbitragem.
Ai vem a mais "amarelas" das decisões da CBB: "a CBB, no uso das atribuições que lhe são concedidas pelo regulamento do campeonato, artigo 6º. Letra K, resolve advertir o senhor Cláudio Costa, diretor do Corinthians/UMC pelas atitudes impróprias e anti-desportiva que não condizem com sua posição. Pura palhaçada, A nota oficial assinada pelo presidente da CBB Gerasime Bozikis. Estão de brincadeira com meus 25 anos de basquete.
Amigos do basquete. E uma piada. Um afronto para quem quer ver as coisas justas neste esporte que tem uma credibilidade incrível no mundo todo.
Essas atitudes são típicas de que as leis neste país não são iguais para todos. Não estou aqui para defender o Jefferson ou querendo punição para o Byrd, o Emeka e o Cláudio Costa. Longe disso. O que queremos é igualdade nas decisões e punições, o que nunca aconteceu e nunca vai acontecer enquanto o basquete nacional estiver em mãos de amadores, de dirigente que vende a alma pelo poder.
É uma pena que isso ainda aconteça. Vou continuar otimista que apesar das trapalhadas da trope de Bozikis e Cia, o basquete brasileiro ainda dá sinais de grandeza, exportando fenômenos como Leandrinho, Nenê, Alex, Baby, Guilherme Giovannoni, Guilherme Luz, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Marcelinho Machado e tantos outros. E vem ai outras feras, como o armador Marcelo Huertas. Tudo em função do profissionalismo existente dentro das quadras, mesmo com o amadorismo fora delas atrapalhando. Será que fui justo ou injusto?
De Bandeja
O chat com Magic Paula na terça-feira (2) foi sensacional, como era de se esperar. Muitos fãs dela em todos os cantos do Brasil, ex-companheiras e jornalistas participaram. Paula ficou muito feliz, e nós também. Recebi muitos e-mails das pessoas que assistiram e participaram.
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Está dando dó do técnico Marco Antônio Aga dirigindo o time de Casa Branca. A equipe não consegue se deslenchar no Campeonato Nacional. Vem acumulando derrotas em cima de derrotas. Começou o mês de março na última colocação, com apenas duas vitórias em 10 jogos.E a cada resultado negativo fica mais longe as chances de disputar os playoffs.
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Charles Byrd, do Blumenau, jogador que este colunista teve a honra de ter contribuido para sua vinda pela primeira vez para defender o Pinheiros, lidera os cestinhas do Nacional, com média de 24 pontos por jogo. Em segundo vem Brent Merrit, do Ulbra, com 23 de média. Em terceiro está Kenya, do Universo-DF, com 22,9 pontos. Byrd é o segundo em assistências, com 6,6, junto com Valtinho, da Unit. Demétrius é o primeiro, com 7,1 assistências por jogo. O pivô Luiz Fernando, da Uniara é o melhor em rebotes, com 9,6 por jogo, seguido por Ricardo (Londrina), com 8,9 e Valtão (Paulistano), 8,5 rebotes por jogo.
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A frase da semana
"Sei que Michael Jordan tem sido a capa muitas vezes. Como também Tiger Woodes. Eles tiveram um bom sucesso depois de terem sido capa desta revista".
Flip Saunders, técnico do Minnesota Timberwolves, ao se referiraos jogadores Kevin Garnett, Sam Cassel e Latrell Sprewell por terem sido capa da Sports Illustrated.
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O pivô André Bambu, do Ajax, foi escolhido o Atleta do Mês Nene31.com/Adidas de fevereiro. Entre 25 e 29, Bambu jogou 10 partidas e registrou 15.4 pontos e 7.4 rebotes. O Ajax está em terceiro no Nacional masculino, com oito vitórias e duas derrotas. Quem vibrou muito com a escolha foi o técnico Alberto Bial, do time goiano, um dos grandes incentivadores do jogador.
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Sai Carlão Rodrigues e entra o experiente José Edvar Simões no comando do Corinthians/Mogi. Edvar é na minha modesta opinião, o melhor técnico disparado no Brasil. Só precisa se conter um pouco com a personalidade forte que que as vezes o atrapalha. Como já está mais que escaldado com as diversas situações, inclusive depois de passar três anos como gerente de futebol do Corinthians, podemos até ver o "Professor Edvar" mais calminho
daqui para frente.
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Guilherme Luz não se adaptou ao basquete da Itália. Com saudades da familia que está longe há 5 anos, o gaúcho de Porto Alegre volta para o Brasil nesta segunda-feira (8) e vai jogar o Campeonato Nacional. Ele vinha defendendo o Eurorida Scafati, na Legadue, e tem contrato por mais um ano com o Reggio Calabria, equipe da Série A1.
Juarez Araújo ¿ É jornalista especializado em basquete. É apresentador dos Programas Hora do Basquete no Canal 18 da TV, Canal de São Paulo e 4-2-4 (esporte em geral). Já vi coisas loucas acontecendo no basquete, mas má fé é algo que não cabe mais nos dias de hoje.
Terça-feira, Março 09, 2004
Posted
2:47 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Prefeitura Municipal de Londrina
Fundação de Esportes
Este projeto foi aprovado pelo
Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos
Londrina, 04/03/2004
Liga Metropolitana de Basquete de Londrina realiza Torneio Início
A Liga Metropolitana de Basquete de Londrina, em parceria com a Fundação de Esportes e Prefeitura Municipal de Londrina através do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos, realizará o II Torneio Início das Categorias menores neste final de semana, dias 05 e 6 de março (Sexta e Sábado) na Universidade Estadual de Londrina e no Ginásio do Moringão.
No Torneio Início, o tempo de jogo é menor do que nas partidas oficiais para que seja dado uma oportunidade de os técnicos e atletas poderem observar as equipes e tentar melhorá-las para o Campeonato. ¿A quantidade de atletas envolvidas será grande pois é um evento que já está se tornando tradicional na cidade e região¿ confirmou o presidente da LMB Marival Junior.
Nesta 1ª etapa do Torneio Início acontecerão jogos das categorias Pré mirim(nascidos em 1992), Infantil (nascidos em 1990) e Cadete(nascidos em 1987) e participarão as equipes da AREL, Colégio Newton Guimarães, Clínica Londrinense de Basquetebol/Clube Canadá, Londrina Basquete Clube, Iate Clube de Londrina, Seleção de Londrina, Pref. Apucarana, Colégio Geração (Astorga), Pref. Santa Mariana e Assoc. Maringá de Basquetebol. A 2ª Etapa acontecerá na semana que vem nas categorias Mini, Mirim, Infanto e Juvenil sendo que a duas etapas serão nos mesmos moldes.
Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Posted
2:47 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Ênio Vecchi: ¿¿Sou mais feliz em Londrina do que fui na seleção¿¿
Em entrevista exclusiva, técnico do Londrina/TIM fala dos oito anos à frente do basquete londrinense e um pouco de sua vida
Thiago Mossini
Reportagem Local
No noticiário esportivo diário uma informação tem cadeira cativa: a demissão de técnicos. Basta algumas derrotas, ou até mesmo algumas vitórias, para que o comandante da equipe seja dispensado do cargo. Nesta realidade, pode-se encontrar alguns guerreiros que conseguem sobreviver às adversidades da profissão. O técnico do Londrina/TIM, Ênio Vecchi, é um deles. Em 2004, ele completa oito anos à frente do basquete londrinense e não pretende sair tão cedo.
Por trás daquela cara fechada, das broncas severíssimas, durante os jogos, que chega até a dar medo em alguns torcedores, se esconde uma pessoa sensível, que se preocupa com o futuro do esporte. Um pai de família, que se apaixonou por Londrina e encontrou na cidade local ideal para a criação dos filhos. Dono de uma personalidade forte, e de um bigode que o acompanha há anos e se tornou sua marca registrada, Vecchi abre o jogo e fala sobre os oito anos de Londrina, da passagem pela seleção brasileira, da polêmica com Oscar e de muito mais. Confira a entrevista exclusiva do técnico:
Folha: Como você chegou ao Londrina?
Vecchi: O (Luis Eduardo) Cheida era prefeito e me convidou para assumir a equipe e dar sequência ao que o Medalha (ex-técnico) tinha feito.
Folha: Você não teve medo de apostar em um projeto novo?
Vecchi: O Sírio tinha acabado e eu estava sem equipe. Desenvolvia alguns trabalhos em São Paulo, mas não efetivamente como técnico. Aguardava uma oportunidade e apareceu Londrina. E para mim foi um novo desafio. Um lugar em que poderia impor as minhas idéias, as minhas filosofias, criar raízes e foi o que naturalmente acabou acontecendo. Era uma oportunidade de se criar um novo pólo de basquetebol deste nível nacional.
Folha: Você já ficou tanto tempo em algum outro clube?
Vecchi: Essa é uma característica que eu tenho. No Continental eu fiquei por mais de 17 anos. No Sírio foram só dois porque o time acabou. Onde eu tenho passado as pessoas acreditam na sequência e tivemos oportunidade de dar essa sequência. E eu me orgulho muito disso. Ser visto pelos adversários, amigos, inimigos, pessoal de fora e de dentro do basquete, com essa identificação minha com o basquete de Londrina. Isso pra mim é orgulho, um prestígio.
Folha: Como foram esses oito anos aqui dentro?
Vecchi: Sempre tivemos apoio das administrações públicas. Esse apoio eu sempre tive para poder colocar Londrina no cenário nacional, estruturar e desenvolver um projeto e introduzi-lo. É claro que a estrutura nunca está completa, mais ela é razoável pelas circunstâncias, em relação aos outros anos. Agora o nosso salto de qualidade seria a quarta posição no Nacional deste ano. Queremos alçar vôos mais ousados. Nestes anos todos temos a molecada jogando, estagiários nas escolas ensinando, a criação da Liga Metropolitana. Tudo isso, vai fazer com que apareça muita garotada praticando e bons jogadores. A gente senti orgulho disso. Plantamos e as raízes são muito fortes.
Folha: Qual é a diferença de quando você chegou para agora?
Vecchi: Em termos de trabalho o salto de qualidade é muito grande. Pode não aparecer em termos de resultados, mas somos um dos times mais regulares e sérios do campeonato. O que temos tentado mudar e que eu acho que houve um queda foram os campeonatos paranaenses das categorias menores. Hoje, os jogadores chegam com 15, 16 anos e somos obrigados a mandá-los para outros clubes. A Federação (Paranaense de Basquetebol - FPB) tem que ter um trabalho mais arrojado, mais presente regionalmente. A gente sabe o potencial do Paraná, mas tudo feito pela vontade dos clubes e não por um trabalho motivacional da federação. Mas a evolução do basquete de Londrina foi muito grande desde que cheguei aqui, em todos os aspectos, inclusive no envolvimento de todos e na estruturação e seriedade da Fundação (de Esportes de Londrina), que é a nossa grande patrocinadora.
Folha: Você falou da FPB. Você acha fraco o trabalho que ela desempenha?
Vecchi: Não é uma federação presente, atuante e a gente acaba fazendo o que pode aqui. Não dá para esperar. Mas isso está servindo para motivar para a gente fazer outras coisas, como é o caso da Liga Metropolitana, que reúne vários times, escolinhas e está atraindo gente de outras cidades da região. É mérito do Marivalzinho (Marival Júnior, presidente da Liga), da FEL, de a gente estar junto, como espelho, o que vai motivando a garotada.
Folha: Quais foram as alegrias destes oito anos?
Vecchi: Primeiro, a imprensa aqui é forte. Dá uma cobertura boa. Sendo boa crítica ou má crítica, sempre tem um espaço para o basquete o que é difícil você encontrar em qualquer lugar do Brasil. Vocês ajudam a trazer o torcedor e as pessoas se interessam. Isso é um orgulho. Você está na rua e as pessoas estão te cobrando, dando parabéns, criticando, mas de uma forma ou de outra, estão acompanhando o que está acontecendo. Isso é uma alegria muito grande. É uma alegria pessoal minha poder dar essa alegria para a cidade. O astral das pessoas muda. Parece que não é nada, mas é importante. As vezes a pessoa está com algum problema e pode estravasar. A geografia da cidade também me encanta muito. Da onde você estiver você pode ver tudo e você se sente mais próximo das coisas da vida. Falo isso do fundo do meu coração. A qualidade de vida que a cidade oferece para os meus filhos aqui é muito melhor. São estas coisas que me deixam felizes. E, é lógico, o convívio com as pessoas que estão envolvidas no basquete.
Folha: Algum jogo especial?
Vecchi: Um momento que eu guardo especial foi de um jogo contra Franca, em 2000. Nós estávamos dois pontos atrás e o Walters (Aikens) converteu três lances livres com o cronômetro zerado. É uma emoção que eu guardo. Eu vi ali o quanto o torcedor estava querendo ajudar o time e o tanto que nós precisávamos daquilo. Valeu a pena. Houve invasão de quadra.
Folha: Tristezas?
Vecchi: Quando a gente não vê o time colocar dentro de quadra todo esse entusiasmo do torcedor. Tristeza quando perdemos porque nós não cumprimos a nossa missão, e não porque tivemos garra determinação, mas o outro time foi melhor.
Folha: Decepções?
Vecchi: Falta de reconhecimento de algum atleta. Você trabalhou, deu o seu conhecimento, vamos dizer, a sua alma, e o atleta não reconhece.
Folha: Você já recebeu propostas para sair?
Vecchi: Recebi alguns convites, do Vasco, Mogi, e alguns outros.
Folha: Não aceitou por quê?
Vecchi: Se você está legal num lugar, está feliz, contente, financeiramente também está tendo suporte, não tem porque ficar mudando porque financeiramente vai ser melhor, ou se a proposta em termos de trabalho e estrutura, a princípio seja melhor. Eu recusei outros convites porque eu gosto daqui, me identifico e tenho uma relação muito forte com Londrina. O carinho que tenho aqui sempre pesa.
Folha: Alguma vez você já pensou em sair por pressões externas, interferência no trabalho, ou algum outro motivo?
Vecchi: Essas são decisões que você não pode ficar em cima do muro. Nunca me passou pela cabeça esse tipo de coisa. Sempre vou de encontro ao problema, seja ele qual for e tento resolvê-lo.
Folha: O investimento este ano foi bem maior em relação a anos anteriores e a campanha não é melhor é idêntica. Por que não é melhor?
Vecchi: No campeonato passado a nossa expectativa era modesta e, surpreendentemente, foi bem superior. A química do time deu muito certo. Este ano, como você colocou, o investimento é maior e nós temos uma expectativa. Mantendo a base e reforçando com alguns jogadores, o mínimo que se espera é que mantenha a campanha. A expectativa está abaixo do que era esperado. O que aconteceu foi o seguinte: quando se esperava pouco veio muito e agora, que se esperava muito, e, por enquanto, ainda é pouco. Nós sabemos disso.
Folha: O que fazer para reverter isso?
Vecchi: Trabalhar. Saber enfrentar os problemas. Não tenho como te apontar é esse ou aquele problema. Temos que neutralizar a questão psicológica para que os jogadores readiquiram a confiança.
Folha: O grupo é melhor do que o de 2003?
Vecchi: Eu acho que sim, em termos de conjunto, de identificação. Reforçamos com jogadores experientes. Mas a nossa química ainda não é a mesma.
Folha: O que o torcedor pode esperar para este restante de campeonato?
Vecchi: Esperamos que o jogador incorpore o entusiasmo do torcedor dentro de quadra. Só depende da gente essa melhor atitude, a vontade dentro de quadra, o tesão.
Folha: Como foi a experiência na seleção?
Vecchi: Não foram bons momentos. Eu vim de um clube onde o trabalho era muito mais profissional do que na seleção. Não foi um momento de alegria pra mim. Fiquei muito mais feliz em Londrina, independente de resultado, tive muito mais prazer do que na seleção. A responsabilidade para mudar alguma coisa foge muito mais do alcance do técnico na seleção do que no clube. A postura na seleção tem ser de uma garra muito maior do que no clube e isso não acontecia. Mas como aprendizado serviu. Fui o técnico mais novo a assumir a seleção, com 32 anos. Vim de um clube pequeno, sem estrutura e a gente via todas as condições para o jogador produzir na seleção e ainda assim estava insatisfeito. E você acaba também ficando infeliz. Mas estou trabalhando para voltar para a seleção.
Folha: Esse seria o teu sonho no basquete?
Vecchi: Seria minha meta pessoal. Meu sonho é dar um título para Londrina e fazer da cidade o que Franca foi para o basquete paulista, com muitos jogadores jogando em todas as categorias.
Folha: Como você vê o momento atual da seleção fora da última olímpiada e da próxima?
Vecchi: A disputa é muito mais forte e mais acirrada do que qualquer outro esporte. Equipes de tradição também estão ficando fora. Mas independente disso, os ginásios estão sempre cheios. Temos três jogadores na NBA e alguns na Europa. Os jogadores são bons, a comissão técnica também, mas, infelizmente, não conseguiram. Temos que ter muito mais jogadores e ter como referência a Argentina, que têm muitos jogadores na Europa e os resultados estão aparecendo.
Folha: Quem são seus amigos no basquete?
Vecchi: O Hélio (Rubens, técnico do Unit) é mais do que um amigo. Já o admirava quando eu era criança e o via como jogador e depois que passei a trabalhar com ele conheci muito mais a nobreza, a seriedade e a moral de um homem.
Folha: Inimigos?
Vecchi: O Oscar
Folha: Por quê?
Vecchi: Porque ele, através da sua projeção, da sua qualidade como jogador e do seu poder com a mídia, procurou me jogar contra uma cidade (Londrina) e contra todo mundo. Acho que isso não é uma condição moral de uma pessoa que tem a posição que ele tem. Não respeito ele, não tenho nenhuma coisa a mais do que isso, mas a gente sabe que é um inimigo.
Folha: Quem é o melhor técnico brasileiro?
Vecchi: O Hélio Rubens
Folha: E o melhor jogador?
Vecchi: Fora do Brasil, o Leandrinho, o Nenê, o Alex e o Sandro Varejão são referências. Aqui no país temos vários, o Valtinho do Unit, o Hélio, aqui de Londrina, o Renato do COC/Ribeirão Preto.
Folha: Como você define o Ênio Vecchi?
Vecchi: Sou obstinado, persistente nos meus objetivos. Reconheço quando estou erado, mas capaz de enfrentar qualquer situação quando estiver com a razão.
Fonte : Folha de Londrina 07/03/2004
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