Basquete em Londrina

Sexta-feira, Maio 28, 2004


Pivô de Londrina vai defender seleção brasileira juvenil
Thiago Mossini - Reportagem Local
A pivô Franciele do Nascimento, da equipe de basquete de Londrina, foi convocada ontem para a seleção brasileira juvenil, que disputará o 12º Campeonato Sul-Americano, de 29 junho a 5 de julho, em Cochabamba, na Bolívia. A atleta de 16 anos e 1m90, se juntará às outras 20 jogadoras convocadas pelo técnico Norberto Silva, o Borracha. Elas se apresentam domingo no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo.
Das 21 atletas, apenas 12 seguirão para a Bolívia no dia 27 de junho. ''É difícil, mas não é impossível. São todas boas jogadoras, mas vou trabalhar bastante para me manter no grupo que disputar o Sul-Americano'', afirmou Franciele.
Foi a segunda convocação da jogadora, que nasceu em Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Estado. Franciele defendeu a equipe do Pró Criança, de Jundiaí (SP), no ano passado e chegou ao Londrina em fevereiro deste ano. A convocação foi feita baseada nos jogos de Franciele durante 2003. Como a equipe londrinense não tinha um calendário no primeiro semestre, a jogadora participou apenas de cinco amistosos que serviram como preparação para os Jogos da Juventude (Jojup's) e Jogos Abertos do Paraná (Jap's).
O campeão e o vice do Sul-Americano garantem vaga na Copa América, que será realizada no Porto Rico, de 4 a 8 de agosto. Os três primeiros colocados desta competição se classificam para o Campeonato Mundial da Tunísia, que será disputado em julho de 2005.
www.folhadelondrina.com.br

Basquete local tem atleta na seleção BR
JAIME KASTER
O time feminino de basquete de Londrina, categoria cadete (sub-17), que se prepara para os Jogos da Juventude do Paraná (JOJUP¿s), em agosto, teve uma jogadora pré-convocada ontem para a seleção brasileira juvenil (18/19 anos), que disputa o Campeonato Sul-Americano de 29 de junho a 5 de julho, na Bolívia. É a pivô Franciele Nascimento, 16 anos, de 1,90m, que até ano passado jogava pelo Clube São João, de Jundiaí, que disputa o Campeonato Paulista juvenil e cadete.
Franciele nasceu em Jacarezinho (Norte Pioneiro), onde defendeu a seleção local em algumas edições dos JOJUP¿s. Em 2002, com apenas 14 anos, recebeu o convite para atuar pelo time de Jundiaí e teve que deixar a família apostando em uma carreira no basquete. ¿Morei em Jundiaí até o ano passado e ficava numa república com outras meninas de fora¿, conta a garota, que se transferiu para Londrina em fevereiro deste ano, onde começou a treinar com a equipe da ACM, do técnico Roosevelt Villanueva, o Gringo.
Ela diz que decidiu voltar ao Norte do Paraná ¿para ficar mais perto da família¿ e por acreditar no projeto londrinense de formação de uma equipe adulta forte. ¿Aqui também moro num apartamento junto com outras cinco jogadoras de fora, todas elas de outras cidades do Paraná, e estudamos no Colégio Champagnat¿, informa Franciele. Além de treinar com a equipe juventude, ela também está na seleção londrinense adulta que disputará os JAP¿s em Foz do Iguaçu, em setembro.
Antes disso, a pivô terá compromissos pela seleção brasileira. Neste domingo ela se apresenta em São Paulo, junto com as outras 20 pré-convocadas. Lá haverá uma fase de treinamento até o dia 26 de junho, na qual serão selecionadas 12 jogadoras. Dia 27 o grupo embarca para a Bolívia para o Sul-Americano. O campeão e o vice garantem vaga para a Copa América, que será realizada em Porto Rico, de 4 a 8 de agosto.
www.jornaldelondrina.com.br
NOTA DO BASQUETELONDRINA.BLOGGER.COM.BR
Parabéns para a atleta que demonstrou todo o seu potencial desde que chegou a cidade para representa-lá nos Jogos da Juventude e Abertos.
Apenas um detalhe : o Sr. Roosevelt (Gringo) não faz mais parte da equipe da Seleção de Londrina do Juventude, sendo substituído pelo Técnico Nilton Moreira (TIM).


Quinta-feira, Maio 27, 2004


Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Prefeitura Municipal de Londrina
Fundação de Esportes

Este projeto foi aprovado pelo Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos

CONVOCAÇÃO DE ATLETA DE BASQUETEBOL FEMININO
PARA SELEÇÃO BRASILEIRA

Londrina, 27 de maio de 2004.

A atleta Franciele Aparecida do Nascimento, atleta de basquetebol feminino da Seleção de Londrina Juventude e Adulto, foi pré convocada pelo técnico Norberto Silva (Borracha) para a Seleção Brasileira Juvenil, patrocinada pela Eletrobrás, que inicia no mês de junho sua caminhada em busca de uma vaga no Campeonato Mundial da Tunísia, em julho de 2005. O primeiro desafio será o 12º Campeonato Sul-Americano da Bolívia, de 29 de junho a 5 de julho, na cidade de Cochabamba. O campeão e o vice-campeão garantem a vaga na Copa América de Porto Rico, de 4 a 8 de agosto, que irá classificar os três primeiros colocados para o Mundial. A apresentação das jogadoras está marcada para 30 de maio no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. A viagem para a Bolívia acontece no dia 27 de junho.
A atleta está com muita esperança em representar a Seleção Brasileira nos Campeonatos Sul Americano, Copa América e, principalmente, no Mundial, apesar de que a convocação poderia atrapalhar um pouco o treinamento e o entrosamento com a equipe para os Jogos da Juventude e para os Jogos Abertos.

Para maiores informações acesse www.basquetelondrina.blogger.com.br .

Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da LMB






Terça-feira, Maio 25, 2004


Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Prefeitura Municipal de Londrina
Fundação de Esportes

Este projeto foi aprovado pelo Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos

Nota Oficial 011 2004 Londrina, 21 de Maio de 2004.

Tabela de Jogos - JUNHO

Jog Nº Cat Hor Data Dia Loc Equipe AXEquipe B Gr
157 MnM 18:00 01/06 Ter Ldna CENG X AREL A
77 IM 15:00 02/06 Qua Ldna LBC/CanadáXIate A
42 YM 16:30 02/06 Qua Ldna LBC/Canadá - BXIate A
118 MF 16:00 03/06 Qui Ldna AREL XLondrina Un
160 MM 15:00 04/06 Sex Ldna LBC/CanadáX Iate A
76 IM 16:30 04/06 Sex Ldna LBC/CanadáXCENG A
177 MnF 14:00 06/06 Dom Ast. Col GeraçãoXCENG Un
150 PF 15:30 06/06 Dom Ast Col GeraçãoXNúcleo Un
114 MM 17:00 06/06 Dom Ast Col GeraçãoXCENG B
182 MnF 18:00 08/06 Ter Ldna CENGX Cambé Un
84 IM 14:30 09/06 Qua Ldna IateX CENG A
13 CM 16:00 09/06 Qua Ldna Iate X LBC/Canadá A
63 IF 16:00 10/06 Qui Ldna ARELX Londrina A
29 CM 15:30 11/06 Sex Cpo Mou Cristofoli/CEFETXApucB
91 IM 14:00 12/06 Sáb Mgá Ass. Mgá XArap. B
34 CF 15:30 12/06 Sáb Mgá Ass. Mgá X Londrina Un
05 JM 17:00 12/06 Sábado Maringá Ass. Maringá X Iate Un
195 IF 14:00 13/06 Domingo Londrina CENG X C. Procópio/Arena Esporte A
43 YM 15:30 13/06 Domingo Londrina LBC/Canadá - A X C. Procópio/Arena Esporte B
19 CM 17:00 13/06 Domingo Londrina LBC/Canadá X C. Procópio/Arena Esporte A
109 MM 14:30 17/06 Quinta Londrina Iate X LBC/Canadá A
80 IM 16:00 17/06 Quinta Londrina Iate X AREL A
56 YF 16:00 18/06 Sexta Cambé Cambé X AREL A
184 MnF 17:30 18/06 Sexta Cambé Cambé X AREL Un
192 IF 14:00 19/06 Sabado Cornélio Procópio C. Procópio/Arena Esporte X Londrina A
44 YM 15:30 19/06 Sábado Cornélio Procópio C. Procópio/Arena Esporte X LBC/Canadá - A B
20 CM 17:00 19/06 Sábado Cornélio Procópio C. Procópio/Arena Esporte X LBC/Canadá A
100 IF 15:00 20/06 Domingo Maringá Ass. Maringá X Colégio Geração B
71 YF 16:30 20/06 Domingo Maringá Ass. Maringá X Colégio Geração B
163 MnM a confirmar 22/06 Terça Londrina LBC/Canadá X AREL A
141 PM a confirmar 22/06 Terça Londrina LBC/Canadá X Cambé Un
146 PM 16:30 24/06 Quinta Londrina CENG X Iate Un
164 MnM 18:00 24/06 Quinta Londrina CENG X Iate A
169 MnM a confirmar 26/06 Sábado Arapongas Arapongas X Cambé B
132 PM a confirmar 26/06 Sábado Arapongas Arapongas X CENG Un
190 CM a confirmar 27/06 Domingo Apucarana Apucarana X Ass. Maringá B
121 MF 15:00 29/06 Terça Cambé Cambé X Londrina Un
57 YF 16:30 29/06 Terça Cambé Cambé X Londrina A
OBS. : As equipes que quiserem alterar algum jogo da tabela, terão que fazer por escrito (e-mail ou pessoalmente) 72 horas antes do horário do jogo marcado.
Acesse : www.basquetelondrina.blogger.com.br e veja a tabela de jogos do Campeonato Aberto LMB - 2004.

Coordenador Técnico da LMB Mário Carlos Welin Balvedi Presidente da LMB Marival Antonio Mazzio Junior





A partir de agora, uma série de reportagens sobre o trabalho de base na cidade de Londrina, feito pelo jornalista Jaime Kaster no Jornal de Londrina :
TRABALHO DE BASE NO BASQUETE ¿ I
Por que não londrinenses no time adulto?
As equipes adultas que representam a Cidade no Nacional de Basquete são povoadas por paulistas e cariocas. Por quê?
JAIME KASTER
O JL inicia hoje uma seqüência de matérias que buscam questionar o porquê de não haver lugar para os garotos formados em Londrina no time adulto de basquete que disputa o Campeonato Nacional. Trabalho de base há de sobra. O problema é a falta de seqüência quando os garotos ultrapassam os 17 anos. Devido à fraca atuação da Federação Paranaense de Basquete, não há no Estado campeonatos juvenis, nem da categoria sub-21.

O Campeonato Nacional de Basquete de 2004 já é passado para o Londrina/TIM. Tendo sofrido uma eliminação precoce na principal competição que o time tinha em vista, diretoria e comissão técnica têm agora que voltar suas atenções para os campeonatos de segunda grandeza que a equipe tem no calendário do segundo semestre: o Paranaense e os Jogos Abertos (JAP¿s).

E como acontece todos os anos, é nessa época que os atletas formados na Cidade têm a oportunidade de aparecer e de entrar como titulares. Jogadores como Robson, Ricardo Azevedo, Pezão e Marquinhos, todos campeões dos Jogos da Juventude do Paraná (JOJUP¿s) por Londrina em 2000 e reservas da equipe que disputou o Nacional 2004, são nomes certos na lista do técnico Enio Vecchi para comporem o time que tentará garantir mais uma vez para Londrina a vaga no Brasileiro de 2005.

Além deles, devem ficar para o segundo semestre apenas dois titulares do time que terminou o campeonato deste ano em 9º lugar. E o restante da equipe deverá ser completada por juvenis na faixa de 18 anos que ¿estouraram¿ a idade da categoria juventude (17): garotos como Célio Jr., Zé Guilherme Haas e Bruno Bueno (laterais), e Paulo Arns (pivô). Os quatro tiveram a oportunidade de treinar junto com o time adulto do Londrina Basquete Clube (LBC) no ano passado e no momento estão trabalhando com o técnico Saviani, na categoria juvenil do Iate Clube.

INEXPERIÊNCIA - Se esses garotos forem mesmo requisitados para defenderem Londrina no Estadual e nos JAP¿s, não há como deixar de fazer uma pergunta: por que então eles não são aproveitados também no Nacional, quando poderiam aparecer para todo o Brasil? ¿Porque são muito novos e o nível do Nacional é muito alto para eles. Para jogar um Brasileiro, o atleta precisa antes ganhar experiência, disputando um campeonato juvenil forte ou entrando aos poucos nos jogos, como fizeram este ano o Robson, o Ricardo Azevedo e o Pezão¿, respondeu o assistente técnico do LBC, Vilmar Causs, o Mazinho, o responsável pela formação de todos esses garotos que entraram nos últimos anos no clube.

SEM JUVENIL - Para Mazinho, que é técnico das equipes do Canadá, o grande empecilho para que esses e outros jogadores formados na Cidade engrenem no time adulto e um dia venham a conduzir a equipe no Campeonato Nacional é a interrupção brusca que há no trabalho de base tão logo os garotos extrapolam a idade cadete (17 anos) ¿ ano em que defendem o município nos JOJUP¿s. ¿No Paraná, infelizmente, todos os municípios só investem até a categoria juventude. Depois que acabam os jogos, que duram uma semana só, eles desmancham os times, abandonam os garotos e já começam a pensar no time do ano que vem. Não dão continuidade ao trabalho com uma equipe juvenil¿, criticou.

* Amanhã será abordada a questão da ida dos atletas com mais de 17 anos para São Paulo, em razão da ausência de campeonatos no Paraná
Fonte : www.Jornaldelondrina.com.br


A partir de agora, uma série de reportagens sobre o trabalho de base na cidade de Londrina, feito pelo jornalista Jaime Kaster no Jornal de Londrina :
TRABALHO DE BASE NO BASQUETE - II
Garotos migram para SP e SC
Londrina já teve até jogador formado aqui e convocado para a seleção brasileira. Porém, os atletas deixam a Cidade
JAIME KASTER
Na reportagem de ontem foi mostrada a situação dos jogadores que se formam em Londrina, mas praticamente não têm espaço no time adulto de basquete da Cidade que disputa o Campeonato Nacional. O motivo de não chegarem a um nível elevado para se qualificarem ao Brasileiro é que lhes falta competições no Paraná quando ingressam na categoria juvenil ¿ a partir dos 18 anos. ¿Aqui os municípios só investem até os Jogos da Juventude (JOJUP¿s). Depois que acabam os jogos eles desmancham os times e já começam a preparar a equipe do ano seguinte. Não dão continuidade ao trabalho com uma equipe juvenil¿, criticou o técnico do Londrina Basquete Clube/Canadá, Vilmar Causs, o Mazinho.

É a realidade da maioria dos garotos de Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e de outras cidades paranaenses quando eles ultrapassam os 17 anos. Ou largam o basquete para tentar uma faculdade ou se dedicar a uma profissão ou, se quiserem continuar, na tentativa de um dia se tornarem profissionais, são obrigados a mudar para outros estados.

¿É complicado mantermos os garotos aqui porque não temos um Paranaense juvenil e nem um sub-21, como existe em São Paulo, por exemplo. Normalmente, os que se destacam aqui e querem se desenvolver vão para clubes paulistas disputar esses campeonatos. Daí conseguem ganhar experiência para poder ingressar mais fortes num Nacional¿, explicou Mazinho.

ÊXODO - Foi o caminho que vários londrinenses trilharam nos últimos anos. Quatro deles foram campeões juntos nos JOJUP¿s de 2000, quando tinham 17 anos. O ala Ricardo Azevedo e o pivô Pezão foram para o Pinheiros, da capital paulista; o ala Robson jogou por São José do Rio Preto, e o armador Pedro, pelo Palmeiras (SP). Isso entre 2001 e 2002. Os três primeiros retornaram com mais ¿cancha¿ para o Londrina/TIM no ano passado (já com 20 anos) e vêm entrando em alguns jogos do Nacional. Pedro, porém, abandonou o esporte para fazer faculdade.

Outras três revelações que passaram pelo Londrina ano passado também foram buscar aperfeiçoamento nas quadras paulistas e de lá não deverão mais voltar. O ala/pivô Vinícius, 18 anos e 2,00m, que veio de Dourados (MS) e ficou um ano aqui, tendo se destacado no Nacional 2003, pediu à diretoria e recebeu a liberação para ir jogar por empréstimo no COC/Ribeirão Preto (clube conhecido como laboratório de formação de talentos). Porém, após o fim do período de empréstimo, em dezembro, Vinícius não retornou.

NA SELEÇÃO - Outro foi o jovem Renatinho, armador de 16 anos revelado pelo técnico Tim, de Cambé, e que passou pela escolinha do LBC/Canadá. Ano passado, quando ainda era vinculado ao LBC, foi convocado para o Sul-Americano de Basquete, no Equador, na categoria cadete (sub-17). Meses depois de ter voltado dos treinos com a seleção, no Rio, o garoto, na época com apenas 15 anos, recebeu convite do Pinheiros e se transferiu para o clube paulistano, atraído pela ajuda de custo paga aos jogadores em formação ¿ de R$ 500 a R$ 600, segundo estimativa do técnico Mazinho. Além dessa verba, os garotos ganham moradia, alimentação e transporte.

O caso mais recente foi o pivô Daniel, de 16 anos e 2,00m, que foi descoberto em uma escola estadual e trazido para treinar no Canadá. No final do ano passado, ele recebeu uma proposta do São Paulo F.C. e seu treinador o encaminhou ao Tricolor paulista, visando propiciar ao atleta um melhor desenvolvimento, já que o clube bancaria todas as suas despesas, ele moraria no Morumbi e seria acompanhado por profissionais. ¿A experiência foi muito boa, mas ele acabou voltando meses atrás porque teve problemas de relacionamento com o treinador¿, disse Mazinho.
Fonte : www.Jornaldelondrina.com.br


A partir de agora, uma série de reportagens sobre o trabalho de base na cidade de Londrina, feito pelo jornalista Jaime Kaster no Jornal de Londrina :
TRABALHO DE BASE NO BASQUETE
Federação se exime de culpa
Federação Paranaense de Basquete é acusada de ser inoperante, mas devolve a bola aos clubes e cobra universidades
JAIME KASTER
Nas matérias anteriores dessa série, foi mencionado que uma das causas de não haver atletas de ponta sendo formados em Londrina para disputarem o Campeonato Nacional de Basquete seria a falta de campeonatos paranaenses de base, a partir da categoria juvenil. Os técnicos dos clubes londrinenses responsáveis pela formação dos atletas, desde a categoria mini (11 anos), afirmam que falta no Estado uma atuação efetiva da Federação Paranaense de Basquete, assim como fazem as de São Paulo e de Santa Catarina, que promovem campeonatos fortes nas categorias cadete (17 anos), juvenil (18/19) e sub-21, e acabam atraindo jogadores de todo o Brasil.

Como têm campeonatos mais atrativos e de maior visibilidade, alguns clubes ou municípios paulistas e catarinenses, visando reforçar suas equipes, chegam a oferecer salário, moradia e bolsa de estudos para os garotos de fora com mais de 17 anos para jogarem pela cidade. O resultado tem sido, no caso local, o êxodo dos atletas formados no Canadá Country Club e no Iate para estes estados.

¿No Paraná, não há efetivamente a categoria juvenil. Não há um campeonato da federação como em São Paulo, por exemplo [com 16 clubes somente na divisão principal], porque a federação [do Paraná] não tem dinheiro e nem estrutura para fazer campeonatos com maior rigor e qualidade. Estrutura ela não tem, mas cobra taxas altas¿, criticou o técnico Mazinho, do Canadá.

TAXAS ELEVADAS - A taxa de filiação de um clube é de R$ 520 (dois salários mínimos) e a anuidade mais R$ 780 (três mínimos). Fora isso, a filiação por atleta é R$ 10. ¿Compare esses valores com as taxas que a nossa Liga Metropolitana [LMB, de Londrina, que reúne também clubes da região de Maringá] cobra: apenas R$ 100 de anuidade para o clube. Por esse motivo, eu não tenho interesse nenhum de filiar o Canadá à federação. Somos filiados apenas à Liga [LMB], que tem campeonatos do mesmo nível. Sendo assim, fica mais perto para levarmos os garotos para jogarem¿, informou Mazinho.

O diretor técnico da Federação Paranaense, Cláudio Brun, admitiu, na sexta-feira, que o campeonatos de base no estado não são atrativos, mas ¿devolveu a bola¿ aos clubes. ¿Não é que não existe um Campeonato Juvenil. O problema é que ele deveria ter uma participação mais efetiva dos clubes. Não podemos ficar batendo na porta de cada um e chamando eles para participarem, porque não temos condição de oferecer ajuda ou patrocínio.¿ Ele descartou, porém, a possibilidade de redução das taxas de filiação.

UNIVERSIDADES - Segundo Brun, ¿quem precisa se mexer¿ são os próprios clubes, pedindo ajuda aos patrocinadores privados e universidades. ¿Quase todas as cidades têm empresas grandes que poderiam desembolsar o mínimo para patrocinar essas equipes de garotos. Os clubes também deveriam cobrar o apoio das universidades privadas, como acontece em São Paulo e em Minas Gerais. Pô, temos universidades de sobra por aqui e elas poderiam, para incentivar os atletas, oferecer bolsa de estudos enquanto eles jogam pela instituição¿, sugeriu.

¿O Ribeirão Preto (SP) é um exemplo de clube que oferece esse atrativo aos garotos que vão para lá com mais de 17 anos e estudam no COC (sistema de ensino)¿, citou. Um atleta que passou pelo Londrina em 2002 e que foi atraído por essa proposta de jogar o Paulista Juvenil pelo COC foi o ala Vinícius, de 2,00m, que tinha na época 17 anos.

O diretor da Federação Paranaense criticou ainda muitos municípios que ¿só investem em equipes até a idade dos JOJUP´s (17 anos)¿. ¿Eles preferem montar times só para os Jogos da Juventude, o que, para os prefeitos, dá um maior retorno de mídia do que disputar o campeonato estadual. Eles trazem atletas de outros municípios que estão nessa faixa de idade, arrumam moradia e outros incentivos para o garoto e depois que passam os jogos, não sobra um trabalho para ser continuado.¿
(Leia mais na edição impressa do JL)
Fonte : www.Jornaldelondrina.com.br


A partir de agora, uma série de reportagens sobre o trabalho de base na cidade de Londrina, feito pelo jornalista Jaime Kaster no Jornal de Londrina :
TRABALHO DE BASE NO BASQUETE - IV
Técnico aposta nos juvenis
José Saviani, do Iate, acredita que alguns talentos do time juvenil local são o ¿futuro do basquete de Londrina¿
JAIME KASTER
Ao invés de reclamar da falta de um Campeonato Paranaense juvenil, o técnico de basquete do Iate Clube, José Henrique Saviani, prefere apostar nas promessas que vêm surgindo nas equipes locais da categoria cadete (17 anos), campeãs dos Jogos da Juventude nos últimos dois anos: Londrina ganhou os títulos na divisão de acesso (2002) e na principal (2003).

Ex-jogador e ex-assistente técnico do time adulto de Londrina, Saviani decidiu assumir desde o final do ano passado o trabalho com os juvenis da Cidade, formados, em sua maioria, no Canadá. Suas esperanças são de que dentro de dois anos a Cidade possa começar a colher os frutos desse trabalho com os garotos que extrapolam a idade dos JOJUP¿s.

promessas -¿Esses meninos que foram campeões dos JOJUP¿s no ano passado têm um grande potencial e poderiam ter saído da Cidade para treinar em outros clubes se não tivéssemos feito uma proposta para que eles continuassem aqui e se desenvolvessem. A minha idéia e também do Enio [Vecchi, técnico do time adulto], é que eles joguem bastante aqui nos campeonatos da Liga Metropolitana [LMB] e se capacitem para poderem entrar no time adulto em breve. É o nosso sonho: que essas revelações surgidas na Cidade sejam um dia os titulares do Londrina no Campeonato Nacional¿, disse Saviani.

Os jogadores a que ele se refere e que atualmente vestem a camisa do Iate no Campeonato Juvenil da LMB são alguns dos que tiveram a oportunidade de treinar ano passado com os adultos do Londrina/TIM: os alas Bruno Bueno, Célio Guergoletto Jr. e Zé Guilherme Haas, e o pivô Paulo Arns, todos de 18 anos. ¿Esses moleques são o futuro do basquete de Londrina. Os quatro têm condições de jogar em qualquer time juvenil do País. É só ver que um deles, o Bruno, jogou o Paulista juvenil no ano passado pelo Tênis Clube de São José dos Campos, time que ficou em 5º lugar no campeonato¿, citou.

Segundo Saviani, embora pudesse ter ficado em São Paulo, Bruno Bueno voltou a Londrina para treinar, apostando na oportunidade de crescer tecnicamente e de um dia vestir a camisa do time adulto no Nacional. ¿Sabemos que estamos a anos de distância de São Paulo, que tem um campeonato juvenil com 24 times e de turno e returno, mas o Bruno, por exemplo, voltou, porque aqui poderá um dia jogar um Brasileiro¿, comentou o técnico.

SP X PARANÁ - Ele explica que o Paulista é um campeonato forte porque a federação daquele estado instituiu a obrigatoriedade de todos os clubes adultos que disputam as séries A-1 e A-2 (com 16 times cada) de terem inscritos também os seus times juvenis no Estadual. ¿Um dia quem sabe a gente chegue perto dessa organização no Paraná¿, sonha Saviani.

O treinador acredita, porém, que os novos campeonatos juvenil e adulto da Liga Metropolitana mantenha em atividade a garotada local de 18 a 19 anos e prepare para o adulto. ¿Fazendo umas 25 a 30 partidas por ano, eles ganharão maior ritmo de jogo¿. O torneio juvenil tem quatro equipes: Iate, Associação Maringaense, FECAM/Campo Mourão e Cornélio Procópio. Já o adulto, que terá equipes formados por garotos juvenis, mescladas com ex-jogadores amadores, terá oito times: Iate, UEL, AABB, time dos freqüentadores do Zerão, Rolândia, Campo Mourão, Arapongas, Astorga e Cornélio
Fonte : www.Jornaldelondrina.com.br


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