Basquete em Londrina

Sexta-feira, Janeiro 14, 2005


ATENÇÃO BASQUETEIROS DE PLANTÃO
VEM AÍ O TORNEIO DE BASQUETE EM TRIOS DO ZERÃO - JOVEM PAN - 2005
PREPARE O SEU TRIO
4 CATEGORIAS
FINAL DE FEVEREIRO


Enio Vecchi começa a definir os titulares
Aos poucos, Enio Vecchi, técnico do Londrina/TIM, começa a montar o time titular que jogará na estréia do Campeonato Nacional Masculino de Basquete, dia 23, contra a Uniara/Araraquara, no Ginásio Moringão, em Londrina. Ontem à tarde, o ala Eduardo, 27 anos, participou do primeiro treino com a equipe. Hoje os jogadores passarão por mais uma bateria de exames cardiológicos.

O basquete londrinense não é novidade para o ex-jogador do São Caetano. Natural de Borrazópolis (84 km ao sul de Apucarana), Edu jogou pelas categorias de base do Grêmio Londrinense, antes de seguir para o basquete paulista. Com 2 metros de altura, as principais características do ala são a infiltração e os rebotes. No último Campeonato Paulista, Edu teve uma média de 10,6 pontos e 7,4 rebotes por partida.

Edu chegou bastante animado e prometendo muita disposição em quadra. ''A torcida pode esperar muita vontade. Não estou preocupado em aparecer individualmente'', frisou. Acostumado a jogar em velocidade, o ala parece se enquadrar perfeitamente no esquema tático proposto por Vecchi. ''Jogava dessa forma em São Caetano. Estou otimista. Mas é preciso esperar o início da competição para saber como será o rendimento da equipe'', completou.

Enio Vecchi aprovou a chegada do reforço. Mesmo já tendo um desenho do time na cabeça, o técnico prefere não se precipitar. Ele quer realizar mais alguns treinos contando com os novos reforços para anunciar o quinteto titular. ''O plantel está dentro da realidade do clube'', resumiu.

O diretor-técnico Vinícius Fontana Panerari esteve reunido ontem com representantes de uma cervejaria paulista em busca de mais um patrocinador. Ele busca ainda parceria com uma empresa de transporte para as viagens.
Fonte: folhadelondrina.com.br
Gilmar Agassi
Reportagem Local


Londrina/Tim apresenta hoje último reforço para o Nacional

Deixar de lado a profissão de dentista foi uma opção temporária do ala/pivô Edu para seguir jogando basquete, agora, pelo Londrina/TIM. O jogador fez ontem seu primeiro treino com os novos companheiros, após vários anos defendendo o São Caetano (SP). E agora espera ver a torcida torcendo a seu favor, ao contrário do que viu quando jogou aqui.

¿O fator torcida foi um dos que me ajudaram a decidir a vir jogar em Londrina. Joguei aqui em 2002 e o ginásio estava lotado. Agora estou do lado certo¿, comentou o jogador. Edu tem 27 anos e 2,00m de altura e é paranaense de Borrazópolis (106km ao sul de Londrina), mas foi criado em Apucarana (50 km a oeste de Londrina), de onde saiu para jogar basquete no interior paulista aos 15 anos. Agora, retorna ao norte do Paraná e pode fixar residência.

¿O time de São Caetano só retorna às atividades no segundo semestre. Até lá, vou aguardar para ver se continuo aqui ou se volto para lá. Caso fique aqui, vou trazer meu consultório também. No momento, só penso no basquete. A profissão de dentista vai ficar um pouco de lado¿, contou o ala/pivô.

No esquema tático que o técnico Enio Vecchi está armando para o Nacional - a estréia, em casa, contra o Uniara/Araquara, dia 23 - Edu acredita que poderá contribuir. O treinador quer um time mais veloz e versátil em quadra. ¿Essa renovação é uma boa para o time. Já joguei com vários jogadores que estão aqui e sei do seu potencial. E também conheço o trabalho do Enio e acho que vai dar certo¿, afirmou o jogador.

Enio recebe hoje o mais novo contratado, o ala Guilherme, ex-ACF Campos (21 anos, 1,93m de altura) e assim terá o grupo completo para o Nacional. O elenco conta ainda com o reforço do ala juvenil Lucas, 19 anos, 1,95m de altura, que disputou o Campeonato Paulista por Assis. ¿Agora começa a fase final de preparação, com ênfase para a parte tática. Os treinos se reduzem, mas a carga aumenta. O trabalho acelera¿, comentou o treinador.

Ao saber que o Londrina/TIM fará os três últimos jogos da fase classificatória do Nacional em casa - contra Limeira (em 27/04), Minas (29/04) e São José dos Campos (01/05) -, Enio preferiu não comentar. ¿Não vi a tabela completa ainda. E acho precipitado comentar. Mas, de qualquer forma, é uma vantagem¿, completou o técnico.

Novo parceiro

Depois que deixou a sala que ocupava na Fundação de Esportes, no Ginásio Moringão, a comissão técnica do Londrina Basquete Clube passou a procurar um novo local para trabalhar. Ontem, foi confirmada a parceria com o Canadá Country Clube. Além de ceder as quadras de basquete para treinamentos da equipe (quando o Moringão não estiver à disposição), o clube vai disponibilizar uma sala para o LBC, onde funcionará os departamentos técnico e administrativo. Na parceria os atletas do basquete serão sócios-atletas do Canadá, possibilitando o trabalho físico e de recuperação nas piscinas e demais dependências.

Aurélio Cardoso

Fonte : jornaldelondrina.com.br


UM POSSÍVEL (RE)COMEÇO 1/8/2005
Conceituou-se em nosso país que os americanos são melhores por que treinam mais do que nós.Lêdo engano,são melhores nos fundamentos e nos detalhes do jogo porque treinam com excelentes professores e técnicos, e muito menos do que nós quanto ao tempo dispendido nas práticas,senão vejamos: No basquete universitário e colegial em geral os treinos das equipes são iniciados em uma data escolhida por suas federações no mês de setembro, para começarem as competições em novembro, extendendo-se os jogos até abril do ano seguinte.Se calcularmos uma prática diária(somente uma pois têm horário escolar a ser cumprido) em seis dias por semana,por três meses teríamos aproximadamente 63 treinos pré-temporada e mais 60 durante a temporada e algo em torno de 30-35 jogos.O total de 123 treinos e 30-35 jogos é inferior a uma temporada padrâo de equipes juvenís em nosso país que treinam e jogam por 10,e até 11 meses,treinando três vezes por semana, nun total aproximado de 154 treinos e 30 jogos em média.A diferença não´está no número de treinos,e sim na qualidade deles. Logo,podemos concluir que não nos faltam tempo de prática, e sim qualidade e objetivos a serem alcançados.Na semana passada uma equipe do interior do Rio de Janeiro encerrou sua participação nos campeonatos pela mudança política originada nas últimas eleições,somando-se ao caos em que se transformou o basquetebol do estado pela ausência participativa dos grandes clubes de futebol nos campeonatos regionais.Mas naquela equipe que acabava de ser desfeita quantos jogadores seriam originários do Rio de Janeiro,dois,três?ou nenhum?E quantos na faixa dos 23-25 anos?E quantos que exerciam uma atividade profissional fora do basquetebol? Não, são todos profissionais, pois basquetebol sério so pode ser praticado por profissionais,e em tempo integral! Se isto é verdade como se explica a excelência dos jogadores universitários norte-americanos que somente treinam uma vez ao dia para terem tempo de estudar, estudar mesmo,para se formarem em uma profissão que os manterá quando passar o tempo de atleta,a não ser aqueles muito poucos escolhidos pela ligas profissionais.E treinam menos tempo que nossos juvenís! Quando dirigi o Barra da Tijuca na temporada juvenil de 1997, pude testemunhar a grande quantidade de excelentes,promissores e altos jogadores que participavam nas 12 equipes daquele campeonato.Quantos deles, que estão hoje na faixa dos 24-25 anos atuam nas equipes de profissionais da Liga Nacional?Na minha última conta somente 3 deles!Hoje muitos deles são engenheiros, medicos,economistas,arquitetos,professores e outras tantas profissões, e que simplesmente abandonaram ou foram abandonados pelas equipes dos grandes, e por que não médios e pequenos clubes.Estes, se não tiverem em seus departamentos de basquetebol os inefáveis pacotes formados por dirigentes,técnicos e jogadores que perambulam pelo país atrás das verbas de prefeituras e emprêsas que querem se lançar a curto prazo e com um mínimo de investimento possivel,não abrirão jamais seus espaços àqueles jovens que ousaram estudar e se formar em uma profissão,com a desculpa mais absurda de que não teriam a qualidade técnica dos pseudo-profissionais de carreira.Façamos uma simples conta: Se um engenheiro trabalha em uma firma por 8 horas diárias,tendo 2 horas para lá se transportar,e dormindo regularmente 8 horas teriamos 18 horas de atividades profissionais e de descanso.Sobrariam 6 horas, nas quais poderiam caber 3 horas diarias, por 10 meses de atividades voltadas ao basquetebol. Com uma bem planejada grade de atividades, torneios e campeonatos regionais(para não prejudicar o trabalho e vice-versa)esses atletas poderiam, se bem orientados e treinados produzirem excelentes resultados em seus estados.As equipes classificadas para a liga poderiam estabelecer acôrdos e translados que não prejudicassem as atividades nas enprêsas, e se estas fossem as patrocinadoras esse fator deixaria de existir.Mas para dirigir atletas desta envergadura intelectual alguns, ou muitos técnicos teriam de reciclar conceitos absolutistas que professam, pois teriam respostas não tão submissas por parte de seus atletas, o que explica a imposição de dois treinos diários de muitas horas para apresentar o basquetebol medíocre que assistimos nos dias de hoje.Acredito firmemente que muitos daqueles esquecidos atletas aceitariam voltar a jogar seriamente em troca de pequenas verbas que pagassem a gasolina de seus carros e suas despesas de lazer.Mas sobrariam ainda 3 horas de seu tempo.Bem,qualquer rapaz ou moça saberá muito bem empregar esse tempo, e que muitos e muitos em nosso país jamais sonharam em tê-los livres. Sonho? Quimera? Pura ilusão? Não minha gente, pés no chão, para não lançarmos ano após ano gerações de bons e promissores atletas ao ostracismo e a falta de oportunidades.Clubes tradicionais que preferem se ausentar dos campeonatos por não terem verba para alimentar uma geração que se perpetua nas quadras do país, condenam gerações ao abandono precoce por que ousaram estudar. E esses mandatários são os mesmos que tecem lôas ao basquete americano por ouvirem o galo(aguia no caso deles )cantar mas nem desconfiam onde fica o galinheiro. Lamentável em todos os aspectos! E convenhamos, seria uma delícia assistir jogos com uma renovação permanente e jóvem, assim como testemunhariamos um desporto que priorizasse, como outrora o fizemos,a cultura e o saber.E dessa forma fomos campeões do mundo e medalhistas olímpicos.Hoje somos"profissionais"e não ganhamos nem de nossos hermanos argentinos.

Fonte : Paulomurilo.blogspot.com


Terça-feira, Janeiro 11, 2005


11/01/2005
Coluna Folha de S.Paulo - 11.01.2005
Chapada e chapado
Todo tipo de maluco se dá bem em Lençóis, no interior da Bahia. Menos, eu pude novamente constatar nesta virada de ano, o maluco por basquete. Foram duas semanas de solidão, na preguiça sob as cachoeiras ou na puxada das caminhadas.
Americana? "Eu ouvi dizer que seis ou sete delas estão acampadas lá no Vale do Capão."
Ourinhos? "Não seria diamante? O garimpo hoje é proibido. Na trilha do Roncador, ainda dá para comprar pedras brutas."
COC? "Coco? Coco verde? Tem, mas acabou em toda a cidade."
Limeira? "A terra aqui dá outro tipo de fruta, colega. Essa época é boa para o umbu, o araticum, o maracujá selvagem. E o jambo, dentro de dias, vai ficar ótimo."
Paulistano? "Prazer, baiano!"
A Chapada Diamantina faz parte do (grande) Brasil em que TV paga e internet são, mais do que um luxo, uma aberração. Um país à parte, que no máximo confronta a realidade de seu dia-a-dia com a do "Jornal Nacional".
Nosso basquete, minguado, reduzido a mercadoria de elite, não tem vez no "JN", nesse Brasil. As finais do Nacional feminino, a decisão do Paulista masculino, os patrícios na NBA... Nada existe.
Imagine, então, meu susto ontem, quando, de volta a São Paulo, abri o correio eletrônico e fui assaltado pelo noticiário.
Soube que a cestinha e grande (única?) revelação deste Brasileiro, a pivô Kátia, do Santo André, precisou abandonar os mata-matas para investigar um misterioso problema cardíaco. E que o torneio cambaleia para confirmar o previsível Americana x Ourinhos.
Li que a nova Prefeitura de Campos, alarmada com irregularidades na gestão do orçamento de 2004 (R$ 125 mil mensais!), resolveu desativar a equipe principal de basquete. E que, portanto, o Brasileiro masculino terá de dar largada no próximo dia 23 com 16 participantes, e não mais 17.
Alertaram-me que a tabela da edição deste ano é igualzinha à de 2004, substituindo apenas dois nomes (Rio de Janeiro, no lugar do Flamengo, e Limeira, no do Casa Branca), prova da leseira da CBB. E que a confederação repassará só R$ 10 mil a cada time, mantendo consigo toda a verba de publicidade e direitos de TV.
Soube que o Flamengo pediu a vaga de Campos (o que o regulamento não permite). Mas que o clube ainda não tem jogador nem técnico para a Liga Sul-Americana, que começa no mês que vem.
Li que Ribeirão Preto e Paulistano se meteram em nova confusão, que a semifinal de sábado terminou com duas expulsões. E que, na partida do dia seguinte, um dos suspensos, o pivô Murilo, deixou correndo a arquibancada para tentar salvar os carros dos colegas da enchente que engolia o estacionamento do ginásio.
Para fechar as más notícias, vi que Antonio Carlos Barbosa decidiu conciliar o trabalho na seleção feminina com o cargo de secretário de Esportes de Bauru.
Caraca! É este o Ano Novo?
Não creio no sonho da cidade pequena, não tenho aspirações bucólicas. O livro me relaxa mais do que a casinha de sapé. Mas fiquei com uma saudade danada do jambo que (ainda) não comi.

Viagem 1
Carismático por natureza, Anderson Varejão aumenta a legião de fãs a cada rodada. Seu jogo vistoso, muito raçudo, caiu nas graças do técnico do Cleveland, Paul Silas. E o ala-pivô emplacou as duas últimas listas das dez jogadas mais bonitas da NBA compiladas pela ESPN.

Viagem 2
Nem uma inoportuna catapora tirou o embalo de Leandrinho no Phoenix. E, aos poucos, Baby vence o descrédito do Toronto.

Viagem 3
Olívia (ex-Flamengo, ex-Mogi, ex-metade dos times brasileiros) abriu o mercado chinês para o basquete brasileiro. Segundo "O Globo", o ala-pivô assinou por seis meses com o Shougang, de Pequim.

E-mail melk@uol.com.br


BASQUETE - Londrina Basquete Clube tenta acordo com a TIM para ter outro patrocinador e se garantir no Campeonato Nacional
LBC corre contra o tempo
Repasse à CBB ainda não foi depositado e novo prazo termina amanhã
Continua o impasse em relação à participação do Londrina/TIM no Campeonato Nacional, que começa dia 23, com o time recebendo Uniara/Araraquara. Até ontem, a diretoria do Londrina Basquete Clube (LBC) não sabia como iria repassar os R$ 150 mil que a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) estipulou como pagamento da vaga que o clube conseguiu fora das quadras, após muito jogo político.

A CBB alega que o convite aconteceu diante do compromisso de que as despesas dos times que jogariam aqui seriam custeadas com essa verba. Depois de muita discussão, a vaga foi confirmada e a Prefeitura de Londrina resolveu ajudar, prometendo o repassse à CBB, o que não aconteceu. A entidade estipulou novo prazo, até amanhã, e o LBC tenta agora buscar um novo patrocinador para bancar o repasse.

Para isso, o presidente do clube, Walter Montagna, espera por um aval da TIM, permitindo que o time tenha mais de um patrocinador. Segundo ele, o Sistema Maxi de Ensino se dispôs, assim como em 2004, a ajudar, mas espera uma definição. ¿Estou esperando um ok da TIM, para que não dê problema com o contrato de patrocínio. Contamos com apoio do prefeito, que pediu à TIM para rever a situação. Com o dinheiro de um novo patrocínio, poderíamos adiantar o dinheiro da CBB. Estamos apreensivos, mas vamos aguardar¿, disse Montagna.

A reportagem procurou ontem o chefe de gabinete do governo municipal, Adalberto Pereira da Silva, para saber a respeito do possível repasse, mas ele não foi encontrado.

Novo reforço

Como havia adiantado ao JL na semana passada, o diretor técnico do Londrina/TIM, Vinícius Panerari, trabalhava com duas possibilidades de contratação caso o primeiro nome da lista de reforços, o do ala Luis Felipe Lemes, fosse descartado. E foi.

O ala deu um cansaço no diretor do Londrina/TIM e acabou ficando de fora dos planos para o Nacional 2005. Assim, um dos outros dois nomes da lista já está contratado e deve se apresentar amanhã ao técnico Enio Vecchi. O novo reforço é o ala/pivô Eduardo Lemper, 27 anos, 2,00m de altura, ex-jogador do São Caetano.

No Paulista do ano passado, o seu time terminou na 10ª posição e Edu, como é conhecido no basquete, marcou 254 pontos em 24 jogos, com uma média de 10,6 pontos por partida. Edu também jogou o Paulista 2004/05, mas as estatísticas dos jogadores ainda não estão disponíveis na Federação.

O outro reforço que pode estar acertando sua transferência ainda hoje, é o ala Guilherme, ex-ACF Campos. ¿O Guilherme pode acertar logo. Assim, fechamos o grupo, que se concentra nos treinos para a estréia¿, disse Panerari.
Aurélio Cardoso
Fonte : jornaldelondirna.com.br


Basquete ganha tempo extra para confirmar a vaga
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) deu prazo até amanhã para que a diretoria do Londrina/TIM deposite os R$ 150 mil que garantirá ao clube a participação no Campeonato Nacional Masculino de Basquete. O prazo para o pagamento se expirou na última sexta-feira, mas a direção da CBB esteve reunida na tarde de ontem e decidiu prorrogar a data-limite.

A direção do clube busca novos parceiros para levantar o montante necessário, já que o prefeito Nedson Micheleti informou que está impedido pela Lei de Responsabilidade Fiscal de pagar os R$ 150 mil. Ele completou que a prefeitura já repassará R$ 310 mil ao clube, através do Programa de Incentivo para a Realização de Projetos Esportivos.

O presidente Walter Montagna lembrou que o prefeito se comprometeu em viabilizar os recursos para que o Londrina/TIM confirmasse sua presença no Campeonato Nacional. ''Estou preocupado, pois o prazo está se esgotando. Em nenhum momento o prefeito foi omisso, mas as ações não estão surtindo o efeito esperado'', ressaltou.

Ele esperava para ontem à noite uma resposta da diretoria da empresa de telefonia TIM, para saber se está autorizado a buscar novos patrocinadores. Se receber o aval da TIM, Montagna deverá se reunir nos próximos dias com a direção do Colégio Maxi. ''Já tivemos um contato inicial com a direção do colégio que demonstrou interesse em negociar e ajudar o clube'', observou o presidente.

Dentro de quadra, o técnico Ênio Vecchi tenta manter os jogadores longe dos problemas administrativos. ''Quanto mais demorar, mais influência vai ter nos atletas.'' Para o armador João Guilherme, os jogadores devem se concentrar nos treinamentos e deixar que a diretoria resolva os problemas extra-quadra. Na manhã de hoje, jogadores e comissão técnica serão submetidos a uma completa avaliação cardiológica no Hospital do Coração de Londrina (HCL).

O diretor-técnico Vinícius Fontana Panerari confirmou ontem a contratação de Eduardo Limper, ala de 27 anos e 2 metros de altura, que disputou o Campeonato Paulista pelo São Caetano. O diretor aguarda ainda uma resposta do ala Guilherme, que jogava na extinta equipe de Campos.

Gilmar Agassi
Reportagem Local
Fonte : folhadelondrina.com.br


Domingo, Janeiro 09, 2005


Paulo Murilo
PESQUISA-UMA AVENTURA ALÉM-MAR I. 1/1/2005
No saguão do auditório do ISEF(Instituto Superior de Ed.Física)em Lisbôa,hoje FMH(Faculdade de Motricidade Humana)eu esperava o resultado da Banca Examinadora da minha defêsa de tese de Doutorado em Ciências do Desporto,quando um jóvem de barbas se aproximou e perguntou se o estava reconhecendo. Honestamente disse que não,foi quando disse ser o Paulinho do curso de mestrado da USP, uma turma após a minha, do qual eu havia sido desligado 14 anos antes por não concordar na mudança do teor de minha tese, que por ser experimental não encontrou boa acolhida por parte do meu orientador.O Paulo disse que estava fazendo o doutorado no ISEF da cidade do Pôrto, e que alí estava para se cientificar de que, apesar da descrença de todo o pessoal que cursou o mestrado da USP 14 anos antes, que eu conseguiria defender a mesma tese negada pela EEF da USP. E foi o que aconteceu,pois tive homologada com louvor a tese de doutorado "Estudo sobre um efetivo controle da direção do lançamento com uma das mãos no basquetebol" em julho de 1992,e que era no conteúdo a mesma que havia sido negada a defêsa,a nível de mestrado, pela USP.Foi um trabalho brutal e que me custou muito tempo, muito dinheiro e escasso reconhecimento em meu país. Mas vale a pena recordar um pouco daquela odisséia amalucada,porém solidamente ancorada numa certeza de muitos e muitos anos de estudo, a de que, apesar de todas as nossas limitações,de dinheiro e equipamentos,poderiamos desenvolver no Brasil setores que estudassem o gesto desportivo tão bem, e com aspectos de ineditismo, quanto os maiores e mais prestigiosos centros de estudos do desporto no mundo. Gostaria de contar um pouco dessa aventura, para demonstrar aos jóvens professores que se formam do quanto podemos realizar com uma soma de coragem, estudo e competência. O doutoramento na Europa difere de um nos EEUU por não exigir créditos a cursar, exige sim, um bem fundamentado projeto de pesquisa, que ao ser aceito confere ao pesquisador as cotas necessárias à consecução do mesmo, pelo tempo que for preciso para o seu término.Enviei meu projeto e aguardei a sua aceitação inicial por 4 meses, quando fui convidado a defendê-lo em Portugal.Como não tinha bôlsa oficial do govêrno brasileiro, pela pendente situação com o mestrado da USP,consegui a dispensa da Faculdade de Educação da UFRJ onde lecionava,somente com os vencimentos legais.Mesmo assim embarquei e aguardei por mais 3 meses que o Conselho Ciêntifico da Universidade Técnica de Lisbôa me convidasse para justificar a validade e expressão do projeto.Fui aprovado e tive um orientador designado,o Prof.Dr.Francisco Sobral do ISEF.Iniciei então a construção do equipamento que projetei e desenhei.Com a valiosa ajuda de um marceneiro genial,Sr.Manoel,consegui montá-lo em 2 meses, quando iniciei a organização das metodologias que empregaria no estudo.Nesse estágio do trabalho começaram os grandes problemas de caráter profissional e familiar que me obrigariam daí em diante a atravessar o Atlântico por 14 vêzes, antes de ver terminado o trabalho, iniciado em 1986 e que se estenderia até 1992 quando defendí a tese.Nesse espaço de tempo algumas etapas tiveram de ser vencidas com muito sacrificio e determinação, e são estas etapas que passarei a descrever nos próximos capítulos.(continua)
Fonte : Paulomurilo.blogspot.com

POR ONDE (RE) COMEÇAR. 1/6/2005
Ontem assisti pela TV uma das semi-finais do campeonato paulista masculino e como sempre,nada,absolutamente nada de novo. Ginásio lotado,narrador descrevendo uma partida que somente ele enxergava, e o comentarista que de uns tempos para cá resolveu exercer seu poder de crítica, diminuindo uma rasgação de sêda que em nada ajudava no desenvolvimento da modalidade. Duas novas vedetas foram incluidas na transmissão,com direito a closes que deixariam a Gisele Bunchen corada de inveja,as inefáveis pranchetas,que com seus rabiscos inenarráveis e de péssimo gosto estético dominaram na pequena tela televisiva.De repente um dos técnicos,levantando a vista de sua salvação tabular emite uma incrivel ordem-Corra até a lateral(não especificou nem mostrou na prancheta)e dê uma trombada no pivô! Acho que ele quiz dizer-Naquela lateral faça um bloqueio no pivô,ou exerça um corta-luz,mas ordenou"na maior" uma inefável trombada. E vimos ao final, com uma das equipes 1 ponto atrás e faltando 20 segundos entregar a uma caricatura de armador a decisão da partida, e que literalmente tropeçou nas próprias pernas entregando a vitória ao adversário.E vimos ,pela enésima vez varios ataques morrerem com o dominio da bola, assim como,num rasgo de oportunismo já vislumbramos que algumas defesas enfim descobriram que,como TODAS as equipes jogam da mesma forma,basta apertar um pouco o homem da bola,marcar o pivô pela frente e antecipar cortes aos mais do que óbvios passes para,ou atrasar o ataque fazendo-o recuar,ou simplesmente interceptá-los numa manobra mais agressiva.Em ambas o poder de ataque se reduzindo à metade aumentará em muito as possibilidades de vitória. Vimos comissões técnicas discussarem,todos ao mesmo tempo,quando mais o técnico necessitava de total atenção e concentração.Assistimos ainda a proposital confusão que confunde pancada com espirito defensivo,e engôdo com posicionamento técnico-defensivo. Durante o jõgo,o mesmo técnico que mandou dar aquela trombada no pivô teve a desfarçatez de em cadeia nacional instruir um de seus jogadores a se jogar para trás quando próximo ao pivô adversário para induzir o árbitro na marcação de uma falta.O que fazem esses técnicos nos treinamentos?Somente distribuem as camisas para os rachas tradicionais? por que não ensinam técnicas individuais de defesa e ataque, porque não exploram as qualidades de nossos bons,porém não lapidados atletas.Porque não treinam em situação de jogo,para não precisarem se esconder atrás de ridículos rabiscos em suas pranchetas mais ridículas ainda.E quanto ganham para encenarem uma liderança que não possuem? E com as afirmativas do locutor de que acabavamos de assistir um dos clássicos mais emocionantes dos últimos tempos desliguei a TV com a mais absoluta sensação de que ainda demoraremos muito e muito tempo a sair deste maldito limbo em que nos encontramo já a 20 anos.Temos de mudar,temos urgentemente de mudar, para que possamos reencontrar o caminho e o tempo perdidos, e para um (re)começo sugiro a quem possa influir,pelo menos no aspecto financeiro, que contratem e prestigiem quem realmente conhece basquetebol nesse imenso e pujante país,seria um belo (re)começo.

Fonte : Paulomurilo.blogspot.com


a href="javascript:goToComments('<$BlogItemNumber$>')">Comments:

Home