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Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
Posted
11:44 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
O QUE TODO TÉCNICO DEVERIA SABER 1/2/2005
Com esse artigo encerro uma primeira parte que dediquei ao panorama atual do nosso basquetebol,claro, em minha visão de técnico e professor por mais de 40 anos dedicados ao seu desenvolvimento.Formam a base de um livro a ser publicado em breve, dedicado aos futuros profêssores e técnicos desse magnífico jogo.E termino a série enfocando alguns principios que todo técnico deveria saber. O princípio básico que todo técnico deve ter em mente é o permanente e progressivo desenvolvimento técnico de sua modalidade,e que jamais esteja dissociado das questões éticas,das necessidades individuais e coletivas, e que propugne por conquistas culturais e educacionais. O objetivo tem de se fundamentar no patriotismo e na luta pelas oportunidades democráticas.A função social do jogo é o fator que deverá impulsionar a busca pela melhor performance possível,numa atividade que propiciará ao jóvem uma experiência prática dos embates que advirão em sua vida futura.O jogo bem praticado e bem jogado torna-se uma "avant-première" da vida.Por todas estas razões o professor e o técnico têm de estar preparados para funções de liderança,fundamentais no preparo e orientação dos jóvens, e na direção coerente e segura dos adultos. A relação com seus pares deve ser fundamentada na mais profunda ética, cuja manifestação básica é para consigo mesmo,e por extensão para com todos aqueles envolvidos no processo.O patriotismo deverá se manifestar sempre que se pretender importar soluções estrangeiras sem as devidas avaliações sobre a aplicabilidade das mesmas face às nossas particularidades físicas e sociais.De sempre tomarem o máximo cuidado na importação de modêlos inadequados à nossa realidade econômica, que visam estabelecer uma dependência técnica e material de fundo puramente mercadológico.E que sempre procurem resgatar nossas verdadeiras raízes,atestadas por um passado brilhante e vencedor.Para tanto torna-se necessário o estudo pormenorizado de nosso passado esportivo,daqueles que em situações econômicas quase precárias se comparadas com o tempo atual,sobressairam no plano internacional,e que o fato de não possuirem registros de imagem e de dados estatísticos o tornam desconhecidos pela juventude e pelos novos técnicos e profêssores.O resgate desse passado se justifica como uma tentativa válida de anteposição às influências de fora que se beneficiaram desse desconhecimento, e que nos levaram ao impasse em que se encontra o basquetebol brasileiro,pela perda de sua verdadeira identidade.O"basquetebol internacional" e o "modelo NBA" nos levarão ao cáos total se não resgatarmos nossa maneira de jogar,que se constituiu na quarta força mundial no século XX. Recentemente a CBB reuniu 20 jóvens jogadoras em uma clínica técnica para implantar rotinas técnicas em suas vidas nos clubes de origem,numa verdadeira apropriação indébita de talentos a serem orientados a um modêlo anacrônico e fracassado,onde até orientações visando ganho de massa muscular foram prescritos.Melhor faria a CBB se reunisse os técnicos dessas meninas para em uma troca de experiências procurasse um caminho adequado às nossas reais capacidades.Mas é claro que tentativas como essa feririam os conceitos enraizados de alguns que se propõem guardiões da verdade basquetebolística em nosso país.Seguir princípios e normas globalizadas é prova de atrazo e de colonização intelectual, é um atitude de lesa-pátria, é um monstruoso crime. Com a proximidade das eleições na CBB,seria de fundamental importância que os técnicos questionassem a sí e entre seus pares da importância ou não de soerguermos o nosso basquete, ou se o modêlo atual padronizado de norte a sul é o que realmente queremos,ou mesmo se devessemos experimentar outros ou alguns daqueles que nos fizeram parte da elite mundial.Acredito que a velha guarda reunida em cada vez mais desenvolvidas associações de veteranos,muitos influentes em nossa sociedade e na politica do país,e que muito foram beneficiados pela pratica do basquetebol, pudessem influir decisivamente nesse processo de soerguimento, em vez de se reunirem para usufruirem o que pensam ser o melhor dos dois mundos, o saudosismo e o companheirismo.Creio que outra etapa deveria ser vencida, a de prestarem,com suas experiências,vivências e conquistas,a maior de suas performances, a justificativa do porque fomos os melhores, ação esclarecedora ora negigenciada em festivas reuniões de velhos amigos.Acredito com a mais absoluta convicção que o verdadeiro papel dessas associações ainda estará por vir,se vier,a influência estratégica e política que seus associados poderiam exercer junto a sociedade civil para um possivel,porém dificil soerguimento de nosso basquetebol.Nossos técnicos precisam estudar muito a fundo o que fomos,o que conquistamos e como o fizemos. Copiar fórmulas prontas é facil e descompromissada, assim como adotarmos vicios modernosos nos tornam miseravelmente pobres em técnicas e táticas, quiça estratégias.Somos os técnicos com filosofias de trabalho,sem sequer entendermos o que significa o termo filosofia. Fico imaginando se amanhâ em todas as notas oficiais das federações brasileiras saisse uma nota proibindo o uso das pranchetas durante os jogos! Já imaginaram o resultado? Não? então imaginem,fará um bem danado as conclusões que tirarem...
Fonte : paulomurilo.blogspot.com.br
Domingo, Fevereiro 06, 2005
Posted
11:08 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
CAMPEONATO NACIONAL DE BASQUETE - Criatividade é solução para o Londrina/TIM
Diretoria do time está propondo a empresários a compra antecipada de ingressos para arrecadar dinheiro
''Estamos buscando ajuda. Está sendo uma luta, mas no final vamos vencer. Independente de não recebermos apoio vamos nos manter firmes. Vamos até o final com muita disposição e sem pessimismo.'' A contundente declaração é de Vinícius Fontana Panerari, diretor-técnico do Londrina/TIM, que descarta qualquer possibilidade da equipe abandonar o Campeonato Nacional de Basquete Masculino antes de seu final. A diretoria vem buscando formas criativas para cumprir os compromissos assumidos com jogadores e credores.
Panerari explica que uma das maiores dificuldades vêm sendo levantar recursos para as viagens da equipe que não recebe qualquer ajuda da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), pois teve que comprar a vaga. Na mini-excursão realizada na última semana, quando jogou no Rio de Janeiro, São Paulo e Limeira, os gastos superaram os R$ 13,5 mil. Sem dinheiro em caixa, a solução foi pagar as despesas de transporte e hospedagem com cheques pré-datados emitidos, inclusive, por funcionários e membros da comissão técnica.
Os cheques serão descontados até o dia 15 de fevereiro. Até essa data a direção do Londrina/TIM espera ter recebido a primeira parcela do Programa de Incentivo para a Realização de Projetos Esportivos, da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), no valor de R$ 31 mil. Além de pagar as despesas da viagem, o dinheiro será utilizado para pagamento da folha salarial.
Para a viagem com destino a Torres (RS), agendada para o dia 11, a direção encontrou uma maneira alternativa de arrecadar o montante necessário cerca de R$ 6,5 mil. ''Estamos propondo a empresários a compra antecipada de ingressos para os jogos realizados em Londrina. Cada um compra uma certa quantidade e pode distribuir a seus funcionários'', afirmou Panerari.
O diretor-técnico observa que todo esse problema financeiro está ligado ao fato do Londrina ter sido obrigado a solicitar o adiantamento de R$ 150 mil de seu principal patrocinador, a operadora de telefonia TIM, para repassar à CBB como forma de pagamento para o convite feito para que o time disputasse o campeonato. O planejamento inicial era trabalhar, ao menos, com R$ 560 mil R$ 310 mil da FEL e R$ 250 mil da TIM.
''Nossa preocupação é repor esse dinheiro, o que já está difícil. O problema é que a maioria das empresas já está com suas cotas comprometidas. O que não conseguirmos para a atual temporada queremos deixar adiantados para 2006'', ressaltou Panerari.
Além de continuar correndo atrás de patrocinadores, a direção do Londrina/TIM espera que os 11 associados do Londrina Basquete Clube (LBC) cumpram o que deixaram acertado em reunião realizada no final de janeiro e, também, busquem novos parceiros para o time. Um novo encontro do Conselho Administrativo deverá acontecer até o dia 15 de fevereiro, quando ficará definido quem assume o posto de presidente deixado por Walter Montagna.
Lucro com renda de jogos é irrisório
As soluções alternativas encontradas pela direção do Londrina/TIM se fizeram necessárias, pois, além de perder parte do dinheiro do patrocinador, a renda obtida nas partidas disputadas em Londrina é utilizada para o pagamento de despesas, como taxa de arbitragem e limpeza do ginásio. Além do fato de 15% da renda ficar com a Federação Paranaense de Basquete.
Nota do basquetelondrina : para onde vai este dinheiro da FPB que está, de acordo com reportagem anterior, com uma dívida de R$ 62.000,00 ?
Segundo o diretor-técnico do Londrina/TIM, Vinícius Fontana Panerari, na primeira partida contra o Uniara/Araraquara sobrou para o clube somente R$ 17,00. No dia seguinte, na partida contra o Corinthians/UMC, não passou de R$ 51,00 o lucro do time. Ele lembrou que a redução no preço do ingresso R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 meia-entrada também contribuiu para o irrisório lucro obtido nos primeiros jogos disputados no Ginásio Moringão.
''Reduzimos o valor do ingresso para privilegiar os torcedores. Precisamos que uma quantidade maior de pessoas compareça ao ginásio para apoiar o time'', frisou Panerari. Nos primeiros jogo no Moringãos, a média de torcedores foi de 2,5 mil.
A arrecadação poderá ser ainda menor nos próximos jogos. Existe até mesmo a possibilidade do Londrina/TIM ter prejuízos. Isso porque os confrontos contra Joinville e Franca serão disputados no Ginásio do Sesi, onde a capacidade é para aproximadamente 2 mil torcedores. O Moringão estará sendo utilizado para formaturas. (G.A.)
Tabela da competição é prejudicial, diz diretor
O diretor-técnico Vinícius Fontana Panerari deixa claro que as dificuldades financeiras não podem e não serão utilizadas como desculpas para derrotas. Ele prefere creditar as três derrotas consecutivas para Telemar, Paulistano e Limeira à tabela que colocou Londrina para enfrentar adversários fortes e candidatos ao título. O time ocupa a 10 colocação, com duas vitórias e três derrotas.
Uma preocupação do diretor é com a reação dos jogadores em relação à derrota de mais de 41 pontos para Limeira, na última terça-feira. ''A forma como reagirão será preponderante para o futuro da equipe. Em caso de abatimento será muito difícil a recuperação'', disse.
Para o diretor, o Londrina/TIM precisa aproveitar o fator quadra para superar seus adversários. Dos quatro próximos jogos, três Joinville, Ribeirão Preto e Franca serão em Londrina. Somente a partida contra a Ulbra será em Torres (RS). ''Nunca o fator quadra foi tão importante quanto será nesse campeonato'', esclareceu Panerari.
As cansativas viagens têm privilegiado o time da casa. O Londrina, por exemplo, joga na sexta-feira contra Joinville, viaja logo após o jogo para Torres e volta no domingo para enfrentar o COC/Ribeirão Preto, na terça-feira. Serão quase 1,9 mil quilômetros em dois dias.
O técnico Ênio Vecchi acredita que a equipe está no caminho certo. Falta melhorar o entrosamento e manter a concentração durante todo o jogo. Sabe que somente com muito trabalho o time conseguirá obter os resultados positivos. Por isso, os jogadores estarão trabalhando durante o Carnaval. ''Isso não é um castigo. Já estava programado que teríamos que treinar'', esclareceu o ala Charles.
Gilmar Agassi
Reportagem Local
Fonte : folhedelondrina.com.br
Posted
11:06 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
O QUE TODO ALA DEVERIA SABER 1/28/2005
Cesar, o grande general romano ficou famoso na antiguidade por ter,entre outras façanhas bélicas e políticas,criado o ataque em pinças,envolvendo os adversários,forçando-os a dispersarem suas forças e,divididos serem derrotados.As alas,agindo em forma de pinças,foram as artífices de suas mais extraordinárias vitorias nos campos de batalha.Mais recentemente,na 2ªGuerra Mundial, Patton,grande general dos blindados norte-americanos derrotou as forças alemâs após o Dia D utilizando-se das mesmas estratégias de Cesar, fazendo avançar suas alas,envolvendo e dividindo o exercito alemão."Dividir para destruir", é por assim dizer,a ação que determina a superioridade numérica, principalmente se a mesma for desencadeada pelos flancos,pelas alas,com velocidade e inteligência.No basquetebol são os alas que,com suas ações incisivas e velozes, provocam o desequilibrio defensivo,determinando a superioridade numérica tão desejada por qualquer equipe que queira vencer. Mas para que isso venha a ocorrer, os alas precisarão compreender e aceitar que são eles aqueles jogadores que mais terão de desenvolver a abilidade de jogar sem a bola, mas quando de posse da mesma, serem aqueles cujos indices de erro sejam os mais baixos de sua equipe.A maioria das conclusões à cêsta, de médias e longas distâncias,serão executadas pelos alas,na medida em que sejam dispostos tàticamente a fazê-lo,o que caracteriza uma equipe bem preparada e treinada. Mas,alguns pontos têm de ser enfatizados no que dizem respeito a determinados fundamentos que caracterizam as ações dos alas em uma partida.Duas delas são fundamentais: a primeira é a que determina a obrigatoriedade de sempre fintarem antes da recepção de QUALQUER passe, em qualquer situação, e que estes JAMAIS sejam concebidos e executados paralelos à linha final da quadra,eliminando qualquer possibilidade de interceptação.A segunda,é que após a recepção do passe EM HIPÓTESE ALGUMA deverá elevar a bola acima da cabeça, mantendo-a abaixo da linha da cintura, numa posição que o faça rapidadmente decidir se efetuará um novo passe, uma finta ou um arremêsso.Um ala verdadeiro jamais deixará de,estando na posse da bola, ter a capacidade de optar por uma das três atitudes mencionadas,que se tornarão nulas se elevar a bola acima da cabeça. Uma última e particularíssima ação técnica exigirá dos alas treinamento específico e trabalhoso, o fato de ao progredir paralelamente à linha final driblando a bola, somente terá uma opcão de finta, que é o corte para dentro da quadra,ao contrário das duas possibilidades que teria se estivesse em uma posição oblíqua à linha final. Paradas repentinas, drible negaciado com quebra de rítmo e reversões com troca rápida de maõs são os recursos que deverão ser treinados pelos alas para se sairem bem quando confrontados com uma única opção de finta. Claro que todos os jogadores devem ser treinados e preparados para aquelas mesmas situações mas aos alas deve ser dado um aporte maior na carga desse treinamento específico. Como geralmente são jogadores com alta estatura, o preparo dos mesmos para os rebotes deverá atender a uma particularidade, que é a capacidade de transformar velocidade horizontal em velocidade vertical já que os mesmos se lançam de fora para dentro dos garrafões pela posição que ocupam no campo de jogo. Muitas faltas pessoais poderão ser evitadas no afã das lutas se forem treinados na transformação da velocidade horizontal em vertical com um mínimo de projeção frontal no momento dos saltos. Treinar bloqueios em velocidade linear em redes de voleibol ou de encontro a paredes auxiliarão em muito no momento e na qualidade das transposições.Defensivamente, como via de regra marcam os alas adversários,a utilização consciente da posição dos pés na defesa individual, forçando o corte do adversário para o centro ou a lateral da quadra, deverá se coadunar com as exigências do plano defensivo em toda e qualquer situação de jogo, pois são fundamentais para a derrota ou a vitória da equipe. Muitos técnicos ao pedirem tempo poderiam auxiliar a equipe observando uma colocação dos pés de um defensor que obrigasse o atacante a uma direção errônea, ao invés de se debruçar sobre uma prancheta rabiscando fantasias, finda as quais exige "força na marcação", quando naquele momento o desejável seria: Force-o para fora(ou para dentro),com um posicionamento correto dos pés. É assim que se ganham os jogos, e é uma das atitudes que todo ala deveria saber. Nos arremêssos a constante e initerrupta movimentação propiciará uma vasta gama de possibilidades em todas as distâncias,mas a ênfase deverá ser dada aos de média e curta distâncias, já que os colocariam sempre perto da cêsta facilitando a obtenção de um sempre possivel rebote ofensivo. Os arremêssos de três pontos seriam do domínio exclusivo daqueles que realmente fossem especialistas nos mesmos, alas ou armadores.Finalmente,os alas deverão ser aqueles com a melhor percentagem nos lance-livres, já que serão sempre os mais visados pelos defensores, dada as características ofensivas que possuem. Finalmente, como a maioria dos seres humanos abrangem um máximo de 120° em sua visão periférica,e como a meia quadra que defendem atinge os 180° cabe aos alas saberem explorar os 60° que se tornam inalcançaveis para o defensor em seu campo visual,e que quando atacado pelas laterais se torna bem menor, daí a importância estratégica dos alas em um sistema bem planejado de jogo, e isso é o que todo técnico deveria saber, mas é assunto para o próximo artigo.
Fonte : paulomurilo.blogspot.com.br
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