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Sexta-feira, Março 18, 2005
Posted
1:35 AM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
TORNEIO INÍCIO Liga Metropolitana de Basquete de Londrina 2005
Fase 1
Equipes inscritas
Associação Cristã de Moços ¿ Infanto Feminino
AREL ¿ Infanto Masculino, Mini masculine e Mini Feminino
Associação Londrinense de Basquete ¿ Infanto Masculino 1 e 2, Mini Masculino
Escola Estadual Barão do Rio Branco ¿ Mini Feminino
Núcleo Barão de Basquetebol Londrinense ¿ Mini Feminino
Londrina/Colégio Nobel ¿ Infanto Feminino
Autarquia Mun. de Esportes Andirá/CEFET-PR-CP - Infanto Masculino e Mini Feminino
Cristófoli/Campo Mourão ¿ Infanto masculino 1 e 2
Iate/Cultura Inglesa ¿ Infanto Masculino
Pref. Mun. Cambé ¿ Mini Masculino e Mini Feminino
OBS. : AS EQUIPES DEVERÃO FAZER O ACERTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO ANTES DO SEU PRIMEIRO JOGO.(R$10,00 por equipe). Os jogos serão arbitrados pelos iniciantes que fizeram o curso dia 19 de março auxiliados por árbitros mais experientes.
Tabela de jogos Geral
Quadra 1
Jogo n.º - Equipe A X Equipe B Horário Categoria
Jogo 1 ¿ EE Barão X PM Cambe 09:00 MnF
Jogo 2 ¿ ALB X PM Cambe 09:30 MnM
Jogo 3 ¿PM Cambe X Andirá/CEFET 10:00 Mn F
Jogo 4 ¿ Perdedor Jogo 2 X Andirá/CEFET 10:30 Mn M
Jogo 5 ¿ EE Barão X Andirá/CEFET 11:00 Mn F
Jogo 6 ¿ Vencedor jogo 2 X Andirá/CEFET 11:30 Mn M
Jogo 7 ¿ AREL X EE Barão 13:30 Mn F
Jogo 8 ¿ ACM X NBBL 14:00 Y F
Jogo 9 ¿ AREL X Andirá/CEFET 14:30 Mn F
Jogo 10 ¿ Perdedor jogo 8 X Londrina/Colégio Nobel 15:00 Y F
Jogo 11 ¿ AREL X PM Cambe 15:30 Mn F
Jogo 12 ¿ Vencedor jogo 8 X Londrina/Colégio Nobel 16:00 Y F
Quadra 2
Jogo n.º - Equipe A X Equipe B Horário Categoria Grupo
Jogo 1 ¿ Iate/Cultura Inglesa X ALB 1 09:00 YM A
Jogo 2 - Iate/Cultura Inglesa X Andirá/CEFET 9:30 YM A
Jogo 3 ¿ ALB 1 X Cristófoli/Campo Mourão 1 10:00 YM A
Jogo 4 ¿ ALB 1 X Andirá/CEFET 10:30 YM A
Jogo 5 ¿ Iate/Cultura Inglesa X Cristófoli/Campo Mourão 1 11:00 YM A
Jogo 6 - Andirá/CEFET X Cristófoli/Campo Mourão 1 11:30 YM A
Jogo 7 ¿ ALB 2 X Cristófoli/Campo Mourão 2 13:30 YM B
Jogo 8 ¿ Perdedor Jogo 7 X AREL 14:00 YM B
Jogo 9 ¿ Vencedor Jogo 7 X AREL 14:30 YM B
Jogo 10 ¿ 2º lugar Grupo A X 2º lugar Grupo B 15:00 YM
Jogo 11 ¿ 1º lugar Grupo A X 1º lugar Grupo B 15:30 YM
Inscrição : As inscrições serão aceitas via internet ou pessoalmente até o dia 17 de março para a fase 1 e 31 de março para a fase 2. As equipes que quiserem participar do Torneio Início LMB 2005 deverão pagar uma taxa de R$ 10,00 (dez reais) por equipe Apenas poderá participar do Torneio Início as entidades que estiverem com os pagamentos de taxas de 2003 e 2004 acertadas. As entidades que quiserem parcelar a dívida, entrar em contato com Marival Junior (9994-2729)
Premiação : os(as) 12 atletas das 3 (três) equipes primeiras colocadas de cada categoria receberá uma medalha de 1º, 2º ou 3º lugar. A entidade que conseguir ganhar qualquer uma das categorias estará isenta da taxa de inscrição do Campeonato LMB 2005 de 1 das equipes.
Tempo de jogo : cada jogo terá duração de 2(dois) tempos de 8(oito) minutos com intervalo de 3 (três) minutos entre os dois tempos. O Cronômetro apenas será travado nos Tempos Técnicos e nos Lances Livres e após os últimos 2 (dois) minutos do jogo apenas quando a bola for fora (lateral ou fundo da quadra) ou falta.
Faltas Coletivas : a partir da 3ª (terceira) Falta Coletiva de cada tempo a equipe será punida com 1(um) Lance Livre.
Faltas Individuais : Cada atleta terá direito a 3(três) Faltas Individuais por jogo. Após feita a 3ª falta ele estará excluído do jogo podendo ser substituído.
Tempos Técnicos : Cada equipe terá direito a 2(dois) Tempos Técnicos por jogo de 40" (quarenta segundos) , independente do Tempo de jogo.
Regras do jogo : as regras do Torneio Início são as regras oficiais da CBB com as alterações acima. Nas categorias Pré mini e mini a bola e a tabela serão a mirim, na categoria infantil apenas a bola será a mirim. Nas categorias femininas a bola utilizada será a mirim pela falta da bola oficial feminina.
Casos Omissos : os casos omisso serão julgados pela Coordenação Técnica da LMB
Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Terça-feira, Março 15, 2005
Posted
9:37 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
TORNEIO INÍCIO LMB 2005
LOCAL : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
DATAS : 19 E 20 DE MARÇO
CATEGORIAS : INFANTO (1989-90) E MINI(1993-94) MASCULINO E FEMININO
TAXA DE INSCRIÇÃO : R$ 10,00 (DEZ REAIS) POR EQUIPE ATÉ 17/03
PROMOÇÃO :
LIGA METROPOLITANA DE BASQUETE DE LONDRINA
PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA
FUNDAÇÃO DE ESPORTES
MAIORES INFORMAÇÕES : LMB2003@POP.COM.BR OU LMB2004@POP.COM.BR
Posted
9:37 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
O mecenas
MELCHIADES FILHO
EDITOR DE ESPORTE
Do trabalho para a cama, da cama para o trabalho. O viúvo de 65 anos, usineiro realizado, entregava-se à rotina que endurece o coração, esgota a alma. Até o dia em que aceitou o convite do amigo Macalé, dono de revendedora de carros, e ganhou um presente e renasceu.
Francisco Quagliato nunca tinha pisado numa quadra, nunca tinha relado em uma bola laranja, nunca tinha visto um jogo pela TV. Não distinguia as regras, não sabia o que ver, no que reparar.
Espantou-se, primeiro, com a festa. "O ginásio gritava "sou ourinhense com muito orgulho e muito amor". Um lindo ato cívico."
Assombrou-se, em seguida, com a velocidade do jogo. "O placar mudava rápido, muito depressa. Era emoção demais. O sujeito precisa ser bom de relógio, viu? Senão a pressão explode."
Comoveu-se, por fim, com o desfecho. O time da casa, atordoado pela derrota, zanzava na quadra, enquanto as arquibancadas se esvaziavam. "Aquelas meninas me pareceram tão sozinhas. Não podia abandoná-las."
Naquela tarde, há menos de cinco anos, o basquete foi apresentado a Seu Chico, ou Chico, ou Chicão, ou Tio, ou, às vezes, Pai.
Apaixonado, Quagliato aproximou-se dos dirigentes do clube de Ourinhos. Ofereceu-se para patrocinar o projeto. Em troca, queria só conviver com as jogadoras, assistir a todos os treinos e partidas, "ajudar a sustentar o sonho".
Graças ao mecenas caipira, a pequena cidade no oeste paulista detém hoje o título brasileiro feminino. Ele não bancou somente os salários. Muitas vezes interveio e segurou a onda de Janeth e outras atletas, nessas crisezinhas triviais do dia-a-dia que a distância de casa só faz aumentar. "Enquanto uns mordem, eu assopro."
Quagliato insiste em minimizar seu papel. "O time não é caro. As meninas infelizmente não têm mercado, os salários são baixos. O dinheiro não me faz falta."
Então por que não surgem outros investidores, quiçá da bem-sucedida agroindústria, com o mesmo desprendimento, o mesmo interesse de apoiar o esporte? "Cada um tem seu passatempo. Uns gostam de iate, uns gostam de carro, outros de mulher bonita. O basquete é a minha alegria."
Mas o próprio Quagliato se antecipa e desautoriza a conclusão de que nossa sorte, então, depende da excentricidade de milionários idosos. Cheio de dedos, seja porque o Paulista começa no final deste mês, seja porque está transtornado com o fim do Americana (o grande rival de Ourinhos), ele sugere um plano de ação:
1) Investir em cidades com poucas opções de lazer. "Não faz sentido competir com o futebol."
2) Montar um projeto de ponta a ponta, da base ao time principal. "Isso envolve a comunidade e dá seqüência a todo o trabalho."
3) Contratar um craque, que vire referência para o torcedor, mas que se identifique com o projeto. "A Janeth é a primeira a chegar e a última a sair dos treinos."
4) Um título de vez em quando. "Senão a turma desanima."
Nesses quatro anos, Chicão aprendeu mais do que muita gente que nasceu e que morre(u) com o basquete brasileiro.
Investimento 1
Não se surpreenda se o aplicado Paulo Bassul, cuspido do basquete feminino brasileiro, fechar seu giro no exterior com um convite para assumir o Hondarribia. É a própria Maria Helena Cardoso, atual treinadora do time sensação do Espanhol, quem articula sua sucessão.
Investimento 2
O competente Carlos Renato dos Santos assumiu a coordenação do curso da arbitragem paulista. A primeira turma começa em abril.
Investimento 3
Ainda que devesse ter explicado melhor seus motivos, Nenê mostrou que não é mais criança com a decisão de boicotar a seleção enquanto Gerasime Bozikis estiver no comando (sic) do basquete nacional.
Fonte: Folha de São Paulo
Segunda-feira, Março 14, 2005
Posted
10:16 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
TORNEIO INÍCIO LMB 2005
LOCAL : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
DATAS : 19 E 20 DE MARÇO
CATEGORIAS : INFANTO (1989-90) E MINI(1993-94) MASCULINO E FEMININO
TAXA DE INSCRIÇÃO : R$ 10,00 (DEZ REAIS) POR EQUIPE ATÉ 17/03
PROMOÇÃO :
LIGA METROPOLITANA DE BASQUETE DE LONDRINA
PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA
FUNDAÇÃO DE ESPORTES
MAIORES INFORMAÇÕES : LMB2003@POP.COM.BR OU LMB2004@POP.COM.BR
Posted
10:15 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Prefeitura Municipal de Londrina
Fundação de Esportes
Este projeto foi aprovado pelo
Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos
Release Imprensa 04 2005
Resultados Basquete em trios
A Liga Metropolitana de Basquete de Londrina com o patrocínio da Fundação de Esportes da Prefeitura Municipal de Londrina e apoio da Rádio Jovem PAN, realizou o Torneio de Basquete em Trios do Zerão ¿ Jovem Pan nos dias 26 e 27 de fevereiro e 5 e 6 de março. Na categoria Infantil masculino marcaram presença 8 trios e os vencedores foram Murilo, Gabriel e Camilo. Na Categoria Feminino livre participaram 5 trios e as campeãs foram Isabel, Maura e Thaís. No Cadete masculino os campeões foram Daniel, Robert e Paulo que derrotaram outros 9 trios e na Categoria Livre Bruno, Rafael e Vinícius ganharam as medalhas de primeiro lugar após derrotarem 9 trios.
Os trios vencedores (1º, 2º e 3º lugares) receberam medalhas e os primeiros colocados levaram também o CD Duplo da Jovem Pan - as 7 melhores. Os alimentos arrecadados com o evento foram doados a LBV na segunda feira, dia 7 março, pelo presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina, Sr. Marival Antonio Mazzio Junior.
Maiores informações ¿ 3344-0733 ou 9994-2749 com Marival Junior ou no e-mail lmb2003@pop.com.br ou lmb2004@pop.com.br .
Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Posted
10:15 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
Coluna: Marcação Pressão Março 9, 2005
A GORDINHA LINDA E O CIÚME GENERALIZADO
Estou no meio do basquetebol há 32 anos e jamais deixei de conviver com o ciúme doentio e coletivo das oposições, sempre alguém esteve ou esta com este sentimento terrível. Quando a coisa não é comigo, o é com algum amigo. Vou explicar melhor: existe uma figura no basquete que é fascinante, de formas e curvas perfeitas, vistosa, macia e de textura incomparável, que nos estimula ao toque e com quem todos querem estar, o tempo todo é disputada apesar de ser gordinha. Só por conta deste nosso desejo de abraça-la com constância, temos que conviver com aqueles que nos rodeiam, com o tal sentimento de ciúme e concorrência, por sinal descabidos.
Como disse, a coisa acontece e não é de hoje. Recordo-me que nas categorias de base fomos incentivados a dormir com ela, e conheço muita gente que fez isto, a verdade é que os ciumentos não entendem que esta é uma paixão infanto-juvenil, que nos completa e acalma. Sempre que ela esta com a gente nos transforma no alvo de disputa e se momentaneamente nos escapa, sabemos que logo haverá a reconquista, numa relação coletiva de cumplicidade e bem querencia. Talvez sejam estas nuances que provoquem tantas reações nas pessoas amadas, que se sentem preteridas e em segundo plano quando temos um novo encontro com a ¿gordinha linda¿. Quando era garoto alguns amigos bobocas queriam chuta-la, sem saber diante do que estavam, e é por conta disto que relevo. Quando jovem, a namoradinha era a ciumenta e teimava a todo instante que a concorrência era desleal, houve um momento onde muitos de nós trataram-na profissionalmente e só por isso, o ciúme disfarçado se revestia de falsa tolerância, já que provia a subsistência. Muitos já casados e na categoria veteranos, com filhos e netos, continuam sofrendo por que suas mulheres continuam sem entender nada.
Tenho a convicção que entre os jogadores de basquete, quase que na total maioria, a relação com a gordinha linda é mais antiga, duradoura e com melhores perspectivas de continuar existindo, do que qualquer outra relação com os ciumentos. Caso alguém da turma do ciúme leia esta coluna, quero aproveitar para pedir compreensão e tolerância, afinal ¿ela¿ faz parte de nossas vidas e quase sempre nos da prazer e satisfação e para muitos de nós é um facilitador nos estudos e na formação do caráter e da personalidade. Influi nas amizades, nas atitudes sociais e culturais, nos leva a conhecer outros lugares, outros idiomas e costumes. E o maior segredo será revelado agora, temos um pacto de saúde e amor eterno.
A ¿gordinha linda¿, que carinhosamente chamamos de gorducha, redonda, pelota, é a bola do jogo, que aliás só quer ser tratada com maestria e técnica para ao final ultrapassar as malhas da redinha e poder ver estampado em nossos rostos a expressão de felicidade. Como se pode observar é uma relação perfeita, pois requer pouco, por tudo o que nos proporciona.
P.S.: Há quem diga, na turma do ciúme, que isto é fanatismo.
Eluiz Bueloni
Fonte : basquetecuritiba.blogger.com.br
Domingo, Março 13, 2005
Posted
10:09 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
TORNEIO INÍCIO LMB 2005
LOCAL : UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
DATAS : 19 E 20 DE MARÇO
CATEGORIAS : INFANTO (1989-90) E MINI(1993-94) MASCULINO E FEMININO
TAXA DE INSCRIÇÃO : R$ 10,00 (DEZ REAIS) POR EQUIPE
PROMOÇÃO :
LIGA METROPOLITANA DE BASQUETE DE LONDRINA
PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA
FUNDAÇÃO DE ESPORTES
MAIORES INFORMAÇÕES : LMB2003@POP.COM.BR OU LMB2004@POP.COM.BR
Posted
10:09 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
O MANUAL DO CANDIDATO
15/3/2005
Todos têm um sonho.
Mesmo ouvindo que estamos no caminho certo ou que em 2008 chegaremos lá, sonho por um basquete melhor.
O problema está em que eu, como muitos que também amam o basquete, não podem esperar até aquela data e desejam acordar o mais breve possível para realizar o que todos estamos sonhando desde 1987, ano da nossa última grande conquista.
Sei também que é muito fácil o devaneio de idéias embaladas pela noção missionária, fazendo-nos acreditar que temos a fórmula mágica para voltarmos a ser o que sempre fomos.
Sentados de frente para o mar, sentindo a brisa do Brasil que nos beija e balança desenhamos soluções miraculosas que de tão perfeitas nos parece impossível acreditar que ninguém tenha ainda pensado nelas.
O nosso basquete, entretanto, tem dentro de si um vulcão prestes a explodir e se não começarmos a discutir o que vai por nossas entranhas correremos o risco dos que estavam naquele paraíso insular quando foram surpreendidos pelas forças da natureza.
Conheço o basquete na sua linha de frente. Estive lá. Batalhei. Disputei o bom combate e senti o gosto da ¿bola do jogo¿ em minhas mãos.
Nunca estive na periferia das decisões, nem assisti impávido, ¿de camarote¿, às grandes conquistas de minha época.
Não fugi do jogo. Não afinei. Ganhei e perdi com a mesma cara, fruto da consciência de fazer o máximo pelo meu esporte.
Se isto tem algum valor para discutir sobre este tema é uma questão cheia de matizes, mas creio que certos assuntos devam ao menos serem citados para que os nossos candidatos tomem consciência e, ao modo deles, os incorporem em suas análises.
Estes são fatos que de dentro da minha trincheira percebi serem fundamentais para a administração do nosso esporte visando não só a formação de atletas com também a verdadeira expressão do jogo de basquete como entendemos.
ENTENDER NÃO SÓ O BASQUETE, BEM COMO O ESPORTE, COMO UM INSTRUMENTO PARA A EDUCAÇÃO DO ATLETA.
O esporte nos ensina a respeitar o próximo, a saber perder, a saber ganhar (que é muito mais importante), a não tripudiar sobre o adversário, a respeitar o próximo, a ter noção de hierarquia e respeito às leis vigentes.
O basquete dentro do contexto de educação através do esporte nos mostra como a intuição e a criatividade, dentro dos limites da legalidade, são importantes para o desenvolvimento do caracter e a formação do cidadão.
A vitória a qualquer preço, o conluio e os acordos das altas horas, a não observação dos preceitos mais básicos de cidadania e do bem comum jamais deverão ser confundidos com o desejo de vencer e a competição sã e esportiva, já que estes estão presentes em nosso cotidiano onde as barras dos tribunais ainda têm valor de justiça.
EXIGIR DOS CLUBES O MAIOR EMPENHO NO ACOMPANHAMENTO DOS ESTUDOS DE SEUS ATLETAS ATÉ A CATEGORIA JUVENIL.
Não se pode pensar em entendimento do jogo sem a educação formal dos atletas. Nossos principais centros de formação deixam seus melhores jogadores sem acesso aos estudos, pois simplesmente não exigem e não verificam se tais talentos freqüentam as aulas.
Muitos pais que vêem em seus filhos como esperança de um futuro que nunca tiveram competência para conquistar, crêem que a situação financeira da família será resolvida com o ainda incerto talento de seus filhos e os abandonam na sua educação formal criando uma situação muito delicada tanto para eles quanto para seus entes queridos.
Muitos atletas vêm para grandes centros do basquete ainda meninos e são deixados em repúblicas ou casas de família onde ficam por sua conta e risco perdendo a referência de autoridade e responsabilidade.
A influência da família e da educação formal é fundamental para a formação do atleta e do indivíduo, pois nem todos os talentos vingam e muitos se vêem em pouco tempo sem basquete, sem estudo, sem trabalho e, o que é pior, sem perspectiva de vida.
O basquete tem responsabilidade quase total nesse processo e deve ao menos garantir a estes talentos-mirins, que não vingaram como atletas, a educação formal para que prossigam as suas vidas de forma digna e honrosa.
PROMOVER A DIMINUIÇÃO DOS NÍVEIS DE COMPETIÇÃO NOS CAMPEONATOS DAS CATEGORIAS MENORES EM BENEFÍCIO DO ENSINO APROPRIADO DO JOGO E SEUS FUNDAMENTOS.
O correto aprendizado do jogo passa pela total falta de competição no período de ensinamento dos fundamentos do basquete.
Ensinar tendo que vencer campeonatos é uma tarefa praticamente impossível de ser executada pelo melhor educador.
Determinar quem é o melhor ou o pior é uma atrocidade sem tamanho para o inseguro ego em formação de nossos pequenos talentos.
O crescimento e o desenvolvimento de nossos atletas variam de indivíduo para indivíduo e esta característica fundamental do ser humano deveria ser respeitada no ensinamento apropriado do jogo.
No atual esquema de competições é muito difícil ensinar, por exemplo, os fundamentos de passe e drible a um pivô.
Se tocarmos em princípios como coordenação motora e visão de jogo a tarefa torna-se impossível caso a competição feroz seja a tônica de ensinamento.
Até para competir são necessários ensino e treinamento.
Todo pai se vê em seu filho. Todo técnico quer chegar à seleção. Todo dirigente tem as suas idéias de como organizar uma competição.
Todo futuro talento sofre com estas nuances emocionais que decorrem da ambição e do ego de outrem.
ISENTAR OS CLUBES FILIADOS DO PAGAMENTO DE TAXAS DE ARBITRAGENS NOS JOGOS ATÉ A CATEGORIA INFANTO-JUVENIL.
Princípios só serão válidos quando puderem ser usados mesmo quando forem inconvenientes.
Nossa base de sustentação são os clubes e estes só poderão nos dar talentos que garantam a continuidade de nosso esporte se tiverem condições financeiras para a formação dos mesmos.
A formação do futuro talento esportivo deve ser facilitada em detrimento de qualquer vantagem financeira que uma taxa de federação possa significar.
Formar talentos é a função das categorias de base.
GARANTIR AOS CLUBES FILIADOS QUE DISPUTAM A DIVISÃO PRINCIPAL, O DIREITO DE ORGANIZAÇÃO DE SEUS CAMPEONATOS.
Os clubes têm o direito de escolher o melhor para as suas necessidades.
Os direitos de transmissão, a forma de competição, o marketing e as arbitragens devem ser administradas por quem efetivamente faz o espetáculo e torna o basquete um fenômeno de mídia no mundo inteiro.
Infelizmente no seu conjunto o basquete brasileiro está cada vez mais pobre.
O campeonato máximo de um país é e sempre será o exemplo a ser seguido por clubes, atletas, dirigentes e árbitros não envolvidos na competição.
Apenas este fator gera o interesse e a vontade de participar, bem como a necessidade de continuar entre os melhores, o que não deixa de ser um dos grandes motivos para o sucesso do nosso esporte.
Normatizar as competições, garantir a correta aplicação dos regulamentos, gerir as seleções nacionais de todas as categorias e fomentar o bom ensinamento do basquete em todos os níveis seriam as verdadeiras atribuições de nossa entidade máxima.
Agradeço a atenção.
Marcel de Souza
Databasket.com - administração
marcel@databasket.com
Posted
10:08 PM
by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR
PAPOS QUE NÃO DEVERIAM SER FURADOS. 3/11/2005
A discussão do momento é a necessidade de serem criadas Associações de Clubes em torno de uma Liga Nacional,e a criação de Associações de Técnicos, ou mesmo um Sindicato de Jogadores.É um papo-furado que escuto a 30 anos, com a mais primária das constatações,NINGUÉM se apresenta DECISIVAMENTE para liderar tais movimentos, pois os mesmos são fundamentados, única e exclusivamente na credibilidade de quem os propõem, e credibilidade tem como estrutura básica a aceitação de uma liderança que desencadeará as discussões, que quanto mais democráticas forem, maiores as possibilidades de alcançarem sucesso em suas pretensões. O que se vê, e temos visto desde sempre é a proposição desses temas no meio de um tiroteio de interêsses e vaidades, frustrando de saída as possibilidades de entendimento e coesão. Ademais,todo esse emaranhado de futricas e propositais mal-entendidos só beneficia quem se mantêm no poder,e não é surprêsa nenhuma a sua ausência no fóco das discussões.Por que se arriscar discutindo quando se têm os ases nas mangas? Fala-se na Liga Nacional como a salvação do basquetebol,mas no fundo o que se disputa é a apropriação das verbas oficiais, de patrocinadores e da mídia.Com o dominio das mesmas nas mãos TUDO pode ser feito,desde a garantia de salários até o jogo político de influências, como alguns dos interessados já o fazem de a muito tempo. A importância política dos desportos sempre foi uma realidade para os iniciados, aí incluidos os militares pós mundial de futebol de 1970, aos prefeitos construtores de estádios suntuosos, passando pelos médicos que disputaram a tapa as verbas para os laboratórios de fisiologia do esforço, e que se especializaram em dobras cutâneas e débito de oxigênio, assim como os expertos e maquiavélicos empresarios que geraram a era do culto ao corpo, com a facilitação da formação dos professores de Ed.Fisica fora da área humanistica e lançados nos braços da formação paramédica.Centros de formação de administradores,como a FGV,mantêm cursos de MBA para essa área, que se tornou na galinha dos ovos de ouro de nosso tempo. Claro, com a exclusão da Escola e da educação integral e de qualidade.Mencionam o exemplo da Europa,da Argentina,dos Estados Unidos, que têm ligas fortes e organizadas, mas se calam e jamais mencionam que a base de tudo aquilo gira em torno de fortíssimas,coesas e decisivas associações de técnicos, pois estes,ao contrário dos dirigentes, é que detêm o poder da continuidade do jogo, de suas regras,de seus conceitos, e principalmente de sua ética. Mas entre nós inexiste essa coesão, e sabem porque? Não? Então dou algumas pistas. Para começar definam quais critérios são empregados na escolha de técnicos de seleções nacionais, da formação à principal? São critérios técnicos ou políticos? E quanto aos administradores dessas seleções? São movidos pelo conhecimento da modalidade ou pelo conhecimento e importância política? Quais parâmetros técnicos são desenvolvidos e incluidos na formação de nossos jóvens,tanto no aspecto regional como nacional? Como são formados nossos técnicos? Nossos árbitros? Nossos estatísticos? Nossos preparadores físicos? Nossos assistentes? São muitas as perguntas, cuja única resposta estaria incluida na união, se é que é possivel,dos técnicos desse país. Somente eles terão as respostas, darão seguimento às nossas tradições, defenderão o espirito e a essência do jogo,fundamentando o futuro. Anos atrás ajudei a fundar duas associações nacionais e uma no Rio,que foram sublimes enquanto existiram em torno de nomes como Antenor Horta, Moacyr Daiuto,Geraldo da Conceição, e muitos outros que exerciam verdadeiras e honestas lideranças. Foi uma época de realizações, tanto nas salas de reuniões, nas salas de aulas, como dentro das quadras. Muito foi conseguido, mas a força dos políticos e da ignorância massificada em torno de influências mercadológicas fizeram que todo aquele esfôrço sucumbisse para o que aí está.Mas foi uma época de construção e não de papo-furado. Sugiro do fundo do coração que todos aqueles que amam realmente o basquetebol, basicamente os técnicos, se reunam,se unam em torno de mesas por esse Brasil afora, na certeza de serem os ÚNICOS que podem nos tirar desse atoleiro de três décadas. Depois disso ser concretizado, a Liga será mais um dos elementos que comporão nosso futuro.Mas para tudo isso terão de ter peito, e não vaidade e suscetibilidades anacrônicas e infantís. Levantem a bola, como os antigos fizeram, e dêem seguimento ao jogo. Amén.
paulomurilo.blogspot.com
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