Basquete em Londrina

Sexta-feira, Abril 01, 2005


Reflexões da metade do campeonato

A BBHEART apontou o Telemar, o COC e o Unitri como favoritos da competição desde o início. Os resultados vêm confirmando a previsão, embora nem sempre estas equipes venham se apresentando convincentemente. Os rigores do calendário e falta de estrutura do campeonato faz o nível técnico se nivelar por baixo. O interessante será descobrir qual dos predicados triunfará no final: a experiência, a intensidade ou o jogo coletivo? Quem viver verá!

Eis uma breve análise do desempenho das equipes até agora:

COC: Apesar da pouca contribuição do banco de reservas, o COC vem fazendo uma excelente campanha na competição. Trata-se de uma equipe traiçoeira. Qualquer descuido e eles abrem uma boa vantagem. Todos jogam com grande intensidade e alguma irregularidade também. Murilo e Renato estão com certeza na seleção do campeonato. Arthur e Nezinho não vêm muito atrás.

Telemar: Os problemas defensivos e de seleção dos arremessos parecem ser parte do passado. A equipe atingiu sua oitava partida consecutiva sem derrota, alternando jogos muito bons e vitórias contando com a experiência no final. No melhor ataque da competição (97,7 ppj), Ratto está com uma pontaria certeira de três pontos, Marcelinho continua rendendo muito bem (apesar dos descuidos defensivos) e o pivô Sandro voltou a sua melhor forma.

Unitri: Não há como negar que disputar duas competições ao mesmo tempo é pedreira. Além do mais com tantas viagens (e algumas de ônibus). A equipe conta com um elenco completo, a melhor defesa da competição e um ataque bem balanceado. A dependência do armador Valtinho pode preocupar. O americano Myron vai ajudar bastante quando se entrosar melhor. A tendência é crescer no final.

Minas: A surpresa da competição. Daniel e Espiga vêm fazendo um campeonato muito bom. O sistema de jogo proposto pelo técnico Flávio Davis vem funcionando. A garotada do banco joga com muita vontade. Com um bom americano, a equipe poderia ir bem longe.

Uniara: A luz no fim do túnel de nosso basquete. João Marcelo tem na mão uma equipe jovem, talentosa e com bom padrão tático. Os pivôs, por serem os veteranos, recebem muitas bolas (raro de se ver no Brasil). Matheus é um líder por exemplo. É o time mais interessante de se ver jogar na competição. Olho nos jogadores Edu e Dedé, vão longe.

Brasília: Até agora a maior decepção. Um elenco rico em opções, experiente e versátil, que não conseguiu se entrosar. Além disto, fora de casa cai muito de rendimento. A defesa parece ser um problema. A dependência ofensiva do Kenya também (estranho, com tantas opções). O Arnaldinho ainda não encontrou seu lugar.

Ajax: Agilidade na defesa, contra-ataques e o segundo em percentual de três pontos do campeonato têm garantido a equipe entre os primeiros. Os problemas são a quantidade de erros e os rebotes. Os estrangeiros não ajudam muito. A carga está toda sobre o tripé Manteiguinha, Juliano e Diego. E tem também o cansaço da Liga.

Ulbra: Uma tabela terrível somada a aquisição de estrangeiros muito fracos praticamente afastou a possibilidade da classificação da equipe. Além disto, o time perdeu quatro jogos por um ponto de diferença. A defesa tem rendido, mas o ataque não. O armador Danilo está tendo que assobiar e chupar cana. O pivô Macetão está fazendo sua melhor temporada da carreira.

Joinville: Outra decepção. Mudou de técnico e nada adiantou, apesar de contar com um elenco razoável. Tem o pior lance livre da competição, o que demonstra problemas no treinamento. Só ganhou duas partidas fora de casa. Chegou a perder oito seguidas.

SJ Pinhais: Uma boa equipe, colhendo resultados inferiores. O armador Daniel Caçamba (apesar de prender a bola em demasia e errar alguns passes) e o pivô William vêm dando conta do recado. Marcio tem tido dificuldades. A equipe não conta com outro ala de peso para dividir com ele a responsabilidade. O problema está em atuar fora de casa. Luta por vaga entre os oito.

Paulistano: A irregularidade personificada. Venceu cinco seguidas e depois sofreu derrotas estranhas. Falta ímpeto. A equipe apresenta momentos de completa desconcentração, perdendo rebotes, sendo batida com facilidade na defesa e errando bolas fáceis no ataque. Alguns jogadores andam rendendo pouco. Apesar disto tudo, ainda está entre os oito pela qualidade do elenco.

Limeira: Mais uma decepção. Vice no Paulista. Atua como time pequeno no Brasileiro. Ainda não venceu fora (oito derrotas). Falta um ala para pontuar com regularidade. Os lances livres e os arremessos de três insistem em não cair. Não sabe atacar contra zona. E ainda, a tabua de rebotes não está funcionando. A equipe precisa melhorar muito.

Franca: O Robin Hood do campeonato. Vitórias contra o Telemar, Unitri e Brasília. Derrotas para Macaé, Joinville e Londrina. Vai se entender! O elenco é reduzido, com carência séria nos pivôs. O time é voluntarioso e aguerrido. Se não fosse a tradição e a categoria do armador Guilherme, a coisa poderia estar muito mais feia ainda.

Macaé: As contusões e os problemas estruturais têm afetado bastante. Trata-se de uma equipe rápida e voluntariosa com problemas sérios de valorização da posse de bola. O Gustavo e o Rodrigo estarão com certeza em equipes grandes na próxima temporada. É o time que mais arremessos de três tenta com o pior percentual. Três derrotas em casa sucessivas podem desestabilizar.

Mogi: Uma equipe muito mal montada. Cheia de armadores, com alas limitados e pivôs irregulares. Não está em último por acaso. Perdeu Paulinho, sua melhor opção ofensiva. Falta talento, pontaria (15º em três pontos e dois pontos) e equilíbrio defensivo. Não venceu ainda fora de casa.

Londrina: A filial do Pinheiros. Vale lembrar que esta equipe chegou em último no Paulista. Que o Charles é um bom jogador, tudo bem. Mas ser destaque de um time de garotos só prova a deficiência desta geração. Pior ataque da competição associado a muitos erros. Lances livres também não são o forte. Só tem chance em casa, se a torcida ajudar.

Críticas e sugestões: bbheart@bbheart.com.br
Fonte : bbheart.com.br


TORNEIO INÍCIO Liga Metropolitana de Basquete de Londrina 2005
Fase 2

INSCRIÇÕES

Associação Cristã de Moços ¿ Infantil Feminino
AREL ¿ Infantil Masculino, Infantil Feminino e Pré Mini masculino
Associação Londrinense de Basquete ¿ Juvenil Masculino 1 e 2, Infantil Masculino 1 e 2
Assis SP ¿ Infantil Masculino
Associação Maringaense ¿ Juvenil masculino e Juvenil Feminino
Colégio Champagnat ¿ Infantil Masculino
Colégio Olympia Tormenta ¿ Infantil Masculino
Colégio Maxi ¿ Pré Mini masculino e Pré Mini Feminino
Colégio São José/Apucarana ¿ Juvenil masculino, Infantil Masculino e Infantil Feminino
Núcleo Barão de Basquetebol Londrinense ¿ Infantil Feminino e Infantil Masculino
Londrina/Colégio Nobel ¿ Juvenil Feminino
Autarquia Mun. de Esportes Andirá/CEFET-PR-CP - Infantil Feminino e Pré Mini Feminino 1 e 2
Cristófoli/Campo Mourão ¿ Juvenil Masculino 1 e 2, Infantil masculino e Juvenil Feminino
Iate/Cultura Inglesa ¿ Juvenil Masculino, Infantil Masculino 1 e 2, pré mini Masculino
Pref. Mun. Cambé ¿ Infantil Feminino
Paranvaí ABASP ¿ Juvenil Masculino, Infantil Masculino e Juvenil Feminino

OBS. : AS EQUIPES DEVERÃO FAZER O ACERTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO ANTES DO SEU PRIMEIRO JOGO.(R$10,00 por equipe). Os jogos serão arbitrados pelos iniciantes que fizeram o curso dia 19 de março auxiliados por árbitros mais experientes.

Pré Mini Feminino ¿ PMnF ¿ 1995-96
Grupo Único
· Col. Maxi
· Andirá /CEFET CP A
· Andirá /CEFET CP B

Pré Mini Masculino ¿ PMnM ¿ 1995-96
Grupo Único
· Col. Maxi
· Iate/Cultura Inglesa
· AREL
Infantil Feminino ¿ IF ¿ 1991-92
Grupo A
· NBBL
· AREL
· Andirá/CEFET
Grupo B
· ACM/ALB
· Colégio São José - Apucarana
· PM Cambe
Infantil Masculino ¿ IM ¿ 1991-92
Grupo A
· Iate/Cultura Inglesa 1
· ALB 2
· Campo Mourão

Grupo B
· ALB 1
· Colégio Olympia Tormenta
· Assis SP

Grupo C
· Paranavaí ABASP
· Colégio Champagnat
· AREL

Grupo D
· Iate/Cultura Inglesa 2
· Colégio São José /Apucarana
· NBBL

Juvenil Feminino ¿ JF ¿ 1987-88
Grupo Único
· Londrina/Colégio Nobel
· Assoc. Maringá
· Campo Mourão
· Paranavaí ABASP

Juvenil Masculino ¿ JM ¿ 1987-88
Grupo A
· Iate/Cultura Inglesa 1
· ALB 2
· Campo Mourão 2
· Colégio São José/Apucarana

Grupo B
· ALB 1
· Campo Mourão 1
· Assoc. Maringá
· Paranavaí ABASP

Tabela de Jogos Geral
Quadra 2
Jogo 1 ¿ AREL X Col. Maxi ¿ PMnM ¿ 09:00
Jogo 2 ¿ AREL X NBBL ¿ IF ¿ 09:25
Jogo 3 ¿ Col. Maxi X Iate/Cultura Inglesa ¿ PMnM ¿ 09:50
Jogo 4 ¿ Col. Maxi X Andirá/CEFET CP ¿ PMnF ¿ 10:15
Jogo 5 ¿ Iate/Cultura Inglesa X AREL ¿ PMnM ¿ 10:40
Jogo 6 ¿ Colégio Maxi X Andirá /CEFET CP B ¿ PMnF ¿ 11:05
Jogo 7 ¿ Andirá /CEFET CP B X Andirá /CEFET CP A ¿ PMnF ¿ 11:30
Jogo 8 ¿ ACM/ALB X PM Cambe ¿ IF ¿ 11:55
Jogo 9 ¿ Perdedor Jogo 2 X Andirá /CEFET CP ¿ IF ¿ 12:20
Jogo 10 ¿ Perdedor Jogo 8 X Colégio São José/Apucarana ¿ IF ¿ 12:45
Jogo 11 ¿ Vencedor Jogo 2 X Andirá /CEFET CP ¿ IF ¿ 13:10
Jogo 12 ¿ Vencedor Jogo 8 X Colégio São José/Apucarana ¿ IF ¿ 13:35
Jogo 13 ¿ 2º lugar Grupo A X 2º lugar Grupo B ¿ IF ¿ 14:00
Jogo 14 ¿ 1º lugar Grupo A X 1º lugar Grupo B ¿ IF ¿ 14:25
Jogo 15 ¿ Londrina/Colégio Nobel X Paranavaí ABASP ¿ JF ¿ 14:50
Jogo 16 ¿ Assoc. Maringá X PM Campo Mourão ¿ JF ¿ 15:15
Jogo 17 ¿ Iate/Cultura Inglesa 1 X Col. São José/Apucarana ¿ JM ¿ 15:40
Jogo 18 ¿ ALB 2 X Campo Mourão 2 ¿ JM ¿ 16:05
Jogo 19 ¿ Londrina/Colégio Nobel X PM Campo Mourão ¿ JF ¿ 16:30
Jogo 20 ¿ Assoc. Maringá X Paranavaí ABASP ¿ JF ¿ 16:55
Jogo 21 ¿ Iate/Cultura Inglesa 1 X Campo Mourão 2 ¿ JM ¿ 17:20
Jogo 22 ¿ ALB 2 X Col. São José/Apucarana ¿ JM ¿ 17:45
Jogo 23 ¿ Paranavaí ABASP X PM Campo Mourão ¿ JF ¿ 18:10
Jogo 24 ¿ Londrina/Colégio Nobel X Assoc. Maringá ¿ JF ¿ 18:35

Tabela de Jogos Geral
Quadra 1
Jogo 1 ¿ ALB 2 X Iate/Cultura Inglesa 1 ¿ IM ¿ 09:00
Jogo 2 ¿ ALB 1 X Col. Olympia Tormenta ¿ IM ¿ 09:25
Jogo 3 ¿ AREL X Colégio Champagnat ¿ IM ¿ 09:50
Jogo 4 ¿ NBBL X Iate/Cultura Inglesa 2 ¿ IM ¿ 10:15
Jogo 5 ¿ Perdedor Jogo 1 X Campo Mourão ¿ IM ¿ 10:40
Jogo 6 ¿ Perdedor Jogo 2 X Assis SP ¿ IM ¿ 11:05
Jogo 7 ¿ Perdedor Jogo 3 X Paranavaí ABASP ¿ IM ¿ 11:30
Jogo 8 ¿ Perdedor Jogo 4 X Col. São José /Apucarana ¿ IM ¿ 11:55
Jogo 9 ¿ Vencedor Jogo 1 X Campo Mourão ¿ IM ¿ 12:20
Jogo 10 ¿ Vencedor Jogo 2 X Assis SP ¿ IM ¿ 12:45
Jogo 11 ¿ Vencedor Jogo 3 X Paranavaí ABASP ¿ IM ¿ 13:10
Jogo 12 ¿ Vencedor Jogo 4 X Colégio São José/Apucarana ¿ IM ¿ 13:35
Jogo 13 ¿ 1º lugar Grupo A X 1º lugar Grupo C ¿ IM ¿ 14:00
Jogo 14 ¿ 1º lugar Grupo B X 1º lugar Grupo D ¿ IM ¿ 14:25
Jogo 15 ¿ Perdedor Jogo 13 X Perdedor Jogo 14¿ IM ¿ 14:50
Jogo 16 ¿ Vencedor Jogo 13 X Vencedor Jogo 14 ¿ IM ¿ 15:15
Jogo 17 ¿ ALB 1 X Campo Mourão 1 ¿ JM ¿ 15:40
Jogo 18 ¿ ALB 1 X Paranavaí ABASP ¿ JM ¿ 16:05
Jogo 19 ¿ Assoc. Maringá X PM Campo Mourão 1 ¿ JM ¿ 16:30
Jogo 20 ¿ Assoc. Maringá X Paranavaí ABASP ¿ JM ¿ 16:55
Jogo 21 ¿ Campo Mourão 1 X Paranavaí ABASP ¿ JM ¿ 17:20
Jogo 22 ¿ ALB 1 X Assoc. Maringá ¿ JM ¿ 17:45
Jogo 23 ¿ Paranavaí ABASP X PM Campo Mourão ¿ JM ¿ 18:10
Jogo 24 ¿ Londrina/Colégio Nobel X Assoc. Maringá ¿ JM ¿ 18:35
Jogo 25 ¿ 2º lugar Grupo A X 2º lugar Grupo B ¿ JF ¿ 19:00
Jogo 26 ¿ 1º lugar Grupo A X 1º lugar Grupo B ¿ JF ¿ 19:25

Inscrição : As inscrições serão aceitas via internet ou pessoalmente até o dia 30 de março para a fase 2. As equipes que quiserem participar do Torneio Início LMB 2005 deverão pagar uma taxa de R$ 10,00 (dez reais) por equipe. Apenas poderá participar do Torneio Início as entidades que estiverem com os pagamentos de taxas de 2003 e 2004 acertadas. As entidades que quiserem parcelar a dívida, entrar em contato com Marival Junior (9994-2729)
Premiação : os(as) 12 atletas das 3 (três) equipes primeiras colocadas de cada categoria receberá uma medalha de 1º, 2º ou 3º lugar. A entidade que conseguir ganhar qualquer uma das categorias estará isenta da taxa de inscrição do Campeonato LMB 2005 de 1 das equipes.
Tempo de jogo : cada jogo terá duração de 2(dois) tempos de 8(oito) minutos com intervalo de 3 (três) minutos entre os dois tempos. O Cronômetro apenas será travado nos Tempos Técnicos e nos Lances Livres e após os últimos 2 (dois) minutos do jogo apenas quando a bola for fora (lateral ou fundo da quadra) ou falta. Prorrogação de 3 minutos com os últimos 2 (dois) minutos do jogo apenas quando a bola for fora (lateral ou fundo da quadra) ou falta.
Faltas Coletivas : a partir da 3ª (terceira) Falta Coletiva de cada tempo a equipe será punida com 1(um) Lance Livre.
Faltas Individuais : Cada atleta terá direito a 3(três) Faltas Individuais por jogo. Após feita a 3ª falta ele estará excluído do jogo podendo ser substituído.
Tempos Técnicos : Cada equipe terá direito a 2(dois) Tempos Técnicos por jogo de 40" (quarenta segundos) , independente do Tempo de jogo.
Regras do jogo : as regras do Torneio Início são as regras oficiais da CBB com as alterações acima. Nas categorias Pré mini e mini a bola e a tabela serão a mirim, na categoria infantil apenas a bola será a mirim. Nas categorias femininas a bola utilizada será a mirim pela falta da bola oficial feminina.

Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina


MUDANÇAS À VISTA! 3/31/2005
Desde Setembro do ano passado venho publicando artigos nesse singelo blog,sem imagens,diagramas,videos,a não ser textos,com algumas lembranças e testemunhos de uma caminhada de mais de 40 anos pelo mundo do basquetebol.O que mais me impressionou durante todo esse tempo das publicações, foi a total ausência de qualquer comentário,um que fosse,emitido por aqueles que os leram,como se tivessem tomado conhecimento de relatos acima de quaisquer dúvidas, verdades indiscutíveis.Como temo toda e qualquer unanimidade,optei em procurar pelos meios a que tive acesso,sites,jornais,revistas,outros blogs e ferramentas de procura na rêde,qualquer pista de respostas,mesmo tênues para o que vinha publicando.E eis que me deparei com um sem número de inclusões do blog nos sites de pesquisa,além de vários pedidos de repubicação por outros blogs congêneres,e ai tive a prova de que,mesmo sem ter sido questionado diretamente,atingi um pequeno público interessado na matéria.Por isso,e só por isso, dei continuidade ao trabalho,que não é muito diferente daquele que desenvolvi no magistério superior e como técnico,sempre voltado para a pesquisa e a divulgação das mesmas.E está sendo encorajadora a sensação de que, de alguma forma,vislumbramos mudanças importantes no comportamento de grupos e pessoas ligadas ao basquete,e que de alguma forma influenciei um pouco nessas mudanças. Temos alguns exemplos,como a reunião de técnicos de Curitiba em um ciclo de discussões,como a dessa semana onde será analisado e estudado o Passing Game,sistema de jogo ao qual dediquei muitas linhas de combate sem tréguas contra essa triste experiência, que empobreceu nossa técnica e encerrou nossos técnicos em uma camisa de força de triste memória e teimosa presença.O lançamento das escolinhas de basquete da Associação de Veteranos de Basquetebol do Rio de Janeiro é outra constatação de que aos poucos aqueles que outrora engrandeceram a modalidade abrem suas portas para os jovens,em vez de se dedicarem ao lazer e recordações dos tempos passados.Essas Associações têm no seio de seus adeptos o que de melhor existiu no basquetebol brasileiro,e quer queiram ou não, são a memória viva de nosso passado brilhante,e que cabe a eles repassarem seu entusiasmo aos jovens,tanto pelo exemplo de continuarem a praticá-lo, como pela função patriótica de divulgá-lo junto aos mesmos. Também alguns sites bastante ligados à divulgação da NBA já abrem espaços de discussão,como o da criação de uma Liga Nacional, assim como enfocam a sucessão na CBB dentro de critérios éticos técnicos e até politicos. Aos poucos espocam aqui,e acolá, movimentos ainda dispersos que visam uma salutar discussão sobre o nosso futuro,o futuro do basquetebol.Que sejam benvindas essas mudanças, ausentes a longo tempo de nosso meio, e que se multipliquem para termos,com certeza,dias muito,muito melhores.Aqui dessa humilde trincheira continuarei a abordar esse tema que me apaixonou desde muito cêdo e ao qual prometi amar enquanto lúcido e capaz de estudá-lo,pesquisá-lo e divulgá-lo.Mas bem que um comentário seria bem-vindo,pelo menos um...
Fonte : paulomurilo.blogspot.com


Quarta-feira, Março 30, 2005


Release imprensa 06 2005

Londrina, 30/03/2005

LIGA DE BASQUETE REALIZA TORNEIO INÍCIO ¿ Fase 2

A Liga Metropolitana de Basquete de Londrina e Fundação de Esporte da Prefeitura Municipal de Londrina, através do projeto aprovado pelo Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos, realizará nos dias 02 e 03 de abril (Sábado e Domingo) o Torneio Início - Fase 2 de 2005 no Ginásio Santanna do Centro de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina. No Torneio Início são disputadas partidas com 2 tempos de 8 minutos, com menos faltas coletivas e individuais e divididas nas categorias pré mini (nascidos em 1995-96), infantil (nascidos em 1991-92) e juvenil (nascidos em 1987-88) e contará com a presença de equipes de Londrina e região.
Na categoria infanto masculino a equipe Iate Clube de Londrina/Cultura Inglesa foi a vencedora, a equipe da AREL foi vencedora no Mini feminino e a equipe da P.M. Cambé foi campeão no Mini masculino. A equipe Londrina/Colégio Nobel de basquetebol feminino iniciou bem a sua trajetória do ano de 2005 vencendo a categoria infanto feminino. Preparando a base para a disputa da categoria Juvenil da LMB 2005, para o Campeonato da Federação Paranaense de Basketball e Jogos da Juventude do Paraná, a equipe neste ano será patrocinada pelo Colégio Nobel, FisioCen, Academia Ensaio e Moinho Globo e treinada pelo técnico Tim, também técnico da equipe adulta de Londrina, contou com a presença das atletas Maura, Isabel, Marília, Bárbara, Ana Cláudia, Amanda, Daiana, Thaís, Camila, Aline e Mayra.
O Torneio Início foi uma promoção da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina, Fundação de Esportes e Prefeitura Municipal de Londrina com o apoio da Universidade Estadual de Londrina.


Marival Junior
Presidente da LMB


FALEMOS UM POUCO DE TÁTICAS E SISTEMAS
Acabo de assistir pela TV as quartas de final do campeonato universitário norte americano, numa louvável iniciativa da ESPN INTERNACIONAL que nos tem brindado,entre outras transmissões, com campeonatos de sinuca,habilidade com bolinhas e um inacreditável mundial de pôquer.Deve haver mercado para tais modalidades,mas não precisavam exagerar.Mas valeu pelo basquetebol,que nos deu uma excelente oportunidade de comprovar o verdadeiro potencial da modalidade nas terras do Tio Sam.Também inacreditável a constatação de que os dezesseis classificados nas quatro chaves nacionais jogavam rigorosamente iguais,no mesmo sistema,e com as mesmas jogadas,diferenciando-se entre si pelo maior ou menor talento de seus jogadores.E ai está o grande segredo do basquete americano,a homogeinização do sistema de jogo,que tem seguimento na NBA,só que em 24 segundos de posse de bola,em vez dos 35 segundos dos universitários, pois esse tempo extendido mantêm os técnicos no total comando e controle das ações dentro da quadra,o que é impossivel entre os profissionais,daí o fracasso de um Rick Pitino quando na NBA, num evidente contraste com sua impressionante atuação na NCAA. O potencial defensivo tinha como pilar performático,não só a total entrega dos jogadores,mas principalmente o mais profundo conhecimento das ações ofensivas dos adversários pela similitude de seus sistemas.Por essa razão as interceptações de bola eram frequentes,assim como os bloqueios próximos à cesta.Vimos equipes com fortissimo potencial nos três pontos serem superadas pelo jogo centrado nos dois pontos,principalmente através os pivôs.Testemunhamos o ápice das jogadas de um contra um desenvolvidas por especialistas no drible,mas que enfrentavam flutuações e fortes coberturas.Como na NBA essas ações são praticamente excluidas, dão aos atacantes espaços para jogadas de maior efeito plástico,que é o fator mais valorizado pelos expectadores, pelos comentaristas e pelos jovens mundo afora.Mas a maior lição que as equipes nos deram foi a consistência defensiva.Entre nós,frequentemente,cometemos faltas pessoais até nos últimos segundos de um ataque de 24 segundos do adversário,pois não conseguimos manter a atitude defensiva por um longo tempo.Dá gosto assistir uma equipe universitária americana manter a atitude defensiva pelos 35 segundos que duram os ataques,sem esmorecer,sem dar folgas.Se entre nós estabelecessemos a regra dos 35 segundos nas divisões de base teriamos,pelo treinamento e pela continuidade um significativo aumento na tão desejada atitude defensiva, assim como ampliariamos os comportamentos táticos ofensivos e melhores ações de técnica individual,principalmente o drible.Chega a ser lastimável vermos equipes infantis e infanto-juvenis jogando dentro das limitações dos 24 segundos que não respeitam seu desenvolvimento mental e nervoso.Poderiamos inclusive extender para 40 segundos as ações ofensivas dos mirins e mini-basquetebol,para dessa forma criarmos uma escala didática que respeitasse a evolução psicomotora dos jovens.É dessa forma que os americanos e europeus desenvolvem seu basquetebol,tendo como consultores e executores os professores e técnicos,reservando aos burocratas as funções que lhe dizem respeito. Mas,assim como a homogeinização do sistema de jogo,o Passing-Game,é a tônica do basquete universitário americano,fator alimentador de talentos para a NBA, levou ao fracasso dos mesmos nas competições internacionais,pelo simples fato de algumas nações não o empregarem, e que foi copiado "in extremis"por nossos técnicos,poderiamos nos unir às mesmas na fuga da influência do norte,para voltarmos às nossas raízes,não muito diferentes das que transformaram paises que nunca nos venceram,nos donos atuais do basquetebol internacional.Mas para que isto possa vir a ocorrer, seria necessario,entre outras coisas, que os jovens cronistas e jornalistas tão atuantes hoje em dia se debruçassem um pouco em nosso passado,que o pesquisassem, para após conhecê-lo pudessem realmente divulgar a nossa realidade,que em absoluto é a que hoje divulgam e em alguns casos endeusam, pois se campeões fomos sendo conotados pela FIBA como a quarta maior nação basquetebolística do século XX, não estamos merecendo a correta divulgação e consequente valorização por intermédio de seus testemunhos, que na maioria das vezes pecam pelo deslumbramento de realidades estranhas às nossas, e pelo canhestro desconhecimento de nossas técnicas,de nossos verdadeiros técnicos e de nossa autêntica e esquecida forma de jogar.A essência do verdadeiro jornalista é o profundo conhecimento da história e do passado,fatores que explicam o presente e que sedimentam o futuro, e que são as variáveis intervenientes na mais simples das pesquisas.Desconhecer tais valores não só comprometem a verdade,mais acima de tudo conota a ignorância, proposital ou não.Estudem então.
Fonte : Paulomurilo.blogspot.com


Prefeitura libera R$ 150 mil para o basquete
Repasse da primeira parcela Fundo do Municipal de Incentivo a Projetos Esportivos depende de liberação orçamentária
O Londrina Basquete Clube (LBC) pode receber hoje a primeira parcela do Fundo Municipal de Incentivo a Projetos Esportivos, no valor de R$ 86 mil. A Secretaria Municipal da Fazenda liberou ontem R$ 150 mil para a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que ainda não repassou o dinheiro para o basquete e para outras modalidades, como o handebol, por problemas técnicos. O dinheiro seria utilizado pelo LBC para quitar parte da dívida com jogadores, comissão técnica, funcionários e credores. Desde que chegaram em Londrina, há quase 90 dias, os atletas ainda não receberam salários.

Segundo o presidente da FEL, Marival Antônio Mazzio, o dinheiro ainda não foi liberado às agremiações porque ''não podemos repassar a verba enquanto não tivermos a liberação orçamentária''.

Mazzio manteve contato com os secretários da Fazenda, Wilson Sella, e do Planejamento, Sérgio Plínio, na tentativa de buscar alternativas que permitam o repasse da parcela. ''Acredito que até amanhã (hoje) encontraremos uma solução'', afirmou o presidente da FEL.

Mazzio voltou a afirmar que não poderá repassar de uma única vez as duas primeiras parcelas do Fundo de Incentivo, como solicitou a direção do Londrina Basquete Clube. Segundo ele, a segunda parcela será repassada após o clube apresentar as notas fiscais comprovando a utilização da parcela inaugural.

Viagem A falta de recursos chegou a colocar em risco a viagem do Londrina/TIM prevista para ontem à noite para Joinville, onde amanhã enfrentará a equipe local pelo Campeonato Nacional de Basquete Masculino. Apesar das dificuldades, o diretor-técnico do LBC, Vinícius Fontana Panerari, garantiu a presença do time em quadra. ''A situação não mudou muito. Parece que enquanto a greve continuar, o dinheiro não será liberado'', lamentou o diretor.

Depois de um dia de folga, os jogadores do Londrina/TIM voltaram ontem pela manhã aos treinamentos. O técnico Ênio Vecchi comandou um trabalho técnico-tático no ginásio do Moringão. Para o jogo com Joinville, Vecchi não contará com o ala-pivô Azevedo, com dores nas costas, e com o ala Ycaro, afastado por motivos administrativos, segundo o treinador.
Gilmar Agassi
Reportagem Local
Fonte : Folhadelondrina.com.br


Domingo, Março 27, 2005


Londrina/TIM joga com o Paulistano no Moringão
O Londrina/TIM terá outro difícil desafio pelo Campeonato Nacional de Basquete Masculino, hoje, às 18 horas, contra o Paulistando/Dix Amico, no Moringão, em Londrina. Comissão técnica e jogadores do Londrina apostam no bom desempenho em casa para conseguir mais uma vitória.

No primeiro turno, a equipe paulistana venceu por 84 a 76, em São Paulo. Apesar da derrota, os londrinenses que ainda não venceram jogando fora de casa fizeram um dos melhores jogos longe da torcida e tiveram, inclusive, chances de sair com a vitória. O técnico Ênio Vecchi deverá contar com todos os jogadores.

Os armadores Leandro Salgueiro e Hélio e o ala-pivô Ricardo Probst, melhor reboteiro do Nacional, com média 10,7 rebotes por jogo, são os destaques do Paulistano. (G.A.)


Jogadores estão inconformados
Enquanto diretores e políticos discutem sobre a responsabilidade pela crise no basquete londrinense, os mais prejudicados jogadores, comissão técnica e funcionários do clube não têm muito a fazer. Os jovens jogadores, que aceitaram a proposta de atuar por Londrina apostando na tradição do time, estão decepcionados. Eles não esperavam passar por tantas dificuldades.

O pivô David é um dos mais inconformados com a situação. ''Eu cresci ouvindo falar que Londrina era um dos melhores locais para se jogar basquete. Eu tinha proposta para atuar no Minas, mas aceitei vir para Londrina acreditando nisso'', reclamou o jogador.

O pivô Jonny passou por momentos de tensão durante a semana. Um oficial de Justiça o procurou no Ginásio Moringão para intimá-lo a pagar os dois meses de pensão alimentícia dos três filhos que está atrasada. ''Me sinto envergonhado com isso'', disse.

O armador Hélio, que jogou duas temporadas em Londrina e agora defende o Paulistano, afirmou que nunca passou por situação semelhante no clube. Ele observa que aconteceram alguns atrasos de salários, mas que não passaram de um mês. ''É difícil se concentrar, treinar e jogar sem salário.''

O técnico Ênio Vecchi disse estar exausto física e mentalmente de tanto pensar nos problemas financeiros que assolam o time. Ele observou que os jogadores estão se sentindo abandonados. ''Eles acreditaram no meu trabalho quando vieram para Londrina. Os conselheiros do clube não estão assumindo a responsabilidade que lhes cabe'', reclamou.

O diretor-técnico Vinícius Fontana aceitou a proposta de dirigir o time depois de receber garantias de que teria, ao menos, R$ 560 mil de patrocínio na temporada. Com a utilização de R$ 150 mil para comprar a vaga, sobraram R$ 410 mil, bem menos que os R$ 800 mil que o presidente Walter Montagna afirmara que seriam necessários para montar uma equipe competitiva. ''Acreditou-se muito que o dinheiro da vaga seria reposto'', comentou.

Fontana acrescentou que, além da folha salarial que gira em torno de R$ 39,5 mil, o clube tem outros gastos mensais. Apenas com transporte, o clube tem uma dívida de R$ 29 mil. Com tantos problemas, o diretor reconhece que foi um erro Londrina estar participando do Campeonato Nacional. ''Seria melhor ter ficado um ano fora. Fomos ingênuos ao acreditar em promessas'', ressaltou. (G.A.)


Sócios do LBC divergem sobre compra da vaga

Um dos maiores críticos da compra da vaga para disputa do Campeonato Nacional é o narrador esportivo e presidente do Conselho de Administração do Londrina Basquete Clube, Galvão Bueno. ''Sempre me posicionei pela legalidade esportiva. Faltou ética à direção da CBB que ofereceu a vaga e ao presidente Walter Montagna que aceitou. Nós, sócios-fundadores, também somos culpados porque fomos omissos ao permitir que isso (a compra da vaga) fosse feito'', afirmou.

Bueno também não poupou críticas ao prefeito Nedson Micheleti. ''O Walter (Montagna) foi envolvido por promessas de políticos durante a campanha eleitoral do ano passado. Eles (políticos) deveriam cumprir o que prometeram, pois, agora, está em jogo a história do basquete londrinense'', declarou.

O radialista J.B. Faria concorda que os problemas atuais do clube começaram ainda no ano passado com a compra da vaga. Apesar disso, o empresário não considera um erro o clube ter aceito a proposta da CBB. ''Na época toda a cidade ficou satisfeita, pois o basquete continuaria disputando o Campeonato Nacional'', frisou. Segundo ele, ''o próprio prefeito acreditava que conseguiria dobrar a verba da TIM''.

Para o diretor de marketing do LBC, Gilberto Neszlinger, a maior falha dos sócios-fundadores são 14 no total foi acreditar que conseguiriam convencer outros empresários de Londrina a investirem no time. ''Infelizmente, a cidade não tem essa mentalidade'', lamentou.

Neszlinger acrescentou que, em nenhum momento, os fundadores do LBC prometeram investir recursos do próprio bolso no clube. Mesmo assim, nos últimos anos, alguns, como ele próprio e o presidente Walter Montagna, injetaram muito dinheiro no clube. Além de sua empresa ter sido a principal patrocinadora do clube durante algumas temporadas, o diretor de marketing acredita que tenha colocado mais de R$ 100 mil nos cofres do clube.

Já o médico e conselheiro do LBC Luis Carlos Miguita reclama da falta de informações sobre o clube. No início da conversa com a reportagem, ele chegou a dizer que não tinha nada para falar sobre o basquete. ''Espero que o Walter (Montagna) marque uma reunião para nos informar sobre a realidade do clube. Estou sempre disposto a ajudar, mas para isso preciso de informações'', comentou.

Montagna nega que exista um distanciamento com os demais sócios. Ele observou que há alguns dias procurou vários deles para abrir uma conta-corrente, que seria utilizada pelo clube em 2005, mas ninguém aceitou assinar o documento para abertura da conta. Além disso, conforme ele, em fevereiro foi realizada uma reunião com a presença dos associados, mas não se chegou a um consenso sobre o que seria feito para salvar o clube. (G.A.)


Média de público é a menor dos últimos anos
Os problemas financeiros do clube impediram que fosse formada uma equipe de nível técnico elevado. Com isso, o time vem fazendo uma campanha abaixo da média das últimas temporadas.

A irregularida vem refletindo diretamente na média de público. Se em anos anteriores Londrina se orgulhava de ter a melhor média do campeonato, cerca de 4,5 mil pessoas, no atual campeonato pouco mais de 1,5 mil pessoas têm acompanhado os jogos do Londrina/TIM.

Um dos mais entusiasmados torcedores do Londrina/TIM, Paulo Roberto Guedes, 43 anos, o Paulinho, acredita que faltou um maior apoio do poder público. Ele garante ter ouvido do próprio prefeito Nedson Micheleti a promessa de que a prefeitura ajudaria o clube a reunir recursos junto a empresários. ''Não tem como cobrar eficiência do jogador que não recebe'', declarou Paulinho.

Outro torcedor, Santiago Morante Júnior, 51, reclama da ausência dos sócios-fundadores e da administração municipal. ''Não é possível o time ficar nessa situação'', disse o aposentado, que se prontificou a ajudar na resolução do problema do pivô Jonny. ''Não posso pagar tudo sozinho, mas posso contribuir com uma parte''. (G.A.)


NO FUNDO DO POÇO - O drama do basquete londrinense
Jogadores estão sem salários há mais de 70 dias, diretores do clube trocam acusações e torcedores reclamam da falta de apoio

O basquete londrinense atravessa a maior crise de toda sua história. Nem quando a modalidade era praticada por amadores, que jogavam pelo simples amor ao esporte, a falta de recursos e estrutura alcançava os patamares atingidos na atual temporada. Os jogadores estão há mais de 70 dias sem receber salários. A cada viagem pelo Campeonato Nacional de Basquete Masculino, a direção do Londrina Basquete Clube (LBC) precisa fazer ''malabarismos'' para colocar o time em quadra. Sem receber qualquer ajuda da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), o clube enfrenta dificuldades para pagar hospedagem e alimentação dos atletas e comissão técnica durante as viagens.

Mas por que a situação chegou a esse ponto? A Folha ouviu dirigentes do clube, políticos, comissão técnica, jogadores e torcedores na tentativa de buscar uma resposta e, quem sabe, uma solução para o drama do clube, que está com seus dias contados. Dirigentes já avisaram que não pretendem manter o clube em atividade após o Campeonato Nacional.

Em um ponto todos os entrevistados concordam: a crise do LBC está diretamente ligada à compra da vaga para o Campeonato Nacional. Como não conseguiu a vaga na quadra Londrina foi vice paranaense e somente o campeão (PetroCrystal) tinha lugar garantido , o clube aceitou a proposta da CBB de pagar R$ 150 mil para ser ''convidado''. A alegação da CBB era de que o dinheiro seria utilizado para custear as viagens e hospedagens dos times visitantes em Londrina.

Os diretores do clube só não esperavam que o dinheiro sairia da verba de patrocínio da empresa de telefonia TIM. Segundo o presidente do LBC, Walter Montagna, durante a campanha eleitoral o prefeito Nedson Micheleti (PT) prometeu que conseguiria junto a empresários o dinheiro para repassar à CBB. A aposta era que o retorno de mídia obtido em 2004, cerca de R$ 5,3 milhões, seria suficiente para conquistar novos investidores.

No caso de não conseguir os recursos com empresários, segundo Montagna, a prefeitura ficaria responsável por pagar os R$ 150 mil. Como isso não aconteceu, o clube precisou solicitar à TIM que adiantasse a verba dos R$ 250 mil de patrocínio que seriam repassados durante o ano.

O próprio deputado federal Alex Canziani (PTB), que intermediou a negociação entre clube e CBB, concedeu uma coletiva no dia 23 de outubro de 2004, informando que a prefeitura ajudaria o clube a angariar os recursos. ''O prefeito disse que ajudaria o clube a viabilizar os recursos junto à iniciativa privada. Não afirmou que a prefeitura pagaria'', declarou Canziani.

O deputado federal garante não se arrepender de ter ajudado Londrina a entrar no campeonato pela porta dos fundos. ''Fiz isso porque o time iria acabar. É uma pena que isso pode ocorrer agora'', comentou.

Prefeitura A assessoria de imprensa da prefeitura informou que Micheleti cumpriu com o que havia prometido, já que negociou com a TIM o aumento da verba de patrocínio, de R$ 200 mil em 2004 para R$ 250 mil esse ano.

Conforme a assessoria, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não permite que o poder público repasse dinheiro para o clube com a finalidade de pagar pela vaga. A assessoria completou ainda que para amenizar os problemas, a prefeitura, por meio da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), aceitou a proposta do LBC de reduzir de dez para seis o número de parcelas do Programa de Incentivo para a Realização de Projetos Esportivos. Ao todo, o clube receberá R$ 310 mil do Fundo. A primeira parcela deverá ser repassada após o término da greve do funcionalismo público, prevista para acontecer amanhã.

Gilmar Agassi
Reportagem Local
Fonte : Folha de Londrina


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