Basquete em Londrina

Sexta-feira, Maio 13, 2005


Que matéria interessante deu na Ana Amria Braga e no Mais Você no dia 13/05
Basquete de rua: nova moda

O basquete de rua, ou streetball, está conquistando adeptos nas principais cidades do Brasil.
Esta modalidade é bastante comum nos Estados Unidos.
O jogo ocorre em praças ou ruas, sempre embalado pelo som do rap ou do hip hop.

O basquete de rua dá ao jogador a liberdade de criar e improvisar jogadas espetaculares.
É como se fosse a continuação do basquete de quadra, mas com regras menos rígidas.
Pode ser jogado com qualquer tipo de formação. Mas, a mais comum é três contra três.

No streetball, o fator indispensável não é a altura, mas a habilidade técnica e de improvisação de cada atleta.

Apesar de já ser uma realidade em nosso país, faltam ainda alguns passos para a modalidade alcançar a projeção que tem nos EUA.
As maiores deficiências são a falta de patrocínio e de espaço para divulgação do esporte.

A Liga Urbana de Basquete (LUB) foi fundada em agosto de 2004.
É uma organização sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo o desenvolvimento sócio-esportivo do basquete praticado nas ruas.
A LUB já possui um núcleo em São Paulo, formado por oito atletas que estão sendo treinados para formar uma equipe no estado.
A organização desenvolve ações de caráter social e educacional, realizando apresentações em instituições como escolas, creches e hospitais.

Basquete de rua
Fone: (21) 2240-2753


PROFISSÃO ÁRBITRO - DO GLAMUR AO CALVÁRIO
Segunda-feira, Maio 09, 2005
Olha, eu nunca fui muito de conversar com árbitro num jogo, a não ser que ele conseguisse errar mais do que é permitido. Posso até contar nos dedos o número de faltas técnicas que levei durante minha carreira. Mas alguns episódios que acontecem em Ponta Grossa, nos jogos do campeonato paranaense, trazem à tona a reflexão de qual seria o perfil de um bom árbitro de basquete. Acredito que duas características se integram ao profissional: responsabilidade e ética. Infelizmente temos algumas figuras que chegam atrasadas para apitar jogos e saem antes de cumprir com seus compromissos. Culpa da falta de credibilidade da Federação ou conivência com os erros da sua equipe. Na mesa dos jogos do último sábado, no Sepam, até atleta teve que trabalhar no cronômetro. O verdadeiro árbitro chega com antecedência ao ginásio, sem fazer alvorosso, vai trocar-se no vestiário, alonga-se, concentra-se para o jogo, não é notado, e apita sem fazer com que ele seja o personagem principal. Sai de quadra cumprimentado e se dirige para seu vestiário sem ser percebido. Apita com firmeza e não faz moral com ninguém na quadra. Não favorece uma equipe porque prejudicou-a no lance anterior. Mostra imparcialidade no tratamento com atletas e técnicos, e conversa só se for necessário. As pessoas precisam entender que mesmo sendo árbitro, técnico ou atleta a amizade termina no mesmo momento em que começam as responsabilidades profissionais. Esta separação determina a boa relação de trabalho. A capacidade do árbitro é analisada sob este prisma, porque se não ele está fadado ao insucesso. Postura dentro e fora de quadra também ajudam bastante. O Cládio Brum esteve recentemente ministrando um curso da Paraná Esporte aqui em Ponta Grossa. Vou perguntar a ele se comentou alguma coisa neste sentido, porque mal o campeonato começou e já vemos mostras do despreparo de alguns profissionais. Quando eu era técnico meu trabalho era avaliado pelos meus resultados. E os árbitros? Quem avalia?
Ben Hur Chiconatto

Fonte : basquetepg.blogger.com.br


Em cima do lance: A desunião faz a força contra
Carlos Renato dos Santos [carlosrenato]
Infelizmente não gostaria de estar falando sobre isso. Durante esses meus 20 anos de arbitragem, tentei de alguma forma que nossa classe se unisse e ganhasse muita força com isso. Força não para ameaçar ou brigar contra dirigentes ou entidades, mas sim para sentar na mesa e tentar um denominador comum, para que a classe tivesse representatividade.

Dentro desse meio, existem companheiros que torcem uns contra os outros. Em qualquer ramo de atividade, existe uma competitividade, que deve ser sadia, honesta e amigável. Quando tentamos nos organizar, existia sempre aquela meia dúzia, que às nossas costas, tentava desestabilizar essa união com fofocas, acusações e mentiras, e nunca deixaram a união prevalecer. Inclusive criamos a APOB, uma Associação Paulista de Oficiais, que mais tarde, por nosso desleixo, caiu no esquecimento.

Agora, vemos o árbitro carioca Eduardo Augusto, um grande amigo de profissão e excelente árbitro, tentando levantar uma bandeira da Associação de Árbitros, mas infelizmente se aliando a determinados árbitros que não combinam com características como liderança, honestidade e caráter, que um representante de classe deve ter. Nada contra o Eduardo, até porque ele está tentando e tem caráter suficiente para alavancar a idéia. Mas existe lá uma pessoa que não demonstra ser confiável e que em muitos momentos tentou me prejudicar. Por isso, nesse primeiro momento, não contem com meu apoio e adesão, pois acredito que os árbitros nunca se unirão. As vaidades falam mais alto.

Quanto à NLB, fundada e presidida pelo amigo Oscar Schimidt, espero como amante do basquete e particularmente da arbitragem, que se sente à mesa e haja um acordo com a Confederação Brasileira de Basketball, pois a modalidade ganhará forças suficiente para buscar a recuperação como segundo esporte do país. Não adianta medir forças, pois sofreremos novas derrotas para outras modalidades.

Para finalizar, gostaria de parabenizar os árbitros Sérgio Pacheco e Cristiano Maranho(que era do Paraná) , que foram indicados pela FIBA para o Campeonato Sub-21 masculino que será jogado na Argentina, em julho próximo. Também a árbitra Daniela Oliveira de Porto Alegre, que representará o Brasil na Tunísia no Campeonato Mundial Juvenil feminino. E viva nossos árbitros, se possível, com união.
Em cima do lance: Carlos Renato dos Santos é árbitro da Federação Internacional de Basquete e da Confederação Brasileira, notabilizou-se por ter apitado as duas últimas finais olímpicas no masculino: Estados Unidos x França em Sydney-2000 e Argentina x Itália em Atenas-2004
Fonte : basketbrasil.com.br


Em cima do lance: O apito verde e amarelo
Carlos Renato dos Santos [carlosrenato]
Em cima do lance: A desunião faz a força contra11-May-2005 14:22
Amantes e simpatizantes do nosso basquetebol, é com muito prazer que inauguro minha primeira coluna, falando de uma missão tão difícil dentro de qualquer modalidade: APITAR.

A arbitragem é um trabalho de administração de vaidades, de regras, de disciplina e claro de desempenho próprio. A nossa arbitragem, com certeza, é medalhista nas últimas competições internacionais. Se nós falarmos só de Jogos Olímpicos, nas últimas dez edições, a arbitragem brasileira esteve presente em cinco decisões de medalha de ouro.
Na década de 60 e 70, o inesquecível Renato Righetto apitou duas finais olímpicas, uma delas em 1972 em Munique foi muito polêmica. Antonio Carlos Affini, que hoje desempenha a função de Instrutor Internacional de Árbitros, esteve na final de Seul em 1988. E claro, eu tive a felicidade de estar presente nas duas últimas finais masculinas, em Sydney-2000 e Atenas-2004. Para chegar a este nível de excelência, nossos árbitros podem se preparar no sempre equilibrado Campenato Paulista e Campeonato Brasileiro. Mas sabemos que temos muito a melhorar,como a nossa modalidade também.

A meta mais difícil não é chegar, mas ter consistência para manter sempre um bom nível. Hoje contamos na CBB (Confederação Brasileira de Basketball), com um grande instrutor de árbitros, que passou quase 30 anos dentro da quadra como árbitro, que é o Geraldo Miguel Fontana. É muito mais fácil para nós ter sustentabilidade, consistência e sucesso, com uma pessoa que fala a nossa língua e que já passou por lá. Aproveito a coluna para cumprimentar o Fontana pelo trabalho realizado, e por ter responsabilidade também em meu sucesso, pois quando iniciava minha carreira apitei e aprendi muito com ele e com outros também como Getulio Souza Coelho, José de Oliveira, José Augusto Piovesan e outros que me aconselharam.

Não posso esquecer da minha Federação Paulista de Basketball, onde tudo começou, com as maiores oportunidades que me foram oferecidas, graças claro, ao meu desempenho. Dentro do departamento de árbitros da FPB, está uma pessoa que poucos conhecem: Janete Pires, que durante os últimos 15 anos aproximadamente está à frente de uma escala de quase 200 jogos por semana, e realiza seu trabalho com tamanha maestria, tanto que os melhores árbitros do Brasil em sua maioria fazem parte do Quadro da FPB.

Apesar de muitas críticas aos dirigentes, nesse primeiro momento gostaria de deixar registrado alguns que me apoiaram e ajudaram: José Constanzo Neto, José Cláudio dos Reis, Paulo Cheidde,Tony Chakmati, Gerasime Bozikis, Samuel Kopertisch e Oscar Schmidt. E viva nossos árbitros.
Em cima do lance: Carlos Renato dos Santos é árbitro da Federação Internacional de Basquete e da Confederação Brasileira, notabilizou-se por ter apitado as duas últimas finais olímpicas no masculino: Estados Unidos x França em Sydney-2000 e Argentina x Itália em Atenas-2004
Fonte : basketbrasil.com.br


O PONTO DE VISTA DE CARLOS ALBERTO RODRIGUES
13/5/2005
BASQUETE: OBSERVAÇÕES E REFLEXÕES

Há algum tempo quero escrever sobre nosso basquete, e depois de mais de um ano afastado das atividades da quadra (sai do Corinthians Mogi em março de 2004), mas não abandonado o basquete, passei a acompanhar apenas como um espectador e amante do esporte, e é claro, como fonte de aprendizado e busca de novos conhecimentos. Portanto me atrevo a fazer algumas observações e falar sobre minhas reflexões reflexões.

Tentando enxergar nesse afastamento pontos importantes e com sentido para minha vida pessoal e profissional, passei a comparar o basquete a uma grande floresta, onde aprendemos a encontrar os caminhos que nos levam ao lugar desejado (a vitória), pois pegamos o mesmo caminho todos os dias, mas nem sempre chegamos lá. Ás vezes, é necessário sobrevoar a floresta ou mesmo caminhar ao redor para perceber que existem outros caminhos para se chegar ao objetivo, ou mesmo para enxergar os lugares onde algum dia já nos perdemos, ou que ainda podemos nos perder, quando fazemos uma escolha errada, ou mesmo quando enfrentamos uma tempestade. E por estarmos tão atolados nesta floresta, não conseguimos pegar os atalhos existentes.

Penso que nos últimos anos estamos cometendo alguns enganos(ou erros) na interpretação do nosso basquete, e portanto tentando ser o que não somos, jogar de uma forma que não sabemos. E com isso, perdemos algumas qualidades e também a oportunidade de desenvolver outras de maneira mais eficiente. É muito comum ouvirmos comentários na TV e mesmo entre alguns Técnicos de que a ¿nossa defesa está melhorando¿, que a ¿defesa foi boa porque a outra equipe fez X pontos¿, que a ¿equipe que tem a melhor defesa no Campeonato é a equipe Tal porque sofre menos pontos¿, e por ai vão todas as análises.

Discordo totalmente dessa opinião, pois não vejo nenhuma melhora em nossa defesa, e não creio que a quantidade de pontos do adversário seja o único parâmetro para fazermos essa analise. Creio que o melhor parâmetro deva ser baseado no aproveitamento do adversário. A postura defensiva de nossos jogadores quanto à sua qualidade técnica não é boa. Os posicionamentos e deslocamentos táticos (indução ao erro, coberturas, rotações) na maioria das equipes não obtém o sucesso desejado. Não somos educados e preparados para defender, não gostamos de defender. A minha esperança é que partindo dessa constatação, e mesmo vendo um caminho longo a percorrer, toda e qualquer melhora já nos será de grande valia.

Se olharmos as estatísticas dos Campeonatos de 1996 a 2004, veremos que na maioria das analises, a equipe ¿menos vazada¿ terá sido também um dos piores ataques, o que me fez concluir nosso erro de interpretação nesse período. Não nos aprofundamos na analise desses números ao ponto de avaliarmos a eficiência e o aproveitamento defensivo.

Defendo a idéia de que pioramos o nosso ataque, em função da forma com que passamos a faze-lo. O numero de posses de bola e tentativas ao cesto diminuíram. Confundimos o controle de jogo com o controle de tempo em nome da ¿valorização da posse de bola¿, da ¿consistência ofensiva¿ (que poucos souberam aproveitar), e com isso perdemos nossa velocidade, nossa naturalidade e nossa criatividade. Passamos a jogar ofensivamente pra não errar, ao invés de jogar para acertar e em alguns momentos deixamos a força física se sobrepor á força técnica.

Em minha opinião, hoje vivemos um dilema (que espero estar chegando ao fim), causado talvez pelo excesso de informação(NBA, Euroliga) que passamos a ter, sem estarmos devidamente preparados para isso. Pois sempre vivemos de ciclos de gerações que duravam muito tempo ( pela qualidade e resultados ) e com isso não nos aprofundamos muito nas causas e conseqüências de tantas informações. Dilema esse que acontece por estarmos em algum lugar (perdidos ainda) entre o individualismo da NBA (one on one game) e o ¿basquete controle¿ europeu que prefiro chamar de basquete burocrático, jogo esse que creio ter feito com que a FIBA adotasse a regra dos 24 segundos, com o objetivo de aumentar o numero de posses e dar maior dinamismo ao jogo.

O problema é que nós não temos a força física e a qualidade técnica do americano da NBA e tampouco a disciplina e obediência tática do europeu. Assim deixarmos de lado nossa brasilidade, nossa ginga e nossa ousadia. Os resultados no Brasil apareceram para as equipes que conseguiram trabalhar por muito tempo com os mesmos atletas e falando a mesma linguagem, mas a nível internacional não conseguimos o mesmo sucesso. Por outro lado, hoje vejo uma equipe seguindo mais os passos do Phoenix Suns, explorando mais a velocidade e correndo mais riscos. Adaptações para nós brasileiros mais fáceis de serem assimiladas. Estas são justamente as equipes que hoje estão á frente na tabela do CNBM.

Quero afirmar que não sou defensor do individualismo, pelo contrario, apenas respeito a individualidade e procuro buscar o equilíbrio entre essa individualidade e o coletivo. As opções táticas e prioridades ofensivas devem existir para o melhor aproveitamento das individualidades, exigindo assim uma maior leitura de jogo por parte do jogador (quase inexistente hoje), que por sua vez deve colocar o seu talento e sua habilidade a serviço do coletivo em busca da vitória. O passe deve voltar a ser o fundamento mais importante na busca do resultado, porque atualmente depois do arremesso o drible passou a ser sinônimo de talento, de qualidade e eficiência, e na verdade é apenas uma habilidade que se bem utilizada pode aumentar muito a eficiência da equipe. Ao invés disso, na primeira dificuldade de execução, buscamos o drible de forma errada como solução e perdemos a leitura de jogo, o aproveitamento nos arremessos, alem de tornar o jogo individualizado demais.

Acredito numa discussão mais profunda do nosso basquete, talvez mais filosófica, seja com relação ao jogo, ao trabalho ou mesmo com relação aos valores, que infelizmente nossos jovens não estão sabendo entender. O ¿Eu¿ esta se sobrepondo ao ¿Nós¿ e os títulos estão deixando de ter importância. Não precisamos ter uma linguagem única, mas uma linguagem que nos levem ao mesmo foco, mesmo objetivo. E que cada um deve buscar essa linguagem á sua maneira. O que tenho visto nesse Campeonato Nacional mais parece equipes que vieram de 10 planetas diferentes, e cada um falando uma língua completamente diferente do outra( algumas sem sequer parecem ser sobre basquete) e buscando metas totalmente distintas, não conseguindo chegar onde se faz necessário .

Para o técnico, a linha divisória entre a persistência e a teimosia é quase inexistente. A busca do conhecimento é fundamental. Passar adiante os novos conhecimentos é imprescindível, discuti-los e debate-los poderia deixar de ser apenas um sonho. Ai sim faríamos uma realidade acertadamente muito melhor.

Carlos Alberto Rodrigues (Carlão)

Franca, maio de 2.005

Carlos Rodrigues
Técnico de basquete de alta performance
carlao05@bol.com.br

Fonte : databasket.com.br


ESTRATÉGIA DE MACACO VELHO. 5/5/2005
Primeira regra-Jamais meter mão em combuca. Segunda regra-Se meter,saber retirá-la. Terceira regra-Aprender a lição. Reeleito o presidente recobrou a fala,malandramente ausente de um processo eleitoral de marcadíssimas cartas.Nunca foi tão fácil manter a chave do cofre,para gáudio de 18 abnegados em cargos de sacrifício.Mas como todos eles pertencem à elite do basquetebol brasileiro,dos estados de onde saem nossos maiores craques que formam as seleções nacionais,onde despontam o Acre,o Amapá,Roraima,Rondônia,Tocantins,os dois Mato Grossos,Paraíba,com a pequena,mas significativa participação de Minas Gerais,Goiás,e por que não São Paulo,sem dúvida nenhuma respaldarão More four Years de sucessos e conquistas do grego melhor que um presente.Mencionei anteriormente que se cada povo tem o govêrno que merece,por que não o nosso basquetebol? Só pode ser brilhante a reeleição de um dirigente que nomeia o presidente da mais poderosa federação do país para um importante e estratégico cargo na confederação,conquistando de uma só tacada o melhor de dois mundos,através a inegável influência que representaria,como representou São Paulo em todo o processo eleitoral.Eleito para a presidência da Federação Paulista pelos mesmos clubes,menos um,o COC,que fundaram a Liga Nacional, apoiou,por estar agregado,o candidato da situação desde cêdo contrário à mesma.Caso clássico de apropriação indébita de um voto que pertence àqueles que o elegeram.Seria o caso de destituição imediata de uma função não exercida dignamente.Foi magistral a ação do reeleito presidente,macaco velhissimo da política desportiva.Mas como toda ação,velhaca ou não, pode,e deve ser espelhada,sugiro que a direção eleita da Liga Nacional,com os votos dos mesmos clubes que elegeram o presidente traíra,que adiem estratégicamente,para não provocar mais desgastantes atritos,o inicio de uma luta para impor torneios e campeonatos,e aproveitem,em engenharia reversa,as lições do macaco velho.Apostem,com o apôio dos clubes paulistas a eleição do Oscar para a Federação do estado,e lá estando desenvolvam,a exemplo do Paraná,a grande Liga que poderá a convite ter a participação de equipes de outros estados,numa ação que confederação nenhuma poderá obstar,para aí sim,estabelecer a grande estratégia de tomada da CBB,pois rapidamente os atuais nove estados se verão somados a outros tantos,nem todos motivados pelos grandes princípios éticos que deveriam existir por imposição da lógica desportiva,pois ainda tentariam se locupletar politicamente, hábito de dificil renuncia,mas que pouco a pouco poderia ser enterrado como algo de ruim herdado de um passado colonial.E ao lá chegarem que instituam duas ações redentoras:1- Lutar pela implantação do voto qualitativo,ou a ampliação do colégio eleitoral se a primeira opção tiver uma demorada tramitação pelos órgãos superiores.2- Que seja abolida a patética figura da reeleição,pois renovação é a palavra chave do desenvolvimento desportivo. Tudo o mais poderá ser resolvido com paciência e sábias atitudes,sendo a principal e mais importante,aguardar o momento certo de agir e principalmente falar.Todo macaco velho sabe disso.Mãos à obra e boa sorte,que só se manifesta para quem age com inteligência,de preferencia não dando a cara para tapa nenhum.
Paulomurilo.blogspot.com


Segunda-feira, Maio 09, 2005


SUGESTÕES DA FEDERAÇÃO DE ALAGOAS, PARA PRÓXIMA ADMINISTRAÇÃO DA CBB ¿ 2005 ¿ 2008
Caro Alcir,

Por amor ao basquete, gostaria de sugerir ao presidente da CBB, ações para o resurgimento do basquete nacional.Lembro que a maioria destas ações constam nos projetos do senhor GERASIME, o basket Brasil, elaborado em 1997 e1992, quando o mesmo era candidato a vice na chapa com o saudoso LUIS CARLOS RAMOS.

SUGESTÕES DA FEDERAÇÃO DE ALAGOAS, PARA PRÓXIMA ADMINISTRAÇÃO DA CBB ¿ 2005 ¿ 2008


OBJETIVO

Nosso objetivo com estas propostas e de fazer da CBB, uma entidade plenamente desenvolvida e eficiente, e que esteja à serviço de todas as Federações estaduais de Basquete.
A CBB e as Federações devem compartilhar decisões, buscar à todo momento o que sirva de melhor, aos interesses do basquetebol brasileiro, buscando o ponto ideal, para que todos sintam-se orgulhosos do nosso esporte.
Buscamos decididamente e formalmente, uma ação formativa e renovadora, tanto de valores, como de princípios, com ênfase a organização, à competência, à implantação de uma estrutura de base, para potencialização e desenvolvimento de um perfil pré-estabelecido de talentos, com concepções inovadoras de gerenciamento e metodologia. Eliminar de uma vez, a insensibilidade, o autoritarismo e a centralização dominante na CBB, por uma administração voltada , basicamente para o diálogo e a ampla discussão dos problemas regionais e nacionais, resgatando o basquetebol como o 2º esporte no Brasil.
A CBB deverá deixar de ser dirigida ditatorialmente, e de girar em torno de ¿um homem só¿, em torno do qual gira o universo e a busca única da projeção pessoal.

PROPOSTAS

· Reformular a comissão executiva da CBB, com o propósito de agilizar a descentralização e tornar efetiva a co-gestão , com a participação das Federações, nas decisões mais importantes e na definição do programa de ação a ser executado pela diretoria da CBB .
· Selecionar após cada brasileiro regional, atletas talentos, em um estado da região, para treinamento, juntamente com seus técnicos , com a comissão técnica das seleções brasileiras de base, colocando em prática uma metodologia visando uma possível convocação, para o selecionado nacional.
Ao término deste treinamento, a comissão técnica devera expedir um laudo técnico, de cada atleta, com recomendações, exigências, correções, para o atleta continuar nesta pré-convocação.
· Premiar e estimular o trabalho de formações nos clubes e federações, dos pequenos centros, mediante a instituição do estágio obrigatório, estabelecendo que todo atleta, até 18 anos, transferido para outro estado, deverá disputar os campeonatos de base, por seu estado de origem,ou seja estado de seu primeiro registro na CBB.
· O calendário deve ser, acima de tudo, um projeto de marketing, devidamente discutido e aprovado pelos presidentes de federações na assembléia geral.
· Promover uma ampla reforma no estatuto da CBB, imprimindo uma linha moderna, com a participação direta de todas as filiadas, que constituem a assembléia geral.
· Promover um diagnóstico, da verdadeira realidade do basquete no Brasil, mediante uma ampla pesquisa, que alcançará, clubes e federações de todos os estados.
Este levantamento deverá apontar todos os praticantes do basquete, nas diversas faixas etárias, campeonatos realizados, condições operacionais, quantidade e qualidades das quadras e ginásios com prática do basquete, número de bolas vendidas em cada estado, colégios com equipes de basquete, etc.
· Incluir, obrigatoriamente todos os estados na programação das seleções brasileiras, jogos dos grandes clubes e visitas dos ídolos nacionais de basquete, mediante uma inteira programação de marketing.
· Incentivar, estimular e apoiar, concreta e efetivamente as categorias de base. Estas são as verdadeiras células, formadoras do futuro basquete brasileiro
· Promover a modernização através da informática, interligando a CBB às federações, atualizando sempre com programas de computador, dando mais eficiência e transparência nas ações. Inclusive facilitando registros de atletas e oficiais.
· Reunir os técnicos de basquete, dirigentes e oficiais de quadra e mesa, em encontros, congressos,simpósios etc. Para um amplo processo de reciclagem e aperfeiçoamento dentro de um programa anual, que atenda à todas regiões do país. Eliminando de vez o desprestigio dos árbitros, técnicos e dirigentes, das regiões e estados menores, que nunca são lembrados, convocados e prestigiados.
· Adotar o patrocínio como importante ferramenta de marketing, descentraliza-lo e potencializa-lo para ações locais, regionais e nacionais.
A empresa de marketing da CBB, deverá fazer visitas aos estados e regiões para possíveis patrocínios locais, e regionais.
· Dar conhecimento antecipado as federações, do montante global da receita e despesa da CBB, mediante a implantação do binômio orçamento ¿ programa, a ser aprovado em assembléia geral, como também conhecimento antecipado das contas da CBB, a serem aprovadas em assembléia geral.
· Recuperar a hegemonia sul-americana, os primeiros postos da pan-americana nas categorias de base, para que se possa alcançar uma classificação para a olimpíada de Pequim.
· Promover a valorização, qualificação e aprimoramento do quadro de funcionários, para um melhor atendimento às Federações.
· Fortalecer a representatividade institucional da CBB, a nível nacional e internacional, sem subserviência, e com presença ativa junto ao governo federal, congresso nacional, comitê olímpico, empresariado e entidades internacionais de basquete.
· Conscientizar todas as federações que podem e devem ter participação na política nacional do basquetebol, abandonando para sempre a postura de subserviência e dependência.
Resgatar o princípio da representatividade que tem toda federação, através da voz ativa, corajosa, competente e digna.
Incentivar uma nova mentalidade de que toda federação tem assegurado o direito de participação legitima, e que seus presidentes, por força do cargo que exercem, devem ter tratamento compatível com o cargo que exercem ,e jamais sejam lembrados de sua importância, apenas na hora de votar, para eleger o Presidente da CBB.
· Promover uma administração austera, na questão técnica, financeira e econômica, devidamente planificada, objetiva, fundamentalmente transparente e exposta ao crivo , avaliação e julgamento permanente das federações.
Esta transparência inclue acesso dos presidentes de federações, aos contratos de patrocínios, eventos,ajuda, apoio,parceria, etc. O que tornará visíveis e compreensíveis todas as receitas e despesas da CBB.
· Reformular os campeonatos brasileiros de base, tanto no aspecto técnico, como nas divisões geográficas estabelecidas. Para dar uma maior motivação e qualidade a estes eventos.
· Maior apoio as Copas Regionais, com a venda do produto nas regiões por parte do marketing da CBB, e os campeões regionais com acesso direto ao campeonato nacional, democratizando o maior evento de basquetebol do país.
· Fomentar o basquete com criação de novos eventos, de interesse da região, festivais de mini-basquete, copa regional feminino adulto, campeonatos infantis, etc.
· Antecipar as reuniões regionais para novembro, objetivando formatar o calendário da CBB do ano seguinte, com a participação efetiva das federações.
· Em parceria com Universidades das regiões, realizar cursos de especialização em basquetebol (pós-graduação) para professores, técnicos, árbitros e dirigentes


Choque de realidade

Ao concluir em 2009 seu terceiro mandato, conquistado na assembléia do Jockey Club do Rio na última segunda-feira, Gerasime Bozikis, 61 anos, se transformará no segundo mais longo mandatário da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

O ciclo de Grego, aberto em 1997 após um conturbado processo eleitoral, já tem pelo menos 12 anos de duração assegurados.

Caso encerre a missão, a trajetória do dirigente só será superada em extensão à do patrono da CBB, almirante Paulo Martins Meira, que permaneceu no cargo entre 1938 e 1975 ¿ seqüência de 37 anos.

Este ano, Grego superará em tempo de gestão seu antecessor, Renato Brito Cunha (1989-97), e Alberto Cury (1975-83) ¿ ambos detiveram o controle da associação máxima do bola-ao-cesto nacional por oito anos.

O grupo de condutores da instituição é seleto. Desde a sua fundação em 1933, só seis nomes figuram na galeria de presidentes ¿ Carlos de Oliveira Dias (1983-89) e o fundador Gerdal Gonzaga Bôscoli (1934-38) completam a relação.

Quando discursava com o palanque oposicionista, em maio de 97, Grego obteve o apoio de 15 federações ¿ vencendo o rival Brito Cunha, que ratificara à ocasião o respaldo de 11 entidades na assembléia geral realizada em São Luís (MA).

A disputa terminou nos tribunais e a CBB chegou a ser comandada por uma junta provisória. Os votos de quatro federações foram contestados e a batalha judicial se arrastou alguns meses.

O reinado de Grego foi coroado com louvor em 2000. Conduzido por uma manobra que reformulou o estatuto da entidade, antecipara o pleito e abocanhara na virada do século quase a unanimidade. Ainda que não houvesse chapa adversária, o presidente seria reeleito no dia 25 de maio com aval de 25 das 27 cúpulas regionais.

Era o apogeu do poderio político deste nativo de Atenas que chegara ao Brasil na adolescência e assumira o controle da Federação do Rio de Janeiro (onde seria comandante entre 85 e 97) aos 41 anos.

Meia década depois do segundo triunfo nas urnas, a soberania do dirigente dá indícios de esmorecimento.

No referendo de segunda-feira, o presidente alcançou 18 dos 27 votos possíveis.

Se considerados os escrutínios anteriores, o exército de seguidores de Grego mostra-se fragmentado. Apenas sete entidades se mantiveram fiéis à sua candidatura desde o início da escalada virtuosa ¿ as federações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Amapá, Amazonas, Roraima e Mato Grosso estiveram ao lado do cartola em todas as investidas rumo à cadeira do 16º andar do número 245 na Avenida Rio Branco.

A Dinastia Grego já está na história do basquete também pela coleção de insucessos no espectro da bola-laranja internacional, especialmente no cenário continental, onde os brasileiros deixaram de ser soberanos e sucumbiram ante os arquiinimigos argentinos em quase todas as categorias.

Ainda assim, os últimos episódios evidenciam que o advento da reeleição contribui para a perpetuação de longos e pouco produtivos exercícios administrativos nas modalidades olímpicas.

Imperioso dizer que a democracia (termo etimologicamente compatriota do presidente) engatinha na estrutura da CBB.

Imatura institucionalmente, a confederação torna-se vulnerável a ciclos infindáveis - os processos sucessórios não resistem ao apelo de quem assina cheques, delibera, toma decisões. Enfrentar quem tem a caneta nas mãos é tarefa quase quixotesca.

Com opositores desmobilizados, travando acordos de credibilidade duvidosa às vésperas do pleito e longe de oferecer alternativas plausíveis de gestão, sepulta-se qualquer empreitada na tentativa de destronar quem tem sob sua custódia figuras do baixo clero na hierarquia esportiva.

Nomes pouco habituados com cortejos, gentilezas, benesses, que na matemática das urnas, por uma dessas obras da engenharia oligárquica, exibem vigor e desenvoltura invejáveis.


O voto de Roraima, por exemplo, equivale ao de São Paulo - estado detentor de 51 das 58 láureas nacionais em competições adultas.

Ainda que veiculados em rede nacional de TV, apelos destemperados como o feito pelo ídolo Oscar Schmidt às vésperas do pleito não encontram eco.

Depois da tempestade - e dos insucessos nas quadras - a bonança. Grego dispõe de matéria-prima para encerrar o terceiro mandato saldando a dívida contraída com o basquete brasileiro com perspectivas até superavitárias.

As seleções canarinho (masculina e feminina) detêm hoje recursos humanos para alçar vôos internacionais que as recoloquem na elite do esporte.

O Mundial Feminino do vindouro ano transborda ingredientes capazes de promover um novo boom na prática da modalidade, com repercussão favorável de público, mídia, publicidade e aporte financeiro.

Há tempo ainda para retirar do penhor a sede da entidade, mácula herdada que acabou por afetar a idoneidade do atual exercício.

Dada a responsabilidade do mandato que ora se inicia, Grego emite sinais vacilantes. Seu primeiro pronunciamento pós-sufrágio trouxe mais incertezas.

O presidente (re)reeleito estimula a discórdia entre clubes e atletas que se movimentam para dar vitamina às competições nacionais.

Diz-se indiferente à manutenção de técnicos de selecionados adultos sem dedicação integral às respectivas funções.

Mostra-se equivocadamente seguro quanto à participação dos astros da NBA nos torneios oficiais.

Cultua o centralismo e trata questões de interesse público (como o alardeado calendário de atividades até 2012) intramuros, sem dar a necessária transparência aos atos de planejamento.

Reproduzo aqui uma profética assertiva de Gerasime Bozikis no crepúsculo de 2000, ainda inebriado pelo triunfo eleitoral e o bronze de Sydney (ah, Alessandra e as russas...).

¿O basquete brasileiro é a quarta potência do mundo no século 20. Estamos à frente de grandes potências que estão longe de nos alcançar. E, com certeza, vamos incomodar a Iugoslávia em busca da terceira colocação.¿

O contorno que a cena basquetebolística tomou no país fora muito diverso da prognose do presidente.

O Brasil já é a sexta força global, revela a Fiba. Se computadas apenas as performances masculinas, padecemos com um incômodo 15º posto no ranking mundial.

Para que a profecia de fim de século vaticinada pelo dirigente-mor deixe o plano mitológico (com o perdão do trocadilho ateniense), muito se precisa fazer. O primeiro passo é reconhecer o quão aflitiva é a realidade.

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Zona Morta

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))) Prova de fogo para a Nossa Liga. Com o desdém da CBB, será possível detectar quem tem cacife para desafiar o poder. Ribeirão e Ourinhos pularam fora antes mesmo da formatação da entidade. Quem será o próximo desertor?

Por Fábio Zambeli
Coluna do Site Rebote


Associação Nacional de Oficiais de Basquete é reativada
06/05
Nota na coluna Painel FC da Folha de SP

Criada originalmente em 1981, a Associação Nacional de Oficiais de Basquete (ANOB) está sendo reativada pelos árbitros internacionais Eduardo Augusto, que é o presidente da entidade, Carlos Renato de Souza, Rafael Serour e José Carlos Pelissari. Além da visão classista e organizacional, estão entre os objetivos da ANOB a profissionalização dos oficiais e o suporte à Nossa Liga de Basquete. - São 50 árbitros de todo o Brasil, de internacionais à regionais que estarão a disposição da Liga. Acreditamos que o movimento liderado pelo Oscar é a tábua de salvação do basquete e que seremos respeitados, pois temos a garantia de que as atitudes serão profissionais. Não precisaremos mais viajar cinco dias de ônibus para atuar - disse Eduardo Augusto, que não teme qualquer represália por parte da CBB. - A primeira coisa que o Grego disse após ser reeleito é que ele não é revanchista. Sendo assim, não haverá problemas. Estamos em prol do basquete - explicou Eduardo, que criticou o amadorismo da entidade nacional. - Hoje, um árbitro recebe mais para atuar os jogos do Campeonato Carioca e Paulista que o Nacional. A taxa é muito baixa. Nas viagens somos obrigados a pagar as despesas do próprio bolso e somos ressarcidos somente oito dias depois. Isso é um absurdo - criticou Eduardo. Segundo Eduardo Augusto, o profissionalismo da Nossa Liga será um dos trunfos no aparecimento de novos talentos na arbitragem. - A motivação é a mola propulsora do ser humano e quando se é valorizado profissionalmente é natural que mais pessoas se interessem pela profissão - finalizou Eduardo.
FONTE: FBERJ
por Clipping


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