Basquete em Londrina

Sábado, Julho 30, 2005


Tabela de Jogos mês de agosto
Liga Metropolitana de Basquete de Londrina
Prefeitura Municipal de Londrina
Fundação de Esportes
Este projeto foi aprovado pelo
Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos
Nota Oficial 047 2005 Londrina, 30 de Julho de 2005.
CONFIRMAÇÃO
ATENÇÃO : Favor enviar uma relação com nome, data de nascimento e RG dos atletas para que possamos enviar para a Federação Paranaense de Basketball.
CAMPEONATO ABERTO DA LMB 2005
Tabela de Jogos mês de agosto
Nº Categ Horário Data Dia Local Equipe A x Equipe B
186 IM 14:00 6/08 Sab Astorga Col. Geração x ALB
95 YM 15:30 6/08 Sab Astorga Col. Geração x ALB
176 IM 18:30 6/08 Sab Astorga Col. Geração x L.B.C
150 IM 14:00 7/08 Sab Canadá ALB x Col. Geração /Astorga
67 YM 17:00 7/08 Sab Canadá ALB x Col. Geração /Astorga
212 IM 18:30 7/08 Sab Canadá LBC x Col. Geração /Astorga
200 IM 15:00 10/08 Qua Canadá ALB x Cia. do Basquete/Cult. Inglesa
205 IM 15:00 12/08 Sex AREL AREL x Iate/Cult. Inglesa
108 YM 16:30 12/08 Sex AREL AREL x Iate/Cult. Inglesa
158 IM 14:00 13/08 Sab Apucarana Col. São José x Iate / Cultura Inglesa
45 JM 15:30 13/08 Sab Apucarana Fund.Esp. Apucarana xIate/Cult.Inglesa
168 IM 17:00 13/08 Sab Apucarana Col. São José xCia. do Basquete/Cult. Inglesa
187 IM 15:00 13/08 Sab Maringá Ass. Maringá x AREL
93 YM 16:30 13/08 Sab Maringá Ass. Maringá x AREL
151 IM 14:00 14/08 Dom AREL AREL x Ass. Maringá
65 YM 15:30 14/08 Dom AREL AREL x Ass. Maringá
243 IF 14:00 14/08 Dom ACM NBBL x Ass. Maringá
118 YF 15:30 14/08 Dom ACM ALB x Ass. Maringá
194 IM 14:00 14/08 Dom Iate Iate/Cultura Inglesa x Col. São José/Apucarana
35 JM 15:30 14/08 Dom Iate Iate/Cultura Inglesa x Fund. Esportes/Apucarana
204 IM 17:00 14/08 Dom Iate Cia. do Basquete/Cult. InglesaxCol. São José
149 IM 15:00 17/08 Qua Iate Cia do Basq/Cult. Inglesax LBC
160 IM 15:00 19/08 Sex Canadá ALB x AREL
239 IF 13:30 20/08 Sab Astorga Col. Geração x Ass. Maringá
120 YF 15:00 20/08 Sab Astorga Col. Geração x Ass. Maringá
216 IM 16:30 20/08 Sab Astorga Col. Geração x Ass. Maringá
114 YM 18:00 20/08 Sab Astorga Col. Geração x Ass. Maringá
192 IM 14:00 20/08 Sab Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed x AREL
98 YM 15:30 20/08 Sab Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed x AREL
119 YF 15:00 21/08 Dom Cpo. Mourão FECAM x Londrina/Nobel
47 JF 16:30 21/08 Dom Cpo. Mourão FECAM x Londrina/Nobel
237 IF 08:30 21/08 Dom Cambé PM Cambe x Col. Geração/Astorga
115 YF 11:00 21/08 Dom ACM ALB x Col. Geração/Astorga
202 IM 15:00 21/08 Dom AREL AREL x Col. Geração/Astorga
105 YM 16:30 21/08 Dom AREL AREL x Col. Geração/Astorga
201 IM 14:00 21/08 Dom Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed xIate/Cult. Inglesa
104 YM 15:30 21/08 Dom Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed xIate/Cult. Inglesa
195 IM 17:00 21/08 Dom Cpo. MourãoCristófoli/Integrado/Unimed xCia do Basq/Cult Inglesa
46 JM 18:30 21/08 Dom Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed xIate/Cult. Inglesa
183 IM 14:00 24/08 Qua Astorga Col. Geração xCristófoli/Integrado/Unimed
89 YM 15:30 24/08 Qua Astorga Col. Geração xCristófoli/Integrado/Unimed
123 YF 17:00 24/08 Qua Astorga Col. Geração xFECAM
219 IF 15:00 26/08 Sex AREL NBBL x PM Cambé
177 IM 16:30 26/08 Sex AREL AREL x Cia do Basq/Cult. Inglesa
201 IM 14:00 27/08 Sab Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed xAss. Maringá
104 YM 15:30 27/08 Sab Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed xAss. Maringá
46 JM 17:00 27/08 Sab Cpo. Mourão Cristófoli/Integrado/Unimed xAss. Maringá
218 IF 13:30 28/08 Dom Maringá Ass. Maringá x Col. Geração
135 YF 15:00 28/08 Dom Maringá Ass. Maringá x Col. Geração
180 IM 16:30 28/08 Dom Maringá Ass. Maringá x Col. Geração
86 YM 18:00 28/08 Dom Maringá Ass. Maringá x Col. Geração
161 IM 14:00 27/08 Sab Astorga Col. Geração x Iate/Cult. Inglesa
72 YM 15:30 27/08 Sab Astorga Col. Geração x Iate/Cult. Inglesa
171 IM 17:00 27/08 Sab Astorga Col. Geração x Cia do Basq/Cult Inglesa
165 IM Maringá Ass. Maringá x Cristófoli/Integrado/Unimed
76 YM Maringá Ass. Maringá xCristófoli/Integrado/Unimed
36 JM Maringá Ass. Maringá xCristófoli/Integrado/Unimed
139 YF Cpo. Mourão FECAM x Ass. Maringá
51 JF Cpo. Mourão FECAM x Ass. Maringá
OBS. : alguns jogos sofreram alteração pois alguma equipe não podia jogar na data anterior sendo que todas entraram em contato dentro do prazo previsto. Favor confirmar a possibilidade.
* 186, 95 e 176 (Col. Geração e ALB) . Os jogos 130 e 115 (Col. Geração e ALB) terão outra data.
* Os jogos 119 e 47 (FECAM e Londrina/Nobel) foram alterados.
* Os jogos 194, 35 e 204 (Iate/Cultura Inglesa e Apucarana) foram alterados.
* Os jogos 165, 76 e 36 (Ass. Maringá e Cristófoli/Integrado/Unimed) serão confirmados posteriormente entre os responsáveis pelas equipes.
* Os jogos 139 e 51 (Ass. Maringá e Cristófoli/Integrado/Unimed) serão confirmados posteriormente entre os responsáveis pelas equipes.
* Os jogos 239, 120, 216 e 114 (Col. Geração e Ass. Maringá) estão sujeitos a confirmação pois foram alteradas as datas dos regionais dos JOJUP´s em duas cidades do PR.
* Os jogos 237, 115, 216 e 114 (Col. Geração e Ass. Maringá) estão sujeitos a confirmação pois foram alteradas as datas dos regionais dos JOJUP´s em duas cidades do PR.
* Os jogos 237, 115, 202 e 105 (PM Cambé, Col. Geração, ALB e AREL) estão sujeitos a confirmação pois foram alteradas as datas dos regionais dos JOJUP´s em duas cidades do PR.
* Os jogos 218, 135, 180 e 86 (Ass. Maringá e Col. Geração) foram inseridos.
* Os jogos 161, 72 e 171 (Col. Geração e Iate/Cult Inglesa) foram inseridos.
* Os jogos 201, 104 e 46 (Cristófoli/Integrado/Unimed e Iate/Cult Inglesa) foram inseridos.

Marival Antonio Mazzio Junior
Presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina

Acesse : www.basquetelondrina.blogger.com.br e www.lmblondrina.com.br e veja a tabela de jogos do Campeonato Aberto LMB - 2005.


Sexta-feira, Julho 29, 2005


Campeonato Paranaense começa dia 19 com seis times masculinos e quatro femininos
Enviado por pauloroberto em 29/07/2005 18:58:29 (2 acessos)
Em reunião realizada no último sábado, dia 23, os clubes e a direção da Federação Paranaense de Basketball (FPrB) definiram o formato da edição 2005 do Campeonato Paranaense de basquete adulto. Por enquanto, está definido que a versão masculina da competição terá seis participantes (Foz do Iguaçu está fora devido a débitos não saldados da temporada passada), que são: Associação Maringá Basquete, Londrina Basquete Clube, União Londrinense de Basquete, Campo Mourão, Ponta Grossa e São José dos Pinhais/Keltek.

Estas seis equipes foram divididas em duas chaves. No Grupo A estarão Maringá Basquete, Londrina/TIM e União Londrinense de Basquete. Já o Grupo B será composto por São José dos Pinhais/Keltek, Campo Mourão e Ponta Grossa. Os dois grupos vão realizar dois encontros, com seus integrantes se enfrentando. O primeiro está marcado para os dias 19 a 21 de agosto, tendo como sede o Grupo A Maringá, e o Grupo B Ponta Grossa.

O segundo giro será em São José dos Pinhais (Grupo B) e Londrina (Grupo A), entre 14 e 16 de outubro. Os campeões dos dois grupos se enfrentam na grande final, prevista para o dia 29 de outubro, que terá transmissão ao vivo pela emissora Paraná/Educativa, numa parceria entre a Federação Paranaense de Basketball e a Paraná Esporte.

"É uma forma de resgate do nosso basquete, mostrando que com um trabalho sério, seremos capazes de resgatar a credibilidade junto à nossa base", ponderou Amarildo Rosa, presidente da FPrB.

No torneio feminino, a equipe de Foz do Iguaçu confirmou a presença. Além das meninas da fronteira, vão participar do campeonato Londrina/Moinhos Globo, Associação Maringá Basquete e São José dos Pinhais. Os quatro times farão turno e returno, sendo definido o título pela agremiação com o maior número de pontos após os dois turnos. O primeiro encontro está agendado para Maringá, no período de 16 a 18 de setembro, enquanto o returno ficou marcado para acontecer entre os dias 6 e 8 de outubro, em São José dos Pinhais.
Devido à desistência da equipe de Foz do Iguaçu do campeonato do ano passado, ficou pendente uma multa para que a equipe quitasse seu débito junto à Federação, assim como aconteceu com outras agremiações. Como a equipe da fronteira não quitou seu débito, durante o congresso técnico, as outras equipes aceitariam a participação de Foz, desde que houvesse a quitação. Mas, após insistentes apelos da direção da Federação, Foz decidiu
não pagar e foi eliminada da competição masculina. (FPrB)


Quarta-feira, Julho 27, 2005


Comissão de clubes é criada e buscará dissidentes
Confederação imita Nossa Liga e se arma para dar xeque em Oscar


MARIANA LAJOLO
DA REPORTAGEM LOCAL

A confederação brasileira iniciou ontem a cartada final no processo para enfraquecer a Nossa Liga de Basquetebol. E usou exatamente os argumentos da rival.
A entidade que comanda o basquete nacional oficializou a criação de uma comissão de clubes. Segundo a entidade, a partir do próximo Nacional, os times terão poder para buscar patrocínios, discutir e fiscalizar o campeonato e o destino da verba.
A concentração de poder na mão da CBB é um dos maiores motivadores da liga criada pelo ex-jogador e cestinha Oscar.
"Às vezes tínhamos de tomar decisões, muitas unilaterais, e eu acabava ficando com o pepino. Os clubes sempre foram ouvidos, agora só terão ação mais efetiva", disse o presidente da entidade, Gerasime Bozikis, o Grego.
Além disso, a CBB sugeriu a possibilidade de abrir o Nacional para equipes de outros Estados que não os que devem compor a edição deste ano -São Paulo, Rio, Minas, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, além do Distrito Federal. Isso seria feito por meio de disputa entre os interessados nas vagas extras.
O tão esperado patrocínio, porém, não foi anunciado. A Embratel teria feito proposta, desde que houvesse só um campeonato.
"Temos de usar o que ficou de bom disso tudo. A CBB está mais flexível, os clubes terão mais voz, agora só temos de chegar a consenso sobre o torneio único", disse Nilson Curti, diretor do COC, que banca o time de Ribeirão Preto, integrante da comissão de clubes aliados da CBB ao lado de Universo, Bandeirante (RS), Tijuca, Minas e Pinheiros. O Minas, inscrito na Nossa Liga, já havia dito que só disputaria o evento com aval da confederação brasileira.
A comissão será a linha de frente na tentativa de convencer os membros da liga de Oscar a jogar o torneio da confederação.
Na reunião de ontem, diz a CBB, estavam presentes cerca de 20 clubes -dentre eles, nove agremiações participantes da Nossa Liga- e 10 federações estaduais.
"Sabíamos que muitos iam. Era reunião aberta, eles foram ouvir... Eu estou cansado de escutar. A CBB não quer dar o Nacional de fato na mão dos clubes. E não quer tentar conversar", disse Fernando Mauro, dirigente do Araraquara e vice-presidente da liga.


FRASE

"Vamos atrás dos dirigentes pelo entendimento. Apostamos numa boa resposta"
--------------------------------------------------------------------------------
GERASIME BOZIKIS
presidente da CBB
Fonte: pbf.blogspot.com


Terça-feira, Julho 26, 2005
As Nossas Ligas...

Muitos fãs do basquete têm visto com entusiasmo a possibilidade de criação da Nossa Liga de Basquete. Eu sou um deles. Embora grande parte da preocupação de quem gosta do basquete feminino seja a queda da qualidade e de resultados da nossa seleção principal, algo mais grave tem ocupado o cenário nos últimos anos. Estamos perdendo espaço. O trabalho de base naufraga, sustentado por algumas poucas ilhas que, regra geral, trabalham em condições precárias. O nível dos torneios nacionais desceu a serra. Fora Janeth, não há uma única jogadora com apelo popular. Não há basquete na Tv, nem nas quadras.Longe de achar que a Nossa Liga revolucionasse esse cenário, esperava que ao menos desse dignidade ao esporte. Que possibilitasse aos clubes reavivar o basquete em suas cidades e reaquecer o pequeno celeiro de jogadoras. Nada mega. Nada hiper. Quando o Brasil foi campeão mundial, haviam cinco equipes em atividade no principal campeonato adulto do país. Não era nenhuma maravilha. Mas o basquete feminino no Brasil sempre foi assim: algo difícil de entender e de explicar.Nos últimos dias, tenho estado especialmente angustiado...Embora o projeto da Nossa Liga seja interessante, tenha o respaldo de ídolos como Paula e Hortência, o caminho parece deveras acidentado.O principal problema é a falta de acordo com a CBB. A Confederação não se contenta em não ajudar/reconhecer a nova liga. Quer atrapalhar.Pela primeira vez na história, o presidente Grego se pôs a discutir o Nacional masculino tão logo uma edição se encerrou. Hoje, deu voz à clubes, que formarão uma Comissão Executiva. O detalhe sórdido é que foi necessário que Oscar brigasse, ameçasse a diáspora para que Grego espanasse o pó do terno. Até então, nada o incomodava: viagens de ônibus, clubes falidos, etc e tal. O momento sugere um racha.Para quem gosta do masculino, não se preocupe. Pode ser pior. O pior é o feminino.Se Grego e a CBB dedicam ao Nacional Feminino o mesmo tratamento de um torneio de várzea, temo qual será o cardápio desse ano. Pois se em julho, a CBB já deveria estar programando o próximo Nacional, que ela tanto fez para ocorrer no segundo semestre; o que acontecerá agora que as atenções estão voltadas ao masculino? Se a CBB insistiu tanto para que as competições masculina e feminina ocorressem em períodos diferentes para facilitar divulgação e organização, por que a entidade diz agora que o próximo Nacional Masculino começará em dezembro? Difícil entender tanto descaso, às vésperas do país sediar um Mundial.O torneio da Nossa Liga tem alguns problemas a resolver. Primeiro, a entidade precisa se fortalecer. Para isso, há uma série de entraves: legais, burocráticos, financeiros... Até onde sei, a primeira edição feminina começaria em outubro. As inscrições se encerram nessa sexta-feira. Nove clubes estão "confirmados": São Bernardo, São Caetano, Piracicaba, São José do Rio Preto, Maringá, Marília, Janeth Arcain, Catanduva e Uberaba.Aí aumentam os problemas da Nossa Liga. Além de arrumar uma cara para si, a entidade precisa arrumar uma cara para seus clubes.Dos nove citados, São Bernardo e Marília são os únicos que tem um patrocinadores. Ambos modestos, mas ao menos os têm. São Caetano tem uma folha apertadíssima. Piracicaba - põe aperto nisso. Rio Preto está disputando ligas regionais. Não conheço o trabalho de Maringá. O Centro Janeth Arcain só tem (por enquanto) categorias menores. E bem menores. O time não tem condições de jogar a liga nesse ano. Catanduva inicia um projeto interessante, mas ainda busca patrocinador. Uberaba não tem o time pronto. Deve montá-lo, caso se confirme o patrocínio da Black & Decker, como nas últimas temporadas. Ainda assim, uma competição mais longa com esses clubes e com o mínimo de dignidade e organização seria bem mais interessante que os Nacionais da CBB.Outras equipes podem confirmar ainda a entrada na NLB.Mas as opções são poucas.Até agora, Ourinhos e Santo André estão do lado da CBB.Ribeirão Preto está em cima do muro.No máximo, a CBB poderia conseguir ainda uma equipe bancada pelo grupo Universo.Caso se mantenha a posição do momento, ocorreriam duas ligas. Duas ligas quebradas, já que o país não teria nem jogadoras, nem técnicos, nem Tvs, nem público para sustentá-las.No entanto, a possibilidade de um patrocínio na casa dos 5 milhões para uma liga com respalo da CBB parece ter convencido as partes a se entenderem. E até o presidente Grego, que como todos na CBB mudam de opinião conforme sopre o vento, já deu a deixa no final de sua declaração hoje: "a comissão terá força e liberdade para conversar com os demais clubes e unificar o basquete brasileiro." "Demais clubes" quer dizer Nossa Liga?Os próximos dias dirão...

Fonte: pbf.blogspot.com


BASQUETE
Londrina com dois times no PR

ULB e LBC preparam equipes para o Estadual, que acontece em agosto
Depois de algumas temporadas como auxiliar técnico de Enio Vecchi, Vilmar Caus, o Mazinho, tem agora a função de comandar pela primeira vez o Londrina TIM no Campeonato Paranaense. A partir de amanhã, Mazinho comanda um elenco de treze jogadores locais para formar um time competitivo no Estadual, que este ano não tem o objetivo das edições anteriores, que era obter a vaga do Paraná para disputar o Campeonato Nacional do ano seguinte.

O Estadual começa no dia 19 de agosto e terá apenas seis times, divididos em dois grupos ¿ Londrina TIM, União Londrina Basketball e Maringá Basquete, pelo grupo A; São José dos Pinhais/Keltek, Ponta Grossa e Campo Mourão, pelo grupo B.

Serão dois circuitos em cada grupo, disputados em duas cidades-sede, com os clubes jogando entre si. O primeiro circuito acontece de 19 a 21 de agosto, em Maringá e Ponta Grossa. O segundo será de 14 a 16 de outubro, em Curitiba e Londrina. Os campeões de cada circuito farão a partida final no dia 29 de outubro, em jogo único, com mando do clube que tiver melhor campanha na primeira fase.

Mazinho considera que o objetivo do Estadual se perdeu. ¿Não vou afirmar que está enfraquecido, mas perdeu o objetivo, pois a briga no campeonato era pela vaga para o Nacional. Agora, a briga será mais a rivalidade entre as cidades. A Federação optou por uma campeonato mais barato e esperamos que a rivalidade motive os clubes também¿, comentou o técnico do Londrina/TIM.

Mazinho acredita que o clube gastara cerca de R$ 25 mil para disputar o Estadual, entre taxas, viagens e salários de jogadores. ¿É fórmula de disputa barata e esperamos que o campeonato se fortaleça, nem que demore alguns anos. Seria interessante ter no basquete a mesma rivalidade que vemos no futsal, por exemplo¿.

Sua equipe conta com os seguintes jogadores: Jether Canhada, armador; Célio Jr., ala; Thiago, ala/armador; Luiz Haas, pivô/ala; José Guilherme, ala; Luis, pivô; Daniel, pivô; Azevedo, ala/pivô; Irving, ala; Ycaro, ala/pivô (que disputa torneio na Truquia e deve se apresentar na próxima semana); Márcio, ala/pivô; e Paulo Filgueiras, ala.

ULB com time jovem

Com um time ainda mais jovem que o Londrina TIM, o União Londrina Basketball mantém treinos para definir o grupo que disputará o Estadual em agosto. Os clubes poderão inscrever até 20 atletas, com prazo até o dia 30 de agosto. Até ontem, o ULB tinha 10 jogadores no elenco.

¿Temos uma base formada por garotos, a maioria com 17, 18 anos. E buscamos um patrocinador para trazer quatro ou cinco reforços de fora. Ainda temos alguns jogadores sendo avaliados e queremos um time competitivo para o campeonato¿, disse o auxiliar-técnico do ULB, Fábio Sant¿Anna.
Alguns dos jogadores do elenco são: Marcus Vinícius, armador; Fernando Pedra, pivô; Paulo Arns, pivô; Gustavo Paes, ala; Vinícius Dissero, armador; Rogério Rocha, ala.
Aurélio Cardoso
Fonte : jornaldelondrina.com.br
Nota : Novamente e infelizmente as notícias sobre o basquete feminino ainda não chegaram ao jornal. Londrina/Moinho Globo, Ass. Maringá Basquete e São José dos Pinhais/Keltek são as equipes inscritas, faltando ainda a confirmação de Foz do Iguaçu, pelo mesmo motivodo masculino.1º Circuito - 16, 17 e 18 de setembro em Maringá e 2º Circuito dias 8,9 e 10 de outubro em São José dos Pinhais. Londrina/Moinho Globo busca o Bicampeonato.


Terça-feira, Julho 26, 2005


Técnico de basquete: profissão madrasta
Por: Prof. Ms. José Marinho M. Dias Neto

O que leva uma pessoa ¿normal¿ a ser um técnico de basquetebol? Eu sempre tento achar respostas para este difícil questionamento. Mas reconheço que não tenho tido muito sucesso. O que leva uma pessoa a passar inúmeros fins de semana longe de sua família, estar numa profissão sem um plano de carreira, perder noites e mais noites de sono porque perdeu um jogo que não podia perder ou porque precisa achar um bom plano de jogo para o dia seguinte, se preocupar com a vida pessoal de seus atletas como se fossem seus filhos, ser um profissional com múltiplas funções e receber seu minguado salário com atraso, pertencer a um esporte extremamente mal administrado, entre outros muitos fatores complicadores.
Qualquer um pode ser técnico de basquete. Basta desejar. Não existe nenhum pré-requisito. Quantos não são os casos de pessoas que nunca dirigiram uma equipe e assumem um cargo na categoria adulta. Não importa se este indivíduo foi ex-atleta ou não. Ser jogador é algo completamente diferente de ser técnico. É como achar que um aluno brilhante será um professor de igual desenvoltura. Se considerarmos que a ação de um técnico é um processo educacional (e isto é uma lídima verdade), não há como conceber um indivíduo nesta função sem conhecimentos avançados de pedagogia. Entende-se pedagogia como a reunião de saberes para educar. Portanto, por mais que alguém saiba o que fazer, terá também que dominar os caminhos de como ensinar. Caminhos tortuosos, por sinal... Sem muito estudo e experiência na função, não há como obter sucesso no ponto mais alto deste duro ofício.
Além disto tudo, o treinador deve ter uma formação multidisciplinar. Ele precisa ter noções de todas disciplinas que envolvem o esporte (fisiologia, psicologia, administração, sociologia, etc...). O técnico deve ser um administrador de alto nível, tendo que lidar com todas as variáveis de jogo, as situações extraquadra e as nuances do grupo. Coisa de ¿super-homem¿...
Mas como exigir de um profissional uma formação integral e bem estruturada numa carreira onde não existe hierarquia ou meritocracia. Quantos não foram os técnicos que trilharam caminhos de muito sucesso e realizações (títulos, formação, estruturas, etc) em categorias de base e jamais tiveram chance no adulto. Enquanto outros assumem grandes equipes sob a simples razão de terem encerrado seu ciclo como jogadores. Tudo muito injusto... O que dizer de uma estrutura onde todos são profissionais (técnico, auxiliar, médico, fisioterapeuta, roupeiro, etc), mas quem toma as decisões, os dirigentes, são amadores? Que critérios ele terá para fundamentar sua escolha? Muito provavelmente o marketing de escolher um ex-jogador famoso ou, simplesmente, optar por um amigo. Qual a formação deste profissional? Qual sua experiência na função? Quantos cursos ele já fez? Quantos jogadores formou? Isto é tudo bobagem!
No meio deste mundo louco do basquetebol surgem os mais variados tipos de técnicos. A maioria deles despreparados e caricatos. Refletindo sobre nossa realidade, procurei caracterizar os tipos mais comuns:
O técnico torcedor: incapaz de dar uma instrução consistente, ele é o rei do ¿vamos lá¿ e da filosofia de botequim para motivar seus jogadores.
O técnico desconfiado: jamais trabalha com auxiliares. Preocupa-se o tempo todo em quem pode ¿derrubá-lo¿ e se esquece de preparar seu time.
O técnico teórico: sabe o que tem que fazer, ministra treinos maravilhosos, mas se perde totalmente nas situações de jogo.
O técnico explicadinho: a culpa é sempre da arbitragem ou do erro dos jogadores ou da falta de estrutura...
O técnico preguiçoso: acha que treino técnico é para garotos. O rei dos coletivos e da dupla de arremesso. Eu resolvo com minha experiência...
O técnico americanizado: ouviu falar de um esquema tático americano. O adota sem levar em consideração as características dos jogadores ou sua adequação a nossa realidade.
O técnico presunçoso: ele acha que não há necessidade de estudar, assistir jogos, participar de clinicas e congressos ou se reciclar. Ele sabe ¿tudo¿ e acaba ficando para trás, embora os dirigentes insistam em não notar.
Deixo aos leitores um espaço aberto para novas caricaturas.
Muitos alunos na universidade sempre me questionam sobre a profissão de técnico. Não há como negar que é sedutor. Estar na corda bamba entre a vitória e a derrota aguça a emoção de qualquer um. É adrenalina pura, principalmente se considerando que o técnico não é o ator primário da ação. Sem um bom desempenho dos atletas, tudo vai por terra. Por outro lado, existe o seu amor-próprio. Quem se dedica integralmente a sua profissão espera por um mínimo de justiça e reconhecimento. Não espere por isto no basquetebol...
Críticas e sugestões: bbheart@bbheart.com.br


Paranaense de Basquete terá seis equipes
Indefinição no cenário nacional faz com que clubes percam o interesse pelo Campeonato Estadual

Como se previa, o Campeonato Paranaense de Basquete Masculino ficará esvaziado em relação às edições anteriores, quando era disputado por mais clubes ou contava com uma fórmula de disputa mais longa. Reflexo da indefinição geral que permanece no cenário nacional sem a certeza dos clubes de que haverá o campeonato da CBB em 2006 e sem a necessidade de um time ser campeão para garantir vaga no Nacional do ano seguinte apenas sete equipes confirmaram presença no Estadual. Uma delas, porém, o Foz do Iguaçu, desistiu de última hora, ontem à tarde, por falta de recursos para montar um time e para quitar dívidas com a Federação Paranaense de Basquete (FPrB). Os grupos ficaram assim divididos: A - Keltec/São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Campo Mourão; B - Londrina/TIM, União Londrina Basketball (ULB) e Maringá Basquete. Os times jogarão dentro de grupos, com dois circuitos em cada chave, e o campeão será conhecido após apenas cinco jogos. No congresso técnico realizado no último sábado, ficou definido que os circuitos serão aos finais de semana, com o primeiro sendo realizado de 19 a 21 de agosto (o do grupo A será em Ponta Grossa e o do grupo B, em Maringá). O segundo circuito, de 14 a 16 de outubro, será em São José dos Pinhais (grupo A) e em Londrina (B). A final será decidida em jogo único, na casa do time de melhor campanha na primeira fase. A fórmula do campeonato, com apenas um time se classificando em cada chave e com final em partida única, desagradou o técnico do Londrina/TIM, Vilmar Causs, o Mazinho, que colocará em quadra um time juvenil, com a base formada no Canadá Country Club. ''Será um torneio muito curto e o Paranaense perdeu um pouco da sua importância, porque não haverá disputa para se obter a vaga no Nacional da CBB, como sempre aconteceu. Afinal, se nem sabemos se vai haver o Campeonato Nacional no ano que vem, para que investir em jogadores para o Estadual?'', questionou. Indagada sobre o assunto, a superintendente da FPrB, Andrea Yamaguchi, afirmou ontem que, pelo estatuto da CBB, ''só o campeão paranaense'' continua com vaga assegurada no Campeonato Nacional. ''O problema é que este ano a situação está indefinida e apenas quatro clubes foram confirmados no Nacional-2006'', lamentou. Outra situação incomum foi a inscrição de dois times de Londrina no Paranaense: o Londrina/TIM e o ULB. Como há poucos jogadores na cidade, os dois estão disputando os mesmos atletas aqueles que pertencem ao Londrina/TIM, mas treinam com o técnico do ULB, José Saviani.
Jaime Kaster
Fonte : folhadelondrina.com.br
Nota : infelizmente as notícias sobre o basquete feminino ainda não chegaram ao jornal. Londrina/Moinho Globo, Ass. Maringá Basquete e São José dos Pinhais/Keltek são as equipes inscritas, faltando ainda a confirmação de Foz do Iguaçu, pelo mesmo motivodo masculino.1º Circuito - 16, 17 e 18 de setembro em Maringá e 2º Circuito dias 8,9 e 10 de outubro em São José dos Pinhais. Londrina/Moinho Globo busca o Bicampeonato.


Ben Hur Chiconato
Ex-técnico de basquete
Gerente de Esportes do Colégio Sepam


Infelizmente a Federação Paranaense de Basketball não conseguiu, já neste seu primeiro ano de gestão, atrair muitos participantes para o Campeonato Estadual deste ano. Aliás, o número de equipes é pequeno desde 1991, quando voltei para o basquete do Paraná. No masculino, a princípio serão 10 equipes, e no feminino serão míseras 4 agremiações. Mesmo sendo comprovado que investir no basquete feminino é mais barato e com resultados mais imediatos, parece que nem clubes e nem prefeituras deram bola para esta realidade. No masculino, o número até agora é o dobro em relação a 2004. Bom sinal, mas o presidente Amarildo terá de proporcionar um bom campeonato para permitir a continuidade do aumento da procura de equipes participantes. A realidade do basquete no Paraná é que ele sempre foi conduzido por prefeituras. Hoje em dia, a maior parte delas está quebrada, ou deixou o esporte de competição para segundo plano. Do lado das empresas, essa retomada levará algum tempo, porque a iniciativa privada quer ver seu nome aparecer bem na foto, e um campeonato pequeno nem foto tem. Não vai ser de uma hora para outra que as coisas vão tomar os rumos desejados. Amarildo Rosa está bem intencionado, mas ele sabe que a intenção não é tudo. É necessário dinheiro. Curar esta ferida aberta há vários anos exigirá paciência e perseverança. Quais são os caminhos? Primeiro atrair as equipes com um campeonato que tenha custos baixos. Em segundo plano, mostrar ao empresário que ele poderá ter bons dividendos anunciando dentro do campeonato. Com dinheiro na mão, incrementar as equipes com jogadores de nível de seleção, e mais do que isto, mostrar ao empresariado que eles estão no Paraná. Divulgar os jogos com a maior intensidade possível, para que o torcedor vá aos ginásios (isto é tarefa dos clubes). Profissionalizar as equipes (isto é tarefa dos dirigentes). Procurar se aproximar ao máximo da televisão (ela é o grande atrativo para o patrocinador). Enfim, o Paraná tem que sacudir a poeira, entender que nem sempre ter estrutura significa ter dinheiro, e que este pode ser o resultado de um bom trabalho profissional movido por pessoas competentes. É claro, no papel as coisas parecem lindas, mas sabemos, como mencionamos acima, que este é um trabalho de médio e longo prazo. Talvez até demore menos tempo para reconstruir aquilo que demorou bastante tempo para ser destruído. Analisando positivamente, acredito que a Federação tem os predicados para que tudo isto aconteça. Neste momento não dá para ser brasileiro, e querer resultado imediato. Limpar a casa, depois de várias enchentes, demora um pouco.


Segunda-feira, Julho 25, 2005


Esportes Diversos
Basquete adulto de Campo Mourão volta ao paranaense depois de 10 anos

Foi realizado no último sábado, 23 de julho, na sede da Federação Paranaense de Basketball, localizada na capital do estado, o congresso técnico do campeonato paranaense adulto. Na ocasião, confirmaram-se as participações das equipes de Associação Maringaense de Basquete, Keltek/São José dos Pinhais, Ponta Grossa, União Londrinense de Basquete, Integrado de Campo Mourão e Londrina Basquete Clube.
A Federação Paranaense de Basketball reuniu os representantes dos clubes para definir a fórmula de disputa e o calendário para 2005. Segundo o congresso, o time do Integrado de Campo Mourão ficará na chave A, ao lado de Ponta Grossa e São José dos Pinhais. As equipes se enfrentarão em dois circuitos e o melhor classificado da chave fará a final contra o melhor classificado da chave B, que reúne Londrina Basquete Clube, Maringá e União Londrina Basquete. As equipes que ficarem em segundo na chave disputam terceiro e quarto lugares.
O primeiro circuito da chave de Campo Mourão está marcado para 19 a 21 de agosto, em Ponta Grossa, e o segundo, para 15 a 17 de outubro, em São José dos Pinhais. As datas das finais ainda não foram definidas, entretanto, está adiantado o processo de negociação para transmissão das partidas finais em canal aberto de televisão.
Segundo o técnico da equipe mourãoense, Edson ¿China¿ Hirata, que esteve representando Campo Mourão no congresso técnico, ¿esta é a primeira etapa de um projeto de longo prazo que visa conduzir as equipes mourãoenses a elite do basquete do estado. Neste ano participaremos com a base formada apenas com jogadores pratas-da-casa e sem pretensões de disputar o título, afinal o profissionalismo da modalidade no Paraná é uma realidade e demoraremos mais alguns anos para chegar nesse nível¿. Para confirmar essa afirmação, basta lembrar que São José dos Pinhais e Londrina Basquete Clube estiveram participando da última Liga Nacional e as duas equipes junto com Maringá estão inscritas na Nossa Liga de Basquete, que tem início previsto para final de setembro.
China recorda que ¿hoje o investimento das equipes de Maringá, São José dos Pinhais e Londrina é elevado e por isso será difícil competir em igualdade de condições. O objetivo maior é preparar a equipe para os Jogos Abertos Regionais, que acontecem em setembro, e tentar ficar entre as quatro melhores equipes do Estado. Porém, a maior vitória é o retorno às competições da federação, na categoria principal¿. É importante lembrar que isso ocorreu pela última vez em 1995, quando o técnico Ademir Billy Basso conduzia competentemente a equipe a equipe campeã dos Jogos Abertos realizados em Campo Mourão.
Os jogadores que representarão o Integrado/Campo Mourão no campeonato são: Alex Carvalho, João Marcelo Basso e Daniel Cerri como armadores, Giovani da Silva, Junior Bonfim e Cristiano da Silva nas laterais, e Lucas Spadotto, Marcos ¿Fumaça¿ Rodrigues e Cristian Marlon atuando como pivôs. A equipe deve receber os reforços de Daniel Zarath, Zé Valin e Urso para as partidas e ainda contar com os juvenis Carlos Bueno, Rafael Godói, Lucca Bizzini, Mateus Camargo e Ique Lima para completar a equipe.
A equipe é patrocinada pelo Integrado, Unimed, Cristófoli e Fecam e tem na sua base, os atletas formados nas escolinhas de iniciação ao basquete mantidas por convênio entre Fecam e CEFET. Para o diretor-técnico da Fecam, Paulo César Costa, ¿o basquete vive um bom momento e isso se deve me parte ao apoio financeiro conseguido junto ao empresariado mourãoense, que tem investido, incentivado e acreditado no potencial do basquete mourãoense, além disso é importante frisar o comprometimento dos atletas com os treinamentos¿.
Fonte : ferasdoesporte.com.br


Apito em debate

Arbitragem é assunto controverso em qualquer modalidade esportiva. Discuti-la é parte do imaginário de atletas, treinadores, dirigentes e torcedores.
No basquete, a condução do jogo é objeto de polêmica especialmente porque se observa um processo gradativo de globalização das regras ¿ fenômeno impulsionado pela crescente expansão do alcance da liga norte-americana, hoje popular nos mais inóspitos rincões do planeta.
Não por acaso, o apito ainda se caracteriza como instrumento indireto de apartheid entre o bola-ao-cesto praticado na NBA e nas competições regidas pela Fiba.
Além dos mecanismos de ordem técnica (expedientes eletrônicos, remuneração vultosa e condições de trabalho em quadra), a leitura dos lances de uma partida é, sobremaneira, díspar no torneio que agrega a elite da bola-laranja mundial.
É notório que a NBA tolera contato físico mais vigoroso e pune com menor rigor os desarmes. Também é nítida a preocupação em preservar o pontuador de garrafão, com a blindagem (delimitada na quadra) oferecida aos atletas na tábua ofensiva.
Entretanto, parte significativa desse fosso estabelecido entre as competições regidas pelas duas entidades decorre das condições de observação das jogadas (e dos lances sem bola) por parte dos responsáveis pela anotação das violações.
Há muito a Fiba tenta implementar como exigência formal a presença de um trio de arbitragem em torneios oficiais, um verdadeiro tabu, dada a necessidade de formação de novos juízes e seus custos operacionais.
A partir deste ano, entretanto, como forma de atenuar esse abismo evidenciado com a NBA, os dirigentes do organismo sediado na Suíça resolveram levar a proposta adiante e disciplinar a mecânica de atuação de três árbitros em suas competições oficiais de abrangência global.
Tal prática já vem sendo monitorada no Mundial sub-19 feminino, em curso na Tunísia, e será colocada em prática também no Mundial sub-21 masculino da Argentina em agosto próximo.
No corpo de supervisores nomeados para acompanhar os resultados da inovação estão quatro apitadores de reconhecido valor: o espanhol Miguel Betancourt, o argentino Alberto Garcia, o polonês Krystow Koralewski e o brasileiro Carlos Affini.
Em âmbito doméstico, o coordenador de arbitragem da CBB, Geraldo Fontana, vem divulgando algumas das diretrizes do novo formato.
Vale reproduzir neste espaço alguns dos quesitos abordados pelo árbitro em seu boletim difundido eletronicamente para todo o país. Na introdução, um comentário de Fontana acerca da necessidade de preservar a técnica do jogo.
¿O bom senso é um pré-requisito vital em um bom árbitro. O entendimento claro e profundo, não somente das Regras Oficiais do Basquetebol, mas também do espírito do jogo, é absolutamente essencial. Ao penalizar todas as infrações técnicas que ocorrem, o árbitro só vai provocar a insatisfação nos espectadores, jogadores e técnicos. É preciso penalizar as infrações que têm relevância no jogo. Um bom árbitro contribui para a fluidez da partida tornando o jogo em um espetáculo¿, relata.
Segundo Fontana, a adoção do novo modelo de posicionamento dos três árbitros tem vários pontos favoráveis:
))) Um controle mais cuidadoso na área de responsabilidade do árbitro. Os árbitros poderão ocupar melhores posições para ver a jogada;
))) O controle da movimentação dos jogadores poderá favorecer a marcação de faltas fora da jogada. O objetivo é ter um jogo limpo;
))) Uma maior cobertura das jogadas poderá favorecer a redução do número de faltas. Um maior controle das jogadas transmite a idéia de que os árbitros poderão marcar a infração porque estão mais atentos. É mais um árbitro para administrar a partida;
))) A constituição de áreas comuns de responsabilidade com dois árbitros e a presença de um terceiro árbitro para controlar a área onde não está a bola. Isto contribui para observar melhor as jogadas de poste e corta-luz;
))) A possibilidade de dois árbitros observarem uma situação de interferência de trajetória (toque na descendente). A decisão pode ser compartilhada pelos dois árbitros que estão de frente para a tabela; qualquer um dos dois pode marcar a violação. Isto reduz a pressão na tomada de decisão;
))) Uma melhor cobertura nas situações de contra ataque. Com maior facilidade o árbitro seguidor poderá se antecipar ao atacante na conclusão da jogada. Com o auxilio do árbitro central, os dois poderão observar a jogada de ambos os lados (esquerdo e direito) nas situações de contra-ataque com marcação no atacante que finaliza a jogada;
))) O posicionamento em forma de um triângulo favorece muito a visualização nas situações de rebotes. O objetivo é tornar o jogo limpo. Um jogo forte onde a técnica deve ser valorizada;
))) A presença de um terceiro árbitro possibilita um maior controle do banco de reservas das equipes. A comunicação torna-se mais efetiva.
Em um país que já colocou três árbitros em finais olímpicas (Renato Righetto, em Munique-72, Affini, em Seul-88 e Carlos Renato dos Santos, em Sydney-00 e Atenas-04), o debate acerca dos rumos do apito deve deixar de ser marginal e ocupar o centro das atenções.
O equilíbrio verificado nos certames nacionais expõe a responsabilidade que cabe à arbitragem. E, no momento em que estão em gestação projetos que têm como objetivo revitalizar a modalidade, é preponderante tratar da qualificação e da busca de um conceito de excelência (e padronização de condutas) também no apito.
:::::::
Zona Morta
:::::::
))) Depois da aposentadoria de Vlade Divac, outro astro sérvio-montenegrino define seu futuro: Dejan Bodiroga, responsável direto pelo último caneco mundial da Ex-Iugoslávia em 2004, deixou o Barcelona e assinou com o Virtus Roma para disputar a Liga Italiana novamente sob o comando do guru Svetislav Pesic. O contrato é de dois anos. Bodiroga já atuou no país entre 1992 e 96, defendendo as cores do Stefanel Trieste.
))) A Confederação Sul-Americana baixou para 17 anos a idade máxima dos atletas participantes do torneio continental juvenil em curso na cidade de Barquisimetro, na Venezuela. Segundo o dirigente portenho da entidade, Horacio Muratore, a decisão foi tomada para acompanhar o calendário da Fiba, que prevê Mundiais sub-19 a cada dois anos ¿ a adequação permitiria aos jogadores que participem de todo o ciclo rumo à principal competição do globo.
))) Apesar dos percalços registrados na infra-estrutura e do curto tempo para trabalhos em quadra, o técnico da seleção masculina Lula Ferreira fez um balanço positivo da primeira fase de preparação da equipe no Rio de Janeiro. ¿Realizamos um trabalho físico para equilibrar o grupo, já que os jogadores vieram de situações diferentes em seus clubes. Na quadra fizemos conceitos de defesa e de ataque para manter o ritmo de treinamento.¿ O elenco já conta com o reforço de Tiago Splitter e passou a trabalhar em dois períodos esta semana.
Fonte : Rebote.uol.com.br


a href="javascript:goToComments('<$BlogItemNumber$>')">Comments:

Home