Basquete em Londrina

Sexta-feira, Agosto 05, 2005


AVISO
O ESTAGIÁRIO BRUNO ESTARÁ DE LICENÇA PARA PARTICIPAR DOS JOJUP´s EM UNIÃO DA VITÓRIA ENTRE OS DIAS 05 A 11 DE AGOSTO.
MARIVAL JUNIOR


Nova equipe da Keltek praticamente montada

Após a campanha em que terminou o último campeonato Brasileiro em 8º lugar, sendo eliminado pelo Telemar nas quartas de finais, onde a equipe do Rio acabou sagrando-se campeã, a Keltek Basketball reformulou a sua equipe e está praticamente pronta para as próximas competições.
Do elenco anterior foram mantidos Manu Cevallos e Marcio Santos, chegaram Henrique ala ex-Hebraica, Kell pivo ex-Franca,Otavio ala/armador ex-Casa Branca,Thiago Brasília armador ex-Londrina,Jefferson Ala ex-Limeira, Duda armador ex-São Bernardo,Saulo pivo ex-Corinthians, Wanderson Lateral ex-Unitri e Seleção Brasileira, Adair pivo ex-Sorocaba, o Técnico continua Hugo Cabrera, o auxiliar Técnico também foi contratado trata-se de Emerson Luís de Souza, que era técnico da equipe adulta de São José do Rio Pardo no interior de São Paulo, dirigia a equipe Riopardense desde 1988, onde também era responsável pelas categorias de base onde conquistou varios titulos entre eles:Vice campeão Paulista de basquetebol categoria pré mini 1998,3º colocado no II Sul Americano de mini basquete em Novo Hamburgo Categoria pré mini 1998, Vice campeão dos jogos Abertos do interior, categoria sub-21 em 2001, 3º colocado na taça EPTV de basquete em 2001, tendo conquistado ainda os titulos honrosos Eleito pelo Panathon Club, melhor técnico do ano em 1997, eleito pela Federação Paulista de Basquete, melhor técnico do ano , da série A2.
Técnico mais jovem a dirigir uma equipe da 1ª divisão no Campeonato Paulista de Basquetebol, com 28 anos de idade em 2001.
``adotamos uma nova filosofia de trabalho a longo prazo onde contratamos jovens valores, a média de idade da equipe esta em 22 anos,acreditamos que o Técnico Hugo Cabrera poderá realizar um bom trabalho com esta nova equipe``. Destacou o supervisor Renato Santana.
O restante da comissão técnica foi mantido com Rafael Macedo na preparação física,Jairton Ney como fisioterapeuta, e foi contrada também uma psicóloga Rosa Grupenmacher.

Fonte : basquetecuritiba.blogger.com.br


OS COMENTÁRIOS DE FÁBIO BALASSIANO
4/8/2005
MEU DIÁRIO DA SELEÇÃO


A seleção masculina de basquete me fez voltar ao Botafogo. Fazia muito tempo que não entrava na sede de General Severiano. Em férias universitárias, mesmo a cinco minutos da praia preferi acompanhar os treinos de Lula Ferreira. Loucura para qualquer pessoa normal, troquei o sol de Ipanema pelo ginásio do glorioso. Vi de tudo: testes físicos, treinos táticos e coletivos, que, aliás, mais pareciam com uma pelada organizada. Os bate-bolas eram apitados por dois árbitros paulistas. Certamente seria mais inteligente e menos custoso requerer dois árbitros da federação local, mas diante da birra política instaurada pelo carioca Guilherme Kroll a alternativa tornou-se impossível.

Cheguei cedo logo no primeiro dia. Estava ansioso. Ginásio cheio, mas de crianças praticando vôlei. Desci e conferi o horário e local do treino. O senhor da portaria assim me respondeu. ¿Menino, o horário deles é só 10:00. Faltam cinco minutos ainda¿. Primeiro espanto. Treino com hora marcada tudo bem, dividir o campo com aulas esportivas é dose.

Mas foi assim durante todo o tempo aqui no Rio de Janeiro. Duas horas de suor, nem um minuto a mais, e a seleção era obrigada a sair do recinto. Portanto, cinco minutos depois lá estavam eles, já vestidos e esperando o apito final do professor para entrarem em quadra. Foi estranho ver Baby, acostumado à megaestrutura da NBA, chegar de uniforme. Comenta-se que a Confederação tentou junto ao presidente do Botafogo a liberação do campo de futebol para a realização de atividades físicas ao ar livre. Bebeto de Freitas, logicamente, vetou.

O uniforme aliás, foi um dos pontos de reclamação dos jogadores. Os atletas cobraram do presidente da Confederação condições mínimas de trabalho. Anderson Varejão disse a este colunista que faltava ¿material¿. Olhei para o Baby e compreendi o que ele queria dizer. O pivô, no alto de seus 2,11, arregaçava as mangas do colete a todo instante ¿na verdade, coitado, ele parecia treinar dentro de uma camisa de força. Os shorts também eram quase sempre mais curtos que o necessário. Mas não foi só disso que o elenco chiou. Anderson achou o piso do ginásio duro, pediu tabelas laterais para o treinamento individual de arremessos e solicitou uma sala de ginástica bem equipada. O último pedido foi aceito pela CBB, que providenciou uma academia para os atletas. Coincidência ou não, o proprietário do local escolhido é Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei.

Na primeira semana, Leandrinho, atuando na Liga de Verão pelo Phoenix, Anderson Varejão e Alex, lesionados, não compareceram. Nezinho também se ausentou. Disse que estaria nos Estados Unidos defendendo os Spurs em uma Liga de pré-temporada. Espantei-me ao olhar as estatísticas e verificar que seu nome nem constava na lista de jogadores do time. Ou seja, o armador do COC preferiu trocar dez dias de treino por uma chance obscura. Na volta, ainda se saiu com essa: ¿Não vi diferença entre a estrutura do basquete brasileiro e norte-americano¿. Sinceramente, não sei se é recomendável convocar um armador míope.

Mesmo assim, a comissão técnica contava com mais de dois times completos. Esperava mais dos treinamentos, principalmente no quesito orientação. O coletivo raramente era interrompido. Mesmo quando, por exemplo, Estevam trombava com armadores no garrafão e Marcelinho Huertas ¿chamava¿ jogadas e ninguém entendia. Com tudo isso o treino prosseguia. De assistentes Lula não podia reclamar. Neto, Guerrinha e Flávio Davis, junto com o treinador principal, deveriam parar os treinos ¿não apenas assistir passivamente. Todos pensaram que a viagem de Guerrinha aos Estados Unidos seria útil justamente para isso: aprender novas técnicas de treinamento e capacitar a nossa comissão técnica com idéias menos obtusas.
OS COMENTÁRIOS DE FÁBIO BALASSIANO
5/8/2005
MEU DIÁRIO DA SELEÇÃO ¿ PARTE II

Na parte de treinamento, repito que decepcionante para mim, o máximo que vi foi a implementação de contra-ataques de três contra dois e cortes do pivô com o armador. Não houve um só treinamento de fundamento. Passes, dribles, arremessos, nada. Ou seja, quando, por exemplo, o armador errar o passe para o ala-pivô, a comissão não poderá reclamar. No livro ¿More than a Game¿, de Phil Jackson, o autor conta que Bill Fitch, seu técnico na Universidade de Dakota do Norte, treinava duas horas de fundamento por dia. Em Chicago, Phil fazia Michael Jordan treinar passes básicos por uma hora. Marcelinho e Jefferson William, santa ingenuidade, não precisam disso evidentemente. Alguns técnicos defendem argumentam que o tempo é curto e não há espaço para este tipo de trabalho. É inadmissível, entretanto, que atletas profissionais cometam erros primários em competições internacionais.

No sábado seguinte curti a praia pela manhã e rumei para o Botafogo à tarde. A bola quicava no ginásio e pensei: ¿Hoje, sem as escolinhas, o treino promete¿. Mais um erro. O som era de Marcus, do grupo de desenvolvimento, que arremessava sozinho. Para minha surpresa-espanto-decepção a comissão técnica optou por folga coletiva no fim de semana. O que me causa mais surpresa-espanto-decepção é que apenas o ala compareceu à quadra para treinar. Marcus, aliás, se mostrou muito bem nos treinamentos. As perguntas que ficam são: é recomendável deixar um atleta de seleção sozinho? E se, por ventura, acontecesse algo? Da inchada comissão técnica, ninguém poderia acompanhá-lo? Fico feliz pela vontade e garra do jogador, que voltou de táxi para o hotel.

Na segunda-feira lá estavam Anderson e Alex. Faltava apenas Leandrinho para o grupo ficar completo. Muita descontração, muita animação, mas treinamento firme que é bom, pouco, muito pouco. Dois exemplos saltavam os olhos: Marcelinho continuava abusando dos arremessos de três pontos e Nezinho corria desenfreada e improdutivamente sem que nada lhes fosse dito. Sem falar na parte defensiva, que permitia bandejas e uma série de enterradas do jovem Rafael, do Ribierão.

Com a chegada de Leandrinho na quarta-feira o treinamento ganhou em intensidade. O armador do Phoenix grudou, por alguns momentos, em Marcelinho, e mostrou quão defasado internacionalmente o ala está. Para ser justo com Lula e seus assistentes, o último treino foi bom, com ataque e defesa parecendo mais entrosados.

Entretanto, para os mais de 20 dias juntos, penso que o período de treinamento foi mal utilizado, sem que a parte técnica dos jogadores fosse devidamente treinada e apurada. Mesmo assim, para conseguir uma vaga no Mundial do Japão está de bom tamanho. O que continua me preocupando são as competições de alto nível, quando realmente somos testados ¿e ultimamente reprovados.

Bambu: Sem brincadeira, o maior destaque da seleção no período de treinamento foi André Bambu. O ala-pivô foi visto, aos beijos e muito mais, com a ex-caso de Ronaldo no Rio de Janeiro. Comenta-se que Mireia trocou a careca do Ronaldo pelo bambu do André. Maldade com a menina...

Volta: Os textos voltam a partir de hoje, mas não mais três vezes por semana. Agora a coluna estará no ar aos domingos e quartas-feiras. Não descarto, porém, edições extraordinárias. A partir da próxima quarta então temos um encontro marcado, ouviu mãe.

Próximos: Os próximos textos, se nada de excepcional acontecer, serão sobre Larry Brown, o novo Miami Heat e as trocas da NBA, os problemas entre CBB e NLB e uma importante entrevista.

Fábio Balassiano
Colaborador
fbalassiano@hotmail.com

Fonte : Databasket.com.br


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